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Diretor da Abin acusa Veja de jornalismo ''irresponsável''

20 DE AGOSTO DE 2008 - 16h37

A revista Veja foi acusada pelo diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, de produzir um jornalismo “leviano”, “irresponsável” e “difamatório”. Em seu depoimento na CPI das Escutas Telefônicas, realizada nesta quarta-feira (20), Lacerda desafiou os jornalistas e editores da revista a apresentar “elementos indicativos mínimos” que comprovem as denúncias de que a Abin fez escutas telefônicas clandestinas no Palácio do Planalto e no Supremo Tribunal Federal (STF).
Lacerda também disse que usaria todos os recursos garantidos pelo estado democrático de direito para fazer a publicação responder por danos morais. Em matéria publicada pela revista, o presidente da Abin é acusado de ter contas no exterior. Foi com essa acusação que o banqueiro Daniel Dantas tentou se livrar das denúncias contra ele apuradas pela Operação Satiagraha.
O diretor-presidente da Abin pediu para ser ouvido pela CPI depois que o banqueiro Daniel Dantas, em depoimento na comissão na semana passada, acusou-o de ter encomendado a Operação Satiagraha à Polícia Federal por vingança contra ele. Segundo Dantas, Lacerda teria direcionado as investigações contra ele, em represália a divulgação de informações de que o diretor da Abin teria contas irregulares no exterior.
Dantas foi preso pela Operação Satiagraha em julho deste ano, juntamente com mais 20 pessoas acusadas de crimes como lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha.
Inversão de foco
Para o diretor da Abin, as matérias publicadas pela Revista Veja “confundem a opinião pública, lançando suspeitas sem provas sobre órgãos e autoridades públicas, onde o maior prejudicado é a causa da verdade”, acrescentando que existe no fato “evidente tentativa de inversão no foco das investigações.
Lacerda não poupou palavras para acusar a Revista Veja. Ele disse que não aceita que “consciente das implicações que causam as suas publicações, (a revista Veja) se aventure em reportagens sem nenhuma base em fatos ou se lance em meras ilações, conjecturas e suposições fundadas em meias verdades”.
Para um público formado em sua grande maioria por jornalistas, que ocupavam metade da sala de audiência, Lacerda disse que “nós sabemos o quanto é fundamental para a democracia a liberdade de expressão, a livre manifestação do pensamento, o direito a comunicação sem censura, valores inestimáveis tão duramente conquistados pelo povo brasileiro”.
“Em nome dessa memorável conquista da liberdade de expressão que aproveito o espaço público e democrático dessa audiência para manifestar a minha repulsa e indignação do conteúdo da citada matéria que não tem o menor compromisso com a verdade. Ao contrário revela clara intenção de denegrir a imagem de um órgão público e macular indistintamente a honra de seus servidores”, afirmou Lacerda.
Contradições
Ele lembrou que a própria Revista Veja publicou matéria em que entra em contradição, divulgando declarações do presidente do STF, Gilmar Mendes, em que admite que foi feita “varredura” no gabinete do Presidente e nada foi encontrado.
Lacerda destacou também que na matéria em que faz acusação contra ele sobre supostas contas irregulares no exterior, a revista também se contradiz. “Em prévia e inusitada confissão de culpa do jornalista, ironiza Lacerda, a longa matéria de seis página ostentava um minúsculo boxe em que o jornalista admite que Veja usou de todos os meios para comprovar a veracidade dos fatos, tendo viajado para vários países, e o jornalista humildemente reconhece que não foi possível chegar a nenhum conclusão positiva ou negativa apesar das acusações feitas na matéria”.
Fonte: De BrasíliaMárcia Xavier (www.vermelho.org.br)

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