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quarta-feira

O Senador Eduardo Suplicy colabora com a direita imperialista




Prezado Senador Eduardo Suplicy


O senhor demonstra sempre muito respeito pelas ideias diferentes de outros diferentes. Portanto, baseio-me nessa sua generosidade para discordar do senhor em relação ao seu apoio à blogueira cubana Yoani Sánchez. 

Sou imensamente interessado nos assuntos políticos de meu País e dos militantes de expressão, como é o seu caso. Por isso assisti seu discurso feito ontem na tribuna do Senado Federal. O senhor citou à moda Silas Malafaia (especialista em hemorragia bíblica sem nexo) enorme quantidade de textos bíblicos, sem relação interna entre si, mencionando Jesus e o apóstolo Paulo para sustentar sua defesa da liberdade de Yoani Sánchez manifestar-se em atos públicos na Bahia e outros Estados do Brasil. Foi aparteado pelo senador direitista de São Paulo, do PSDB, imensamente agressivo e mal educado com os manifestantes que exerciam o direito constitucional de se manifestar contra a energúmena lacaia imperialista. 

Sinceramente, Senador Suplicy, o senhor pelo fato de ser filiado e militante do PT, com seu gesto desmereceu o governo da Presidenta Dilma, que acertadamente ignorou a presença dessa mulher em nosso território e fez demais ao não expatriá-la em virtude de seu alto nível de anti patriotismo e de falta de ética contra seu País e a revolução perseguida pelo imperialismo e pelos direitistas de plantão, inclusive aqui no Brasil. O senhor equivoca-se quando imagina que o direito à liberdade de expressão inclui a invasão de espaço a quem quer destruir a liberdade conquistada por um povo que derrubou do poder os que o exploravam e transformavam o seu País em bordel da burguesia vagabunda e imperialista. Seu equívoco, talvez até por ser um homem generoso e bem intencionado, vai ao ponto de achar que ao dar oportunidade a oportunista apoiada pela mídia ajoelhada dos grandes negócios predatórios dos direitos dos povos, incentivaria o Presidente Barak Obama dos Estados Unidos a levantar o bloqueio contra Cuba. Ora Senador Eduardo, o senhor se engana (alguns pensam até que o senhor é de direita) ao imaginar que Obama será um dia sensível ao direito de Cuba à soberania e à autonomia como Nação, sem se meter lá e sanguinariamente querer matar seus líderes, como tentaram todos os presidentes  que o antecederam, talvez menos Carter, que até hoje luta contra o bloqueio imposto. O senhor se engana ou tenta nos induzir ao engano ao apregoar que o traidor dos negros e dos pobres, Barak Obama, um dia cumprirá sua promessa de campanha e destruirá o centro de tortura de Cuba mantido pelos Estados Unidos, a ilha de Guantamo. O senhor ingênua ou de má fé se equivoca ao confundir liberdade de expressão com dar espaço a traidores e servos do imperialismo sanguinário, como é caso da blogueira mal amada. Nem mesmo os pacifistas ingênuos misturam os conceitos de liberdade para os diferentes com liberdade de debate entre pessoas que pensam diferente e que participam da luta pela construção da justiça social e do bem estar para todos. Esse não é o caso de Yoany. Ora Senador, certamente o senhor viu e sabe que ela veio trazida pelas mãos da direita brasileira, muito mais traidora e vendida do que essa infeliz, pelo seu alto caráter de traição, de roubo e de desvios do patrimônio público brasileiro. O Senhor viu que quem a promove aqui no Brasil são órgãos mediáticos ligados a ações fascistas, como a revistinha Veja, a TV Globo e outros. O Senhor colocou-se ao lado de gente como Álvaro Dias (que eu chamo de Ávaro Noites), que cada vez que aparece nas telas de TV se parece com um pittibull faiscando ódio pelas ventas e pela cara de botox, e de outros fofoqueiros de quinta categoria, desses que odeiam o povo, a democracia e os pobres, na defesa da amestrada da CIA. Que outras idéias ela defende, Senador, que não a do golpismo e da subserviência a Washington, que todos conhecemos e que o senhor acha que ela tem o direito de nos expor, como se fôssemos bobos e tontos? O senhor se colocou ao lado da direita ralé que traiçoeiramente abriu as portas do Congresso Nacional Brasileiro para que a cachorrinha lambedora das botas dos opressores atropelasse uma seção regular da Câmara para recebê-la, tumultuando a agenda sobrecarregada. Vi pela TV o puxa saco, direitista e truculento deputado Ronaldo Caiado, o fundador da UDR, apoiador de Marconi Perillo, enroscando-se nos próprios pés para aparecer ao lado da propagandista do ódio.  É a isso que o senhor chama de direito à liberdade de expressão. 

