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terça-feira

Uma mente brilhante levanta-se do lixo contra a falta de respeito e de patriotismo dos “asnomaníacos”





Meu querido João Luiz

Que saudade de ti, meu amigo de Uruguaiana. Quando saí do seminário passei um ano em Passo Fundo-RS para, transferido pelo bispo, morar e trabalhar aí na nossa querida Uruguaiana, onde te conheci desde que eu estudava no Instituto União. 

Não sei se ainda vives, se avanças em idade, enfim, o fato que te guardo vivo aqui em minha memória. Aqui no meu anfiteatro mental ainda bato muitos papos contigo. Aqui te encontro nas lutas renhidas contra o álcool que te maltratava. Quantas vezes correste em direção à casa pastoral para fugir da tentação de “encheres a cara” e quantas eu fui à tua casa roubar cachaça de ti para despejá-la no ralo da pia de tua cozinha. Entre essas fugas e o próximo porre conversávamos sobre nosso povo, sobre tua saúde, sobre teus abandonos, sobre mim, um jovem pleno de sonhos, de poesia e muitas vezes perdido entre as perseguições e calúnias promovidas brutalmente pela ditadura- civil-mediática-militar. 

Juro-te, João, aprendi muito contigo e de ti ouvi sabedorias impressionantes, muitas se transformaram em artigos do jornal de Uruguaiana para onde eu escrevia semanalmente e em comentários de meu programa diário de televisão aí na TV Uruguaiana, fechado a coronhadas pela ditadura e eu removido por pressões dos proprietários rurais e pelos milicos. Falavas comigo de amor, de falta de amor, de justiça, de injustiças, de verdade e de mentiras, sempre assim dialeticamente, para mostrar que percebias o mundo no qual vivíamos. Ensinaste-me muito sobre solidariedade. Um dia nossa conversa foi tão boa e grandiosa que não me deixaste sair ao meio dia, insistindo para que almoçasse contigo. Quase constrangido fiquei. Abriste as “latas” de comida e encontraste somente arroz e dois ovos. Fritaste um para mim e outro para ti. Servimo-nos num verdadeiro banquete fraterno e comunhão entre verdadeiros amigos, um dos melhores de minha vida. 

Pois bem, meu bom amigo, hoje cedo abri vários sites e me deparei emocionado, mas emocionado às lágrimas, com a fala de dona Maria Sueli dos Santos, de 54 anos, do vídeo que posto aqui abaixo. Ela me fez lembrar-me de ti. 

Vê e olha a sabedoria dessa guerreira, dessa legítima mulher do povo brasileiro. Olha e te emociona com sua alegria. Lamentavelmente nos sites e no próprio vídeo seu nome grandioso não é citado. Será preconceito e discriminação?

Dona Sueli* inteligente e brilhantemente faz análise de conjuntura com simplicidade, cuja inteligência emerge da luta pela sobrevivência, do amor ao Brasil, que falta na flagrante maioria dos mal informados, inconscientes ou, como nossa irmã catadora diz: “os mal educados”. 

A análise de dona Sueli, minha irmã brasileira, compõe-se das variáveis internacional, nacional e consciência social, de modo sofisticado. Sua análise é tão vibrante que lhe permite sorrir profundamente de modo a perceber a importância cultural, política e econômica da Copa realizada em 2014 em nosso amado Brasil. Sua análise contem críticas respeitosas, mas que delimitam o mundo dos que odeio cegamente o Brasil, graças a seu complexo “viralatista”, e a percepção, a sua e a do povo brasileira, do impulso para o Brasil que a Copa representa. 

Dona Sueli, na sua compreensão simples do mundo, estampa a subinteligência egoísta de uma burguesia estupidificada, que não respeita nem apoia as coisas de nosso País. Certamente dona Sueli ganhará muito catando nos milhões de toneladas de lixo que a própria burguesia medíocre joga nas ruas e nos estádios. Assim ganham os hotéis, os garçons, os proprietários, os pedreiros, Os engenheiros, as fábricas que constroem para a construção civil responsável pela edificação dos estádios de futebol e de tudo o mais que ficará conosco no Brasil e assim ganha nosso País com o turismo. 

Dona Sueli, nossa amada irmã brasileira, sorri com a bondade e a generosidade gentil de nosso povo. Seu sorriso é a extensão da bandeira nacional que tremula nos mastros e nas mãos do povo a envolver o mundo.
Amém, dona Sueli. Amém, meu irmão João Luiz. Amém, meu povo brasileiro. Tudo isso me fará envelhecer e me acabar na luta pela justiça social, sem aposentadoria e sem acomodação burguesa. 

Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz.
Dom Orvandil: bispo cabano, farrapo e republicano. 

*Significado e origem do nome Sueli: VARIANTE INGLESA DE SUSANA: Sabe o que quer da vida, e também como chegar lá. Tem grande habilidade para envolver as pessoas que podem ajudá-lo a tocar e realizar seus projetos, não se importa em ter que usar um teatrinho quando necessário. Possui uma sensualidade que não passa despercebida por ninguém, e aprendeu a se valer desta arma. 

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Assiste abaixo o vídeo com a fala de Dona Sueli, nossa princesa brasileira. 











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