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terça-feira

Seguda vez em Goiânia. Agora foi bom




Pela segunda vez em Goiânia trabalho o módulo DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR.  No ano passado o trabalhei aqui e o trabalhei em inúmeras cidades do interior de Goiás. Desta vez todas as alunas eram mulheres. Profissionais de várias atividades, mas a maioria professoras. Mulheres jovens e bonitas, batalhadoras, esforçadas e empenhadas em crescer. Gostei muito de trabalhar com vocês. Ressalto alguns aspectos de nosso trabalho.
1.     A partir dos/as alunos/as: é fundamental que exploremos o enorme universo de possibilidades ativas nas existências de nosso povo estudantil. A grande maioria integra a classe dominada, marcada pela exploração, pelo desemprego, pelas crises infindáveis e cruéis do capitalismo desumano. Aí, nossos/as alunos/as têm que se virar arduamente para sobrevier. Necessitam de inúmeros saberes para o enfrentamento da vida difícil. Basta a nós professores/as buscarmos seus potenciais para construirmos a partir deles conceitos mais claros, justos e corretos do mundo, edificando as conexões do conhecimento e ajudarmos a afirmarmos os papeis de protagonistas inteligentes e libertadores de nossos/as alunos/as. Ora, nós professores não ficaremos para trás nessa empreitada, também. Olharemos para nossa realidade, marcada por injustiças grotescas: salários humilhantes, subcondições de trabalho, baixa-qualidade em nossas formações, principalmente no campo humanístico, consciência crítica aquém de nosso exigido status, alienação ideológica e política clamorosa, baixa consciência de classe etc. Mas continuamos no processo como classe trabalhadora, como agentes sociais que ajudam a construir o conhecimento e as pessoas, articuladores/as entre educação e família etc. Isto é, temos enormes potenciais, que precisam ser trabalhados e contados. Necessitamos despertar para nossas possibilidades e voltarmos à luta, não solitariamente, mas com a sociedade que grita e avança em busca de soluções mais justas, integrando-nos nos movimentos sociais e na luta por mais direitos humanos.
2.     Educação e desenvolvimento: vocês destacaram na avaliação que um ponto alto de nossa discussão foi o esclarecimento do binômio educação-desenvolvimento. Esclarecemos que a educação formal não causa o desenvolvimento. É o contrário: é o desenvolvimento econômico que causa a educação. À direita, os capitalistas geradores de marginalização e de pobreza, inclusive na educação, adoram afirmar que é a educação que causa o desenvolvimento. Nesse sentido, agora nesse blog, sugiro que prestem a atenção nas falas do direitista José Serra, candidato da elite neoliberal e dominante. Ele apregoa exatamente isso: que se eleger-se, se Deus quiser não se elegerá, fortalecerá a educação. Mas ele não diz educação para que nem fala em desenvolvimento. Para a classe dominante basta falar na palavra educação com a intenção de iludir a classe dominada com as ilusões de que seus filhos se formem doutores, ricos e famosos. O Serra e o Marconi, candidato a governador da direita aqui em Goiás, são grotescos e estúpidos pensando que enganam o povo. Não, nada disso. O conceito desenvolvimento com distribuição de renda e de riquezas, com empregos, com investimentos em todos os setores, inclusive na educação, é que trata da educação de qualidade com valor prático para as pessoas. O desenvolvimento tem que ser gestado e articulado pela nação e não pelos apetites vorazes, ferozes e cruéis do mercado capitalista e neoliberal. Por isso, penso que o projeto político em debate nessa campanha eleitoral que mais se aproxima dos interesses brasileiros, em todos os sentidos, porque trata claramente do desenvolvimento, é o encabeçado por Dilma Roussef. E, vejam amigas, não afirmo isso por mero partidarismo ou simpatias pessoais. Nem é esse o caso. Mas por pura análise da realidade. O resto é bobagem: abortismos, lesbianismos, factóidismos são papos moralistas da direita para assustar e desviar a atenção.
3.     Gostei muito de vocês: quando sentamos juntos no sábado à tarde para discutir o filme “O Contador de Histórias” e avaliarmos nossa caminhada me emocionei com vocês. Ali se provou o acerto e a beleza da tese da construção conjunta e democrática do conhecimento da realidade. Senti muito o carinho de vocês e o afeto por vocês. Ao conversar no intervalo do almoço com algumas de vocês me deparei com mulheres heroínas, inteligentes, capazes de amar para além dos limites da vida, como é o caso da colega que perdeu um filho repentinamente há 4 meses, com 4 anos de idade. Meu Deus, essa mulher sangra e luta heroicamente. Carrega enorme experiência de vida, rica em luta e sabedoria. Deus te abençoe e te fortaleça, minha colega e amiga. Imagino o drama de tua luta. Por favor, não desanima. A educação e a luta precisam de ti.

Gurias queridas, obrigado pela convivência. Penso em aperfeiçoar e oferecer esse módulo como curso de extensão para vários profissionais. Ele realmente ajuda as pessoas.

Gurias, abraços com minhas orações e amizade. Do vosso colega professor e bispo Orvandil.

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