Liberdade mesmo há em Cuba, senhor Senador. Enquanto aqui muitos irmãos brasileiros desfrutam da liberdade do desemprego, do abandono da saúde, na liberdade de morar sob pontes, dos idosos com aposentadorias ridículas e sem direitos, liberdade de um País de desdentados viverem sem dentaduras, de milhões perderam para os cães em termos de alimentação, em Cuba ninguém passa fome, nenhuma criança cresce sem escola nem morre doente, abandonada ou sem moradia. Lá não há falsa liberdade para traidores como essa guria mimada mediática de direita a quem o senhor quer que os brasileiros dêem audiência para ouvi-la falar mal da Cuba redimida do capitalismo cruel e desumano. Porém, para construir a liberdade socialista a duras penas, sob boicotes e atentados de todos os tipos, inclusive os da calúnia e da difamação, foi preciso que o comando revolucionário reforçasse a luta com muita generosidade com o povo, com os revolucionários e, ao mesmo tempo, com  julgamentos duros que geraram penas fortes para os traidores e aproveitadores, infelizmente. Desgraçadamente os direitistas e golpistas não são honestos, caro Eduardo Suplicy. Não são dignos de confiança. Eles traem sempre. Não merecem o respeito da liberdade de expressão, extensivo aos dignos e merecidos construtores da justiça social. Sei que o senhor sabe disso. Talvez o seu medo de perder espaço para recandidatar-se ao Senado no ano que vem o leve ao extremo de querer abrir espaço e liberdade a quem deveria ser presa e reeducada em escolas de liberdade restrita. Yoani Sáchez é criminosa por caluniar e difamar o povo Cubano!

Apoio integralmente os jovens petistas, militantes do PCdoB e da UJS que, patriótica e solidariamente com o povo cubano, protestaram contra a presença maléfica de Yoani Sánchez em nosso território. Eles estão certos, Senador. Prefiro a juventude na luta pela liberdade e pela verdadeira democracia do que refém do tráfego de drogas e das ideias burguesas. Parabéns a eles. 

Abaixo posto matéria interessante produzida pelo site Brasil 247 na qual cubanos dizem quem é a rapa pé Yoani. Boa leitura e informação, Senador Eduardo Suplicy. 

Abraços críticos e fraternos na luta incessante pela justiça e pela paz. 

Dom Orvandil: bispo cabano, farrapo e republicano.

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Por Alexandre Haubrich, direto de Havana, especial para o 247 - Em visita ao Brasil, a blogueira cubana Yoani Sánchez tem enfrentado protestos por onde passa. Já aconteceu na Bahia, já aconteceu no Rio Grande do Norte, e em Brasília, onde desembarcou no início da tarde desta quarta-feira, houve bate-boca ao ser recebida no Congresso. Alguns parlamentares reclamavam de sua presença e da interrupção dos trabalhos na Casa. Yoani, pouco conhecida em Cuba, é a principal fonte cubana de toda a mídia internacional empenhada em desconstruir as conquistas da Revolução. Não é diferente no Brasil.

Em uma das fotos referentes aos protestos, Yoani é escoltada por Demétrio Magnoli, articulista dos Instituto Millenium, organização que tem como mantenedores figuras como Armínio Fraga, João Roberto Marinho, Jorge Gerdau, Nelson Sirotsky e Roberto Civita e, entre as instituições parceiras, o Movimento Endireita Brasil. Entre os "especialistas" vinculados ao Instituto Millenium, uma das poucas estrangeiras é justamente Yoani.

Direita se mobiliza em defesa de Yoani

Em Feira de Santana, na Bahia, o prefeito da cidade, do DEM, pediu ajuda da Polícia Militar para garantir a segurança da cubana. Ao mesmo tempo, o PP e o PSDB convidaram-na nesta terça-feira à Câmara de Deputados. Na segunda-feira, o senador do PSDB Álvaro Dias baseou-se em texto da revista Veja para pedir esclarecimentos ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, ao ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e ao embaixador de Cuba, Carlos Zamora Rodrigues, sobre suposto dossiê sobre Yoani que teria sido elaborado antes da visita.

