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terça-feira

Análises e posições políticas (I)


É lugar comum certas pessoas afirmarem que não gostam de política. Há poucos dias ouvi uma estudante universitária dizer que não gosta de política e que todos os políticos são ladrões. Padres, bispos, pastores, apóstolos, evangelistas, catequistas etc costumam dizer que não opinam politicamente para não influenciar as pessoas com quem trabalham. Será?
Apresentarei aqui alguns artigos sobre problemas políticos e desde já afirmo que não reconheço legitimidade na alegada neutralidade política. Neutralidade é concepção falsa. Dizer que não gosto de discutir política é o mesmo que dizer que prefiro me alienar e preguiçosamente deixar para os outros resolverem os problemas políticos para que eu usufrua os benefícios das lutas que fazem.
Não creio em isenção de pastores, padres e bispos. Todos votam em candidatos preferidos. Ora, os candidatos se organizam em partidos e ocupam espaço ideológico na sociedade. No ambiente social, partidos e candidatos se identificam com uma das duas classes ativas economicamente: com a classe dominante ou com a classe dominada. Não há alternativa. Portanto, o discurso de que os líderes religiosos não devem se definir por partidos ou candidatos é indicativo de hipocrisia e falsidade ideológica, em afronta total a verdade. E esta é muito cara aos princípios religiosos. Não é bom que seja escamoteada.
Sempre me posicionei política e ideologicamente na sociedade e nas igrejas que atendi. Paguei alguns custos por isso, inclusive com perseguições e prisões durante a ditadura, com incompreensões e calúnias até hoje, sob a alegação de que um líder religioso não deve tomar partido. Dizem que todos são filhos de Deus e que nos cabe amar a todos.
Pois eu tenho lado e me posiciono abertamente. Nesses artigos debaterei com meus/minhas amigos/os leitores/as os projetos políticos em veiculação na sociedade e que passarão pelo crivo das urnas nesse ano e delas emergirá o que presidirá o Brasil a partir de 2011. Debatermos aqui os dois projetos em confronto no Brasil e as conseqüências de um e de outro. Penso que todos/as devemos fazer isso nesse ano. Nas salas de aulas, do fundamental  a universidade, devemos debater esses projetos, nas igrejas católicas, evangélicas, centros espíritas, umbandas, mesquitas, templos judaicos, associações de moradores, clubes de mães, grupos femininos etc. Todos os setores sociais brasileiros são chamados a essas conversas, visando esclarecimentos e conscientização.  O momento é criativo e desafiante porque há um profundo confronto, nem sempre percebido a olhos vistos, que dependendo do caminho a seguir os riscos são enormes e dolorosos.
Três candidatos/as atraem as pesquisas de opinião, mas dois representam projetos que precisam ser debatidos e melhor conhecidos pelo povo brasileiro. É necessário que conheçamos minuciosamente seus projetos, suas fundamentações e os interesses que defendem. Colocam-se em face do povo e dos nossos votos Dilma Roussef, Marina Silva e José Serra. Eles não são apenas bons cidadãos e boas pessoas; representam interesses e posições políticas. E política é exercício de cidadania e interessa a todos nós. Ela se relaciona com o feijão, com o arroz, o pão, a escola, o transporte, a segurança, com o emprego, com o salário, com a aposentadoria, com a saúde, com tudo. Tudo isso nos interessa.
Bom debate e boa luta para todos/as nós. Abraços.

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