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segunda-feira

Os muros que não caíram

Por Thomas de Toledo
Hoje, 9/11/2009, o mundo recorda os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Esse fato representou o fim da Guerra Fria (1945-1989) entre EUA e União Soviética, na qual a divisão da Alemanha era o símbolo da cisão entre os blocos capitalista e socialista.
Quando o historiador Eric Hobsbawn escreveu “A Era dos Extremos”, disse ironicamente que a humanidade sentiria saudade da Guerra Fria. Realmente, o que assistimos desde a queda do Muro de Berlim não foi confortante.
O lado positivo é que podemos (pelo menos por enquanto) sentir- nos livres do risco de uma Armageddon nuclear, resultante de uma guerra atômica entre as potências. No entanto, com a queda da URSS em 1991, os EUA sentiram-se capaz de impor uma pax americana, retomando o velho e podre imperialismo.
Em 1991, os EUA bombardearam o Iraque; em 1994, tentaram se impor na Somália e foram derrotados; em 1999, os “bombardeios humanitários” terminaram por fragmentar a Iugoslávia e resultaram numa limpeza étnica; nesse ano teve início o Plano Colômbia, que despeja agrotóxicos nos rios e leva doença para os amazoníadas. Com Bush, a situação piorou: o Afeganistão e o Iraque foram invadidos, e a população desses países paga pela corrida por gás e petróleo.
Os EUA, a Europa Ocidental e seus aliados, ditos vencedores da Guerra Fria, criaram novos muros: o que separa o México dos estadunidenses, no qual milhares de pessoas são mortas anualmente; o que Israel construiu para jogar os palestinos num gueto, intensificar a anexação de terras e o apartheid racista; e, o muro imaginário que separa os europeus dos imigrantes de ex-colônias e de países muçulmanos.
Se o muro de Berlim representava a divisão ideológica, o muro EUA-México representa a divisão econômica entre ricos e pobres; o muro Israel-Palestina representa o massacre e a limpeza étnica; e o muro europeu é a colheita de séculos de imperialismo.
Para que reine a paz, que caiam todos esses muros e as políticas que eles simbolizam.

Fonte: Orkut

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