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terça-feira

Um veículo para dois: Como dividir o mesmo carro sem gerar desgaste na relação

Revista
Texto: Adriana Bernardino
Fotos: Ana Lúcia Martinelli/sxc.hu

(11-10-07) – Antônia Zaninetti não trabalha fora, mas faz tempo que ela não sabe o que é dormir até mais tarde. Mãe de três filhos, Antônia fica com o carro, um Corsa Wagon, para administrar os compromissos das crianças, da casa e do marido. Eles combinaram assim. Preferiram abrir mão de um segundo carro em nome de uma casa maior na cidade e outra na praia.No cotidiano, segundo Antônia, a divisão não acarreta problemas. As dificuldades começam nas exceções. “Nesse feriado, por exemplo, meu marido vai trabalhar, e não fica sem carro. Eu gostaria de ir à praia, mas acho complicado me locomover de ônibus com malas e filhos. Achei melhor não ir, mas fiquei frustrada”, relata.Para a psicóloga e terapeuta sexual e de casais, Margareth dos Reis, o segredo para manter a paz na relação quando há interesses divergentes é fazer um acordo claro sobre as necessidades do casal. “Um acordo entre os parceiros na hora de resolver com quem fica o veículo é necessário, mas não se pode abrir mão também da generosidade e da flexibilidade nas decisões”, avalia Reis.Ficar ou não com o carro pode não ser o único impasse entre o casal. O publicitário André Rilardi, proprietário de um Gol Special, chateia-se com a falta de cuidados da mulher em relação ao veículo. “Ela não assume a parte chata, como fazer a manutenção antes de o carro quebrar, mantê-lo limpo, os documentos em dia, multas, chave reserva, tudo relativo ao carro não é com ela. Quer apenas dirigi-lo”, reclama.Muitos conflitos, segundo a terapeuta, têm início quando as práticas não são decidas em comum acordo. “Não pode haver um se sentindo vítima. O sentimento de hierarquia na relação pode gerar revolta e reclamações. Com um acordo explícito, não há brecha para acusações”, aconselha Reis.Erro comum em muitas relações é esperar que o parceiro adivinhe as necessidades e desejos. “Muitas pessoas ficam focadas apenas no próprio umbigo. É preciso aprender a decidir de comum acordo, levando em conta a cooperação e o bom senso. Isso fica mais fácil quando há entrosamento e simetria entre o casal”.A advogada Marta Rios, casada há 20 anos, só começou a fazer uso do Palio há três. “Nunca dirigi, mas depois que minhas filhas atingiram idade escolar, não havia mais como fugir”, conta. Como Antônia, ela diz não enfrentar problemas em dias comuns, em que as tarefas estão bem definidas. “Nos finais de semana, entretanto, em que os planos são diferentes, acabamos discutindo”, diz.O programador Daniel Allegretti diz que não sentiu desgastes na relação depois da aquisição em conjunto de um Renault Clio. “Acontecem atritos mais cotidianos, como esquecer de lavar o carro e a outra pessoa estar contando com ele limpo para alguma ocasião. Por ser um veículo compartilhado, as suas decisões acabam trazendo conseqüências não apenas para você, então é bom saber com antecedência e estar sempre atento às necessidades do outro”, diz Alegretti.Para conciliar interesses divergentes, o programador resolve em conjunto. “Sempre que possível, agendamos nossos compromissos para que possamos dar carona um ao outro. Quem vai ficar com o carro, nesses casos, depende da própria ‘logística’ da situação: os critérios podem ser quem vai mais longe, qual lugar é caminho do outro, duração do compromisso etc. Tentamos usar o bom senso e entender o ponto de vista um do outro”.5 dicas para evitar conflitosExperiência de divisão bem sucedida é vivida pela funcionária pública Margarete Cano, proprietária de um Fiesta. “Usar o mesmo carro foi uma decisão necessária porque cortamos do orçamento o ônibus escolar. Não há briga nem disputa. Pelo contrário, aliviou um pouco para meu marido. Normalmente a prioridade é minha, pois fico com médico, escola e trabalho, mas se acontecer de ele ficar em casa, não penso duas vezes: o motorista é ele”, relata Cano.Para evitar conflitos gerados pelo uso conjunto do veículo, a terapeuta de casais dá as seguintes dicas:1 – Se fazer compreender. O parceiro não tem a obrigação de adivinhar os anseios do cônjuge.2 – Priorizar o bom senso. Na hora de escolher quem tem a preferência do carro, deve-se levar em conta fatos como: a distância da casa para o trabalho, o período de locomoção e se o carro é usado como instrumento de trabalho.3 – Expor, por meio do diálogo, as necessidades. Quando não existe respeito, o acordo entre o casal precisa ser revisto.4 – Ser flexível e generoso. È preciso estar disposto a ceder diante de imprevistos.5 – Muitas dificuldades com o uso compartilhado do carro podem espelhar fragilidades já existentes na relação. Para esses casos, uma reavaliação na estrutura do relacionamento pode ajudar.Para quem vê como provável solução comprar mais um veículo, a dica é optar pelos modelos com, no máximo, 10 anos de uso, baixa quilometragem e motor a álcool. Esses já possuem injeção eletrônica e poluem menos.

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