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quinta-feira

Diferença entre oposição ao Brasil e críticas justas ao governo que perdeu o rumo da nação e do povo




Prezado blogueiro Eduardo Guimarães


Sei que não gostas de mim. Já te disse isso mais de uma vez e mais de uma vez me respondeste respeitosamente que não há razão para não gostares de mim. Eu também não vejo razão, mas sei que tentas me ignorar.


Penso cá com meus botões velhos que talvez tenhas preconceito em relação a mim pelo fato de eu ser bispo. Inúmeras vezes escreveste que crês em Deus, mas que tens uma fé sem igreja. Criticas as igrejas. Muitas de tuas críticas também são as minhas. Talvez não aprecies bispos, menos ainda quando, como no meu caso, os pastores diocesanos não se fecham em suas sés e catedrais para rezar pelo mundo, sem se envolver com os dramas sociais. Penso na possibilidade de me rejeitares porque intervenho aqui por esta mídia e pessoalmente na luta contra as injustiças e em favor de uma sociedade mais justa. Não sou do tipo reza reza, não creio na seriedade de quem pensa em age assim. 


Como sei que não gostas de mim? Aprecio a maneira com que puxas certos debates no Facebook. Entro, tento participar. Respondes a todos menos a mim. Vezes sem conta postei comentários sobre assuntos candentes em teu blog e fui censurado. Tu não os publicaste. E olha que há muitos comentários violentos e sem sentido que publicas sem cerimônia. 


Mas tudo bem, como Lula que admiras, eu também não guardo rancor de ninguém, muito menos de pessoas que contribuem com a sociedade como é o teu caso através de tua ONG e dos artigos importantes que escreves, mesmo sem dares importância a pessoas aqui do vale dos mortais onde as pessoas não se encontram co presidentes, com ministros do STF e da República, como eu.


Agora e aqui tenho o objetivo de elogiar tua participação na entrevista que Lula deu aos blogueiros reunidos no seu Instituto, graças a Deus sem a presença injusta e distorcida da mídia tradicional e comercial. Lamentavelmente não pude acompanhar todas as perguntas e respostas dadas pelo ex-presidente. Porém, tua pergunta foi uma verdadeira e correta análise de conjuntura, mostrando que deténs sabedoria política. 


Perguntaste a Lula sobre o mau humor que ronda o País. Emolduraste teu conceito de mau humor com o governo federal e com todos os símbolos de poder estatal narrando as manifestações de junho de 2013, com os frequentes quebras quebras  que acontecem, com a queda de Dilma nas pesquisas, com descontentamentos de vários setores com o seu governo, mesmo que Lula e Dilma signifiquem avanços econômicos e sociais no Brasil num contexto em que o mundo afunda em desemprego e crises, inclusive com guerras e terrorismos estatais como os promovidos por Obama. 


Pois é, Eduardo, vejo três tipos de mau humor e de pressões nesse momento. 


Um deles é o da oposição sem votos, desgastada com a privataria a que submeteu nosso País, entregando nossos bens públicos à iniciativa privada nacional e multinacional e com os escândalos ciclópicos com o dinheiro público, enriquecendo ladrões e mentirosos. 


Essa gente que aí anda de mãos dadas com a mídia manipuladora, golpista, sempre pronta a defender o que há de mais putrefato e criminoso que já se abateu sobre nosso País, como a ditadura civil-militar, diverte-se com o denuncismo. Esses “opositores” não se opõem apenas ao governo, mas ao Brasil. Invés de denunciarem pontos do governo que são prejudiciais ao nosso povo, eles se movimentam para derrubá-lo com mentiras, usando a bel prazer os poderes da república - legislativos e judiciário -  em verdadeiros atos subversivos de direita em favor do golpe. Nunca se vê dessa oposição neoliberal nenhum elogio, nenhum reconhecimento de projetos sociais que retiram amplos setores humanos da miséria e da pobreza. Esse tipo de oposição nega o bem para invariavelmente ressaltar o mal. Sua histeria é do modelo que vê um errinho e corre para torná-lo maior e mais escandaloso possível, não raro usando de calúnias, injúrias e difamações diabólicas contra pessoas. Não se vê nessa oposição nada que objetive a ajudar o Brasil, mas tudo para prejudicá-lo ao desejar que volte aos tempos de quintal dos Estados Unidos, com o povo mudo, cego e subserviente. 


