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quinta-feira

HUMANIZAÇÃO DA CIDADE (II)


Como disse no primeiro artigo sobre esse assunto, Goiânia é uma cidade muito bonita, bem arborizada e oficialmente com a melhor qualidade de vida do País. Contudo, é uma cidade marcada pela violência crescente. Os jornais daqui noticiam que a violência contra as mulheres cresceu 157%. No primeiro artigo eu escrevi que esta cidade é a maior em concentração de renda do Brasil. Enganei-me. É a maior em concentração de renda da América Latina e do Caribe. Isso deve nos perturbar muito. As escolas estaduais permitem a entrada de policiais para sua segurança. Ora, como diz o Vereador Fábio Tokarski, que se elegeu com a plataforma de lutar por uma cidade mais humana, isso é a falência da educação. Policiais não entendem de educação nem é sua função. Mas quando têm que cuidar da segurança de crianças e de adolescentes é porque a educação faliu. Nos jornais de hoje se lê e se vê fotos de um povo em briga por espaços por entre os automóveis que a ninguém respeitam. Mães com crianças grandes ao colo e com outras agarradas em suas roupas enfrentam ruas “atropeladas” por motoristas grosseiros e violentos. As latas com rodas valem mais do que as pessoas. Isso é mau sinal. As calçadas são muito ruins e invadidas por automóveis. Quer dizer, as pessoas são atropeladas nos leitos das ruas e os passeios são invadidos pelos automóveis. Outro dia uma burguesa “enfiou” um “camionetão” – aliás, como a elite daqui gosta de carros grandes - em cima de mim para “estacionar” sobre uma calçada. Reclamei pela atitude agressiva e recebi uma resposta típica de quem se sente dona da cidade: “eu estou pagando por essa calçada”. Quem não tem automóvel não tem por onde transitar nessa cidade. Essa é uma cidade feita para os automóveis levar uma ou duas pessoas, enquanto os ônibus – que eu denomino de boiadeiros – andam desconfortavelmente superlotados. No ano passado, quando debatíamos a humanização da cidade, fiz um discurso e perguntei por que ônibus que transporta pobre não pode ser confortável e ter ar condicionado. Esses e outros problemas demonstram uma cidade carente de humanização.

Mas o certo é que quando se levanta esses problemas de Goiânia tocamos nas mesmas questões vivenciadas em todas as cidades do País. Os desafios para humanizarmos as cidades são enormes. A Constituição Federal, Cidadã no dizer de Ulisses Guimarães, ainda está longe de se realizar. Mas precisamos mobilizar todas as forças da cidade nesse sentido, principalmente os movimentos sociais.

Dom Orvandil – Bispo Farrapo, Quilombola e Cabano.

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