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sexta-feira

HUMANIZAÇÃO DA CIDADE (III)


Os debates sobre a falência e caos social gerados pelas estruturas políticas que criam nossas cidades crescem, felizmente. A polarização se dá entre a estreita separação entre a análise que estuda e denuncia o modelo desumano da cidade e a humanização, para avançar além da “masturbação” teórica e idealista.
É bom que se perceba que cidade construída a partir da idéia de concentração de renda, de patrimônio e de privilégios gera comportamentos coerentes com a visão daí derivada. É perceptível que no trânsito, por exemplo, os “pilotos” de carros potentes e luxuosos, procedentes da elite concentradora de renda, se comportam de maneira arrogante e opressiva. Efetivamente eles pensam que a cidade é deles. É chocante, mas é verdade, que certos setores técnicos, que deveriam servir o povo, empinam seus narizes egoístas, alienados, insensíveis e só pensam em seus medíocres interesses de classe. O próprio povo trabalhador lista muitos médicos/as, juízes/as, promotores/as, advogados/as, professores/as, executivos/as, empresários/as, parlamentares, bispos (como aquele de Olinda e Recife) etc, que desprezam o povo. Há certos “profissionais” que abusam do oportunismo de ser mercenários e desumanos. Quem deveria lutar e preservar vidas humanas, fora de suas atividades ditas profissionais, age como irracionais, nada comparados a outras espécies, bem melhores do que eles/as. É incrível e gritantes as contradições: são mentirosos/as, egoístas, oportunistas, machistas, desleais e de fidelidade suspeita, vacilantes e destruidores de personalidades. São tão vazios/as eticamente que se quer percebem o quanto são desumanos/as. Conheci uma Universidade Federal cujo estatuto e regimento interno regulam que na eleição para reitor/a cada voto de médico contratado para o Hospital Universitário vale 70. Por quê o voto de um médico vale mais do que o de outro professor ou trabalhador da limpeza? O que justifica tanta “distinção” e discriminação se não a divinização da categoria médica? O que justifica tal iniqüidade se não a visão obtusa de classe? O mais grave é que aqueles profissionais se calam e sabotam a participação dos outros, porque realmente se acham deuses. Como diz Marx contra Hegel: não são os pensamentos errôneos que produzem comportamentos errados, mas a estrutura errada produz pensamentos errados. E a estrutura de nossa cidade é injusta, desde o período colonial. Nossa cidade grita por mudanças e por humanização. Médicos, juízes, empresários, advogados, professores etc têm que servir o povo e não se servir dele. Não há nenhuma razão ética que justifique que alguns desfrutem dos melhores espaços geográficos da cidade enquanto quem trabalha e verdadeiramente produz seja tão desumanamente descriminado.

Temos muito trabalho e luta, mas a vitória chegará. A bênção!

Dom Orvandil – Bispo Farrapo, Quilombola e Cabano.

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