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Trabalhadores não aceitam pagar a conta da crise

2 DE NOVEMBRO DE 2008 - 23h08
Na semana passada, as seis principais centrais sindicais do país (CTB, Força Sindical, CUT, CGTB, Nova Central e a UGT) enviaram um pedido de audiência urgente com o presidente Luís Inácio Lula da Silva e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os líderes sindicais também querem dar sua opinião ao governo sobre a crise financeira e a ameaça que ela representa para o país e para os trabalhadores. Querem ser ouvidos pelo governo, a exemplo de outros setores, como os banqueiros, os industriais e os fazendeiros.

Não é sem tempo. A crise financeira já está sendo usada como arma dos patrões para chantagear os trabalhadores nas negociações salariais. Algumas categorias, como os metalúrgicos, petroleiros, telecomunicações, eletricitários, comerciários (lojistas) e bancários, já fecharam acordos com ganhos reais de até 3,95%. Mas aqueles que ainda estão pendentes, como os metalúrgicos do Grupo 10, papeleiros, têxteis (Blumenau), comerciários, químicos (S Paulo) e aeroviários, que têm data base no último trimestre, já enfrentam a chantagem patronal. Um exemplo são os papeleiros de São Paulo, que exigiram 5% de aumento real, mas poderão ter menos de 0,5%.

A crise começa, assim, a mostrar sua carranca para os trabalhadores. Contra ela, as centrais sindicais querem a manutenção dos investimentos do governo para aquecer a economia, manter os empregos, e valorizar o trabalho e a renda. Fortalecer o mercado interno, pensam, é o caminho para enfreentar a crise financeira. Esta é a mensagem que querem levar para Lula e para as autoridades financeiras do governo. Outro tema que as centrais querem debater com o governo é a redução das taxas de juros e a manutenção dos programas sociais.

Além do pedido de audiência, as centrais estão organizando também a 5º Marcha Nacional a Brasília, sob o tema ''Desenvolvimento e valorização do trabalho''. É uma mobilização para defender os interesses dos trabalhadores, diz Pascoal Carneiro, da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), ''sendo contra qualquer benefício para quem faliu o sistema. A alternativa não é atender o sistema financeiro, mas o setor produtivo. Propomos afirmar o desenvolvimento com distribuição de renda, com valorização do trabalho, com garantia de direitos''. As centrais reivindicam a redução da jornada de trabalho sem redução de salário; a ratificação das Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT): a 151, que assegura o direito à negociação coletiva no serviço público, e a 158, que coíbe a demissão imotivada; e também o fim do fator previdenciário, mecanismo inventado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso para arrochar as aposentadorias.

Os trabalhadores não aceitam mais pagar a conta das crises provocadas pela ganância, pela liberdade de ação dada ao capital e pela especulação desenfreada que ela permitiu. É isto que indicam o pedido de audiência ao presidente Lula e a mobilização para a 5ª Marcha a Brasília.

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