A blogueira cubana, que viveu na Suíça durante dois anos antes de voltar a Cuba, criou em 2007 o blog Generación Y, onde tece críticas ao governo cubano, especialmente a partir de problemas cotidianos enfrentados na ilha. Segundo documentos divulgados pelo Wikileaks, porém, a blogueira mantém relações estreitas com o Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Cuba, espécie de embaixada estadunidense com algumas limitações diplomáticas. Conforme relata, de Cuba, o jornalista Iroel Sánchez, que mantém o blog La Pupila Insomne e colabora com o EcuRed, espécie de Wikipédia cubano, "Yoani Sánchez aparece 124 vezes em Wikileaks, é o personagem colaborador do Escritório dos EUA que mais vezes aparece no Wikileaks".

Em Cuba, uma desconhecida

Iroel garante que em Cuba Yoani não é conhecida, para o que baseia-se em documentos do Wikileaks: "Há um telegrama que deu a conhecer o Wikileaks, trocado entre diplomatas estadunidenses em Cuba. Há uma pesquisa que fez o Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Cuba, onde perguntam pelo conhecimento que tem a população cubana sobre alguns dos personagens que têm vínculos com esse Escritório. Uma pesquisa feita com pessoas que vão ali pedir visto para ir aos EUA. E mesmo assim só 2% conheceram a Yoani Sanchez". O jornalista diz que os poucos que a conhecem "a chamam de mercenária, argumentando que serve, em troca de dinheiro e privilégio, à agressão dos Estados Unidos contra o país onde nasceu". É o que ele próprio pensa: "ela é um instrumento da política dos Estados Unidos contra Cuba", diz.

Elaine, que constantemente tece críticas ao governo, incomoda-se com o espaço dado a Yoani: "já não penso nada sobre ela, ou seja, me é tão, mas tão indiferente que me incomoda a centralidade que meu país e meu governo dão às coisas que ela diz ou faz". Mantendo a crítica, Elaine não concorda com a postura assumida por Yoani: "é meu país, o que vou fazer? Trato de mudá-lo, não de ir à embaixada dos Estados Unidos. É uma atitude diferente frente à vida", explica.

O desconhecimento do povo com relação a Yoani não se deve, ao contrário do que dizem os admiradores da blogueira, a um suposto bloqueio governamental à internet. O acesso em Cuba é dificultado pela proibição, pelos EUA, de utilização por Cuba dos cabos submarinos que abastecem a região com sinal de internet. Mesmo assim alguns cubanos conseguem utilizar a rede – graças, inclusive, à parceria com a Venezuela que tem levado novos cabos à ilha – enquanto outros recebem informações via intranet. Elaine Diaz, jornalista cubana e professora da Universidade de Havana, garante: "os cubanos que têm acesso à internet (não à intranet, um tipo de internet para acessar sites de domínio .cu, unicamente) podem, sim, acessar o seu site atualmente".

Iroel fala no mesmo sentido: "Seu blog não está bloqueado em Cuba". E explica a atuação de Yoani: "Ela não escreve para os cubanos. Ela escreve para os grandes jornais que lê a classe média no mundo, no Brasil, na Espanha, no México, na Argentina. Ela disse que os cubanos passam fome, porque não há tangerina no mercado. Bom, é verdade, não há tangerinas no mercado, mas isso não significa que estamos passando fome. Ou diz que estragou o elevador do edifício. Bom, isso não diz nada para uma favela em Buenos Aires, não diz nada para o povo mapuche. Ela não escreve para 80% do povo latino-americano. Escreve para a grande mídia que exclui no Brasil, na Argentina...É uma aliada dos que excluem as maiorias. É fabricada e paga pela maquinaria que exclui a opinião da maioria".

Os protestos no Brasil

Os meios de comunicação estatais, segundo Elaine, não têm feito qualquer cobertura da vinda da blogueira ao Brasil. A jornalista tem se informado a respeito pela internet, pelas redes sociais. E tem gostado do que tem visto: "Aprecio muito o que está fazendo a UJS no Brasil", comemora, e completa: "Estive duas vezes no Brasil, e só sinto agradecimento pelo infinito carinho com que me receberam". Para Iroel, os protestos "demonstram que apesar do favor que lhe faz a grande mídia, ela (Yoani) carece de popularidade no Brasil, são mais os que a rechaçam do que os que a aplaudem. Algo muito diferente do que acontece quando líderes políticos da Revolução Cubana vistam o Brasil".


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