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DEMARCAÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS


A TV MORENA, afiliada da TV Globo, aqui de Campo Grande – MS, apresentou ontem uma longa matéria contra a demarcação de terras dos povos indígenas. A matéria é de estarrecer e espantar. Seu conteúdo é praticamente incitação à guerra civil. Move-se pelo conflito polarizado entre os conservadores, arcaicos, atrasados e violentos fazendeiros do Estado, por um lado e, de outro, por estudos antropológicos e políticos que mostram a degradação da cultura, da vida e das organizações indígenas. Contudo, o que mais ressalta é o discurso raivoso e direitista dos fazendeiros. Na tela aparecem homens que demonstram muito ódio e conhecimento do que dizem. Seu discurso é bem orientado e a matéria é competentemente editada, sem dúvidas. Quem conhece como se faz as matérias jornalísticas sabe disso. Fica a impressão de ensaio e de muitas regravações, coisas que escapam à percepção da maioria dos telespectadores. Nesses ensaios e regravações os “atores” afinam e refinam o que dizem, para impressionar o povo. E é impressionável mesmo! O fazendeiros se apresentam como capitães do progresso, da defesa da propriedade privada, do direito capitalista que advoga que cada um tem a liberdade de fazer o que bem entende com suas terras, sem a menor preocupação com o bem coletivo e com as soluções sociais. Nelas eles plantam cana que rendem mais do que bois, vacas, frangos, milho e mandioca. Ora, a produção da matéria prima do biocombustível está em alta no dito mercado. É preciso ocupar cada pedaço de terra. Para eles os indígenas são atraso e suas necessidades não os emociona. O que os emociona é o ganho fácil de dinheiro, mesmo que isso custo o caos do ambiente ecológico e social. O que importa é cana e nada mais! As vidas dos indígenas, ora para que os índios querem viver? Pior, para que terras para os índios viverem? Então, os fazendeiros são contra os índios, são contra a ciência que diz que a cultura de nossos primeiros irmãos precisa ser resgatada e preservada. Em suas falas se apresentam arrogantemente como donos da verdade e do saber.

Desculpem por eu manifestar minhas emoções, mas fiquei estarrecido com as provocações à guerra declarada aos indígenas e à quem os defende, como eu e aos antropólogos que os estudam e denunciam as subcondições humanas a que foram marginalizados povos inteiros, ricos em cultura e de saber milenar. Sabe-se que as raízes dos crimes contra líderes indígenas, missionários/as e branc@ que se aliam à sua causa, têm origem nesse pensamento dominante e de teor nazista. Fiquei estarrecido com o papel de uma emissora de tv, concessão do Estado Brasileiro, a serviço do terror e do crime. Vi claramente a intenção de manipular a opinião pública. Expuseram pessoas do povo para opinar sem conhecimento contra os indígenas e seus defensores, posicionando-s e contra a demarcação das terras dos indígenas de Mato Grosso do Sul, em Dourados, Terenos, Sidrolândia etc . A incitação à grilagem e à invasão das terras de nossos primeir@s brasileir@s, apesar de subliminar aos incautos, é evidente e claramente parcial e comprometida com um modelo econômico egoísta, caótico, elitista e perverso.

Duas coisas, então: uma é esse setor sócio-econômico, com nuances em todo País, que se opõe às transformações de significado social e coletivo, de caráter tipicamente conservador, acumulativo de riquezas; outra da TV Morena, da TV Globo e da mídia de maneira geral, que atuam com foruns de um partido político conservador, com discurso e programas noticiosos ideologicamente distorsivos da realidade popular que pressiona por mudanças e justiça social, já.

Pelo contrário, devemos apoiar e incentivar a demarcação das terras dos indígenas, invadidas pela rapinagem desumana do sistema explorador que se arrasta desde a colinização do Brasil. Devemos pressionar os governos Federal e Estadual para que demarquem as terras e infraestrurem a vida dos povos indígenas. Claro, pode se estudar formas de sua integração com a sociedade brasileira, mas jamais de maneira desumana incentivando o roubo das terras e a matança de nossos irmãos, seja pelo alcoolismo ou através das confissões religiosas que os roubam e alienam e da grilagem e da “jacunagem”.

Muitos desses fazendeiros, apoiados por essa mídia, fazem o sinal da cruz com as mesmas mãos que apertam os gatilhos que matam lideranças indígenas. São bandidos travestidos de cristãos, que acusam outros de subversivos, de comunistas, de revolucionários, sempre maculando as imgens dos que procuram realmente seguir Jesus de Nazaré.

VIVA A DEMARCAÇÃO AMPLA, GERAL E IRRESTRITA DAS TERRAS DE NOSSOS POVOS INDÍGENAS E ABAIXO O ATRASO E PERVERSÃO DA MÍDIA!
Dom Orvandil - Bispo Cabano, Quilombola e Farrapo.

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