Outra forma de mau humor é o que se estampa nas palavras e gestos de amplos setores alienados de nossa sociedade. Sabes que a alienação é um processo complexo instalado na alma do povo como se fosse um chips  comandado  pelas elites dominantes, como definia Althusser ao estudar a alienação em Lacan. Nesse estado as pessoas não pensam, são irrefletidas e manipuladas, principalmente pela mídia nas mãos da pior elite do mundo, a nossa brasileira, como a entendia nosso antropólogo maior Darci Ribeiro. 


A alienação é promovida, mantida e do interesse dos grupos reacionários. Seus contingentes são alimentados e comprados a baixo custo pelos mercadores golpistas de plantão. Parte da dita, confusa e ignorante classe média serve aos propósitos alienados. Mas milhões de pobres recentemente içados da miséria e da pobreza também são parte integrante dessa massa de manobra, infelizmente. 


Esses setores alienados compram as rusgas da classe dominante atrasada e saem por aí a dizer coisas que não sabem. Tais seguimentos atuam nas escolas de todos os níveis, pois voltaram aos bancos escolares, nas igrejas, nos sindicatos, nos restaurantes e bares onde vomitam sua ignorância histórica e política, ingredientes do cardápio do ódio fascista. Nesses locais falam mal de Lula e de Dilma. Quando se pergunta pelas fontes de sua informação dizem que viram na televisão ou na internet. Portanto, provam que são apenas repetidores do que querem que pensem e digam, como bonecos marionetes das forças ocultas, verdadeiros diabos. Nada mais. Até o mau humor copiam dos dominadores, historicamente aliados do anti patriotismo crasso e dominador a favor da concentração de renda e de riquezas, mãe das injustiças sociais. 


Porém, há um terceiro seguimento de mau humor, mas positivo e construtivo, difamado pela mídia. Estes são os que criticam os governos Lula e, principalmente Dilma, mas que não desejam a desgraça para o Brasil, como os dois primeiros. 


Ontem as centrais sindicais ocuparam as ruas para denunciar falta de reformas por parte do governo Dilma. Denunciaram o fator previdenciário, que submete trabalhadores aposentados à injustiça da redução salarial, na fase que mais precisam de dinheiro, depois de contribuírem a vida inteira para o enriquecimento do País. Criticaram a falta de decisão quanto a redução da carga horária para 40 horas sem redução salarial; a terceirização e precarização das condições de trabalho; a desigualdade entre homens e mulheres; a falta de reforma agrária que, conforme o MST, neste governo é pior do que durante a ditadura civil-militar; criticaram a sangria financeira do País através dos juros e do superávit primária para o bolsa banqueiros; criticaram a privatização mafiosa do transporte coletivo etc. 


As centrais sindicais criticam as amarras do governo Dilma no sentido de que se liberte e ajude o País a avançar. As lideranças dos trabalhadores não se movem por nenhum mau humor destrutivo do Brasil. Pelo contrário, os trabalhadores criticam e lutam objetivando empurrar o governo para o caminho justo por onde deve trilhar na defesa do Brasil. Já a oposição quer destruir tudo para entregar o governo a soluções impopulares, isto é, contra o povo. 


Eduardo, sei que não comentarás nada do que escrevi, se não gostas de mim e praticas a política de destruir o outro pelo silêncio que o nega e o desfaz. Porém, dou-te novamente os parabéns pelo teu trabalho e pelo modo de seres família, sempre preocupado afetivamente com tuas filhas e netos.


Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz.

Dom Orvandil: bispo cabano, farrapo e republicano, sem escolher situações.


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