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sábado

Em quem e porque votarei para presidir o Brasil





Caríssima Ana Marize Paraguaçu
MD Professora da Universidade do Estado de Santa Catarina

O dia 05 de outubro se aproxima como marco eleitoral. Diante das urnas escolheremos projetos para o Brasil e para os Estados.

Sempre repito aqui que não sou filiado a partido algum. Não porque seja contra os partidos ou à militância. Ocorre que tenho compromissos com entidades suprapartidárias que sugerem a não filiação. Mas sou comprometido com o Brasil, com o povo e com a sociedade. Interesso-me profundamente pelo debate sobre projetos para o Brasil. Não seria correto alienar-me principalmente num momento tenso como o que vivemos. Sou eleitor que tem lado. O meu lado é o Brasil, é o povo e são a justiça e a paz sociais. Não sou do tipo de religioso que espera tudo cair do céu nem amolo a Deus com orações rogando soluções prontas e acabadas sem a minha participação e ousadia na luta. 

Logo direi em quem e porque não votarei para Presidente. 

Jamais votaria no Senador Aécio Neves. As razões são suas profundas ligações com o desastroso neoliberalismo. Essa ideologia foi aplicada no Brasil nos governos Collor e FHC e sabemos a que custo em termos de privatizações, subornos, corrupção, humilhação internacional, apagão da dignidade nacional, miséria e desemprego. Jamais votaria nesse candidato pelo seu enorme grau de mentira. Suas “denúncias” sobre supostas corrupções na Petrobras são mistificações com a intenção de enfraquecer nossa principal empresa estatal com o objetivo de privatizá-la, já que não conseguiram durante o reinado de José Serra, responsável pela molecagens com as privatizações. 

Jamais votaria em Aécio Neves por saber que sua pregação sobre meritocratas para dirigir ministérios, estatais e autarquias soa, na verdade, como emprego de parentes, de amigos e de compadres, ganhando altos salários à custa do povo. 

Não votaria em Aécio Neves por conhecer sua cartilha de desemprego e de volta aos tempos em que o Brasil era quintal e motel dos Estados Unidos.

Não votaria na missionária Marina Silva pelas mesmas razões, já que seu programa de governo foi copiado do Senador do aeroporto de Cláudio e sua equipe é a mesma filosoficamente de Aécio. 

Não votaria na missionária porque seu discurso sobre a tal “nova política” é pura cobertura para projetos envelhecidos que de novos só tem a palavra “Nova”. A equipe e a base de sustentação da serva do Senhor somente tem velhos integrantes do governo subserviente de Fernando Henrique Cardoso; também o PPS, partido que se aliou à direita mais perversa que governou o Brasil, que governa os Estados de São Paulo, Goiás, Paraná e que, no Rio Grande do Sul, protagonizou espetáculo lamentável de corrupção e inquéritos policiais durante os governos de Antonio Britto e de Yeda Crusius. Há no entorno da missionária Marina outros partidários chorões que se afastaram de Dilma alegando que ela não os recebeu, por isso procuraram Eduardo Campos e dele se tornaram cicerones em São Paulo. 

Não votaria na missionária Marina Silva pelo seu fundamentalismo sectário, estreito, conservador e fratricida. Na capelania estreita da missionária rezam pessoas mal vistas, asquerosas por sua índole mentirosa e mau caráter, como o pastor Everaldo, o pastor Silas Malafaia, Vanderlan Cardoso etc. O fundamentalismo de Marina e de todos os seus é de tal maneira diabólico e arriscado para o Brasil, reunindo evangélicos e católicos negocistas da fé, sublinhado pelo ódio, pela homofobia e pela falácia de preservação da família.

É evidente que se a missionária Marina, por desgraça, vencesse as eleições no domingo o plantel incendiário de fundamentalistas e teocráticos engrossaria o apoio a seu governo, associando-se à sua base a perversa bancada evangélica, com a bancada católica,  com a bancada do gado, com a bancada da mídia, com a bancada dos bancos e com outras nada comprometidas com o Brasil e com a justiça social, cujos integrantes se distribuem por partidos antidemocráticos e antissociais como o PSDB, o DEM e outros nanicos, produzindo situação caótica e infernal, verdadeira ante sala do golpe e do arrastão fascista. Por isso não posso votar numa pessoa e numa proposta assim.  A missionária Marina Silva nunca me enganou. Aqui mesmo nesse blog há muitas matérias que levantam angustiantes suspeitas sobre seus compromissos duvidosos.

