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segunda-feira

Até onde é preciso ser generoso?

Por Agência EFE

Héctor sempre mostrou uma boa disposição para com os outros. Aproveitando-se desta atitude generosa, uma colega do escritório pede ajuda dele freqüentemente. Ele sempre atende, com prazer, inclusive consciente de que está assumindo tarefas adicionais às de sua competência.
Poucos dias depois, a "aproveitadora" entrega o projeto em que trabalhava aos chefes e atribui a si mesma todos os méritos do trabalho, diante dos demais colegas, sem sequer citar a colaboração de Héctor. Ele agora está ressentido e pensa que teria sido preferível ficar em seu próprio lugar, cumprir estritamente suas tarefas e não ajudar ninguém.
Este tipo de situação, que infelizmente é freqüente e vai contra as noções de igualdade, reciprocidade e justiça, fez Héctor se perguntar, da mesma forma que outros casos similares fazem com muitos de nós: "É preciso ser generoso?". Para a psicóloga e hipnoterapeuta Lola Mayo, "em geral sim, mas é preciso analisar caso a caso. "É bom tomar certas medidas, como saber com quem se é generoso e o que há por trás de cada pedido. Deve-se aprender a detectar casos como o de Héctor e se adiantar a eles, porque sempre existe o risco de aparecer um aproveitador em qualquer ambiente e pendurar medalhas às nossas custas", diz.
O psicólogo José Elías também aposta na generosidade, explicando que uma das melhores formas de "ser generoso consiste em presentear bom humor, risos sinceros e carinhos verbais, que não só melhoram o estado de ânimo e a saúde física e mental de quem recebe, mas também de quem oferece. É o remédio mais natural e sem contra-indicações: afasta a depressão, a ansiedade e o estresse e eleva as defesas do organismo".
Para o psicólogo e pedagogo Bernabé Tierno, "é preciso ser consciente de que a recompensa está em dar. Como fazemos parte de um universo que se rege pelo princípio da troca dinâmica e os demais são você mesmo, tudo deve fluir, nada deve ser esgotado ou bloqueado: não interessa que seja dinheiro, poder, amor, energia, felicidade, riquezas. Dar implica em receber".ATÉ ONDE ABRIR MÃO?
O psicoterapeuta e assessor emocional José María Doria acredita que "há boas razões para fazer circular a energia expressada em forma de cuidados, palavras, atenção, presença, tempo, dinheiro, intimidade, apoio e muitas outras coisas que cabem no grande arco da generosidade. A postura de dar, oferecer e compartilhar é sempre muito mais vital que a de reter, guardar, acovardar-se e se fechar 'por via das dúvidas'". Mas, nas relações cotidianas, nem todas a pessoas se comportam igual ao serem objeto de nossa generosidade. Muitas vezes, não sabemos até onde "abrir a mão" com elas.
José Elías explica, com humor, qual é a melhor forma de tratar o aproveitador da vez, aquele que procura se beneficiar da generosidade alheia para usurpar méritos às custas do esforço de outrem, como a colega de Héctor. "Quando o aproveitador nos faz algum pedido, é preciso demonstrar que sente muito em não poder atendê-lo, já que ele gostaria de ajudar o melhor possível como sempre, mas nesse momento específico é impossível", diz.
É bom ser prudente na hora de ser generoso, já que a generosidade não deve nunca servir para satisfazer os caprichos e exigências dos outros.Um "tratamento de choque" para fazer o aproveitador reagir? "Se quiser que este personagem se enxergue, adote a mesma postura de forma exagerada e ridícula: tentando imitar sua voz e gestual, em situações nas quais abusa da generosidade alheia, para que ele se veja identificado em suas ações ", aconselha Elías.
Por María Jesús Ribas.

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