Não votaria da minha irmã gaúcha Luciana Genro, apesar de admirar algumas de suas sacadas nos debates e sua inegável inteligência. Não votaria em Luciana por não me iludir com seu discurso falsamente de esquerda. Luciana é trotiskista. Portanto, sua corrente liga-se ao que Lênin definiu como esquerdismo infantil, puritano, estreito e desagregador. O trotiskismo nunca fez revolução em lugar algum no mundo. Seu basismo e  arrogância coloca a classe trabalhadora em risco pelas táticas sectárias e sem estratégia objetiva na busca do poder para a classe pordutiva, em nome de quem discursam e dizem defender. Seguidamente seus "militantes patinam no terrorismo irresponsável, tanto verbal quanto belicamente, entregando a causa social nas garras do fascismo direitista.  Sua corrente é do tipo “façam o que eu digo mas não façam o que faz o meu partido”. No Congresso Nacional seus deputados e senadores votam com a direita mais doentia, com a intenção de detonar a Presidenta Dilma e o Brasil. No Estado de Alagoas sua líder maior, Heloísa Helena, aquela da blusa branca e calça jeans das eleições passadas, alia-se com o PSDB para tentar eleger-se senadora. Como se sabe, o PSDB é hoje um dos maiores, embora em decadência, partidos de direita no Brasil. 

Luciana Genro faz algumas denúncias corretas, mas se isola chorosa nos cantos na posição de quem é a única certa. Ela jamais governaria o Brasil em paz numa sociedade em transição, mas capitalista e complexa. Não sabe fazer alianças nem agregar a sociedade. Seria deposta no dia 02 de janeiro de 2015. 

Votarei na reeleição da Presidenta Dilma. 

Votarei em Dilma Roussef porque não sou do tipo de chorar pelos cantos em razão disso ou daquilo. Votarei porque ela é a única candidatura que aponta para novas possibilidades de avanços para além do neodesenvolvimentismo e para transformações que passam por uma constituinte ampla e absoluta, produzindo reformas que até agora não aconteceram. Seu projeto de governo inda libertação da condição de refém dos setores partidários viciadamente neoliberais e conservadores, com forte repercussão nos ministérios e agendas administrativas do País. 

Após as eleições a Presidenta eleita pelo povo brasileiro, a cavalo de uma articulação política que vai da esquerda à direita, deve realmente sensibilizar-se para o núcleo do verdadeiro debate que se dá na sociedade. 

O governo deverá se inspirar nas ruas, nos movimentos sociais, na agenda que pressiona por mais Estado protetor e encorajador dos direitos humanos com investimentos surtidos na redenção social. 

A Presidenta ouviu nos debates e ouvirá ainda mais sobre as situações urbanas, rurais, indígenas, sobre os juros que estrangulam os investimentos e a distribuição de renda mais equitativa. 

Votarei na Presidenta Dilma por mais aproximação do povo. A Presidenta tem que receber mais o povo, ouvi-lo e atender suas demandas e não aguardar tanto das pressões por cargos dos partidos conservadores da base de seu governo. O Brasil e o povo devem ser seu principal partido e sua base essencial. O lugar da Presidenta é muito mais dentro do Brasil do que no Palácio do Planalto. A presidenta deve sentir muito mais o calor do povo do que o ar condicionado palaciano.

Votarei na reeleição da Presidenta Dilma certo de que voltaremos às ruas para empurrar seu governo para as correntes mais avançadas em direção à justiça social, mesmo que certos integrantes de sua base e de seu governo não gostem. A Presidenta deve retomar Getúlio Vargas e Luiz Inácio Lula da Silva e avançar para deixar sua marca como mulher de luta, preparada teórica e praticamente. 

Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz.
Dom Orvandil:  bispo cabano, farrapo e republicano, desinteressado no sexo dos anjos.

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