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segunda-feira

Os trabalhadores brasileiros merecem e precisam de respeito e de justiça






Querida Cientista Social Adjane Rodrigues de Souza


Através de sete artigos debati aqui no blog os problemas da direita ideológica, política, social, religiosa e psicológica no Brasil. Creio que neste último, VII. Gestos e linguagem toscos dadireita: o senhor e o escravo, a discussão identifica atores que perversamente “encarnam” a direita e que merecem nossa atenção no enfrentamento desse problema. 


Ontem, domingo dia 27, tive a alegria de presidir reunião da diretoria da Ibrapaz – Irmandade Brasileira Justiça e Paz – onde abordamos os imensos danos que o capitalismo, sobretudo sob a égide dessa direita agressiva, antissocial, concentradora de renda e de riquezas, impatriótica e neoliberal no sentido de que atrasada e distorcidamente empenha-se na fragilização do Estado investidor social, humano e desenvolvimentista para apegar-se a corporações egoístas, aferradas na exploração das últimas gotas de energia dos trabalhadores. 


Abrindo parênteses, na reunião da direção da Ibrapaz debatemos várias preocupações com a justiça e a paz e com soluções da quais podemos e devemos participar. Duas delas ocuparam longo debate e energia. Uma se refere à viabilização de uma faculdade que efetivamente se ocupe com a formação humana dos trabalhadores e não redutivamente com a enviesada e antissocial “qualificação profissional” para o desumano mercado, e só. Situamos o discurso empobrecido dos que formam apenas mãos de obras para o mercado sem se preocupar com a educação de sujeitos e atores humanos e qualificados para entabular interlocução realmente de interesse da sociedade e do País. O ensino profissionalizante que está aí é míope por “pensar” apenas em indivíduos profissionais e não em agentes de transformação das relações de trabalho e sociais humanas nas empresas. 


Outro debate que ocupou nossa consciência na reunião girou em torno da construção da base de sustentação econômica para os projetos da Ibrapaz, notadamente para a edificação de uma proposta de educação superior realmente centrada na formação do pensamento e da ação social e coletiva de quadros profissionais.  Particularmente me entusiasmo com o projeto financeiro de nossa Ibrapaz, principalmente porque ele será inclusivo, cooperativo e acentuadamente educativo com o objetivo de preparar amplos setores sociais para enfrentar a luta pela justiça e pela paz. Em breve detalharemos a funcionalidade, filosofia, alcance e objetivos mais abrangentes desse projeto.


O que conforta, querida 2ª secretária de atas e correspondências e coodenadora do comitê da educação da Ibrapaz, profª Adjane, é abrirmos as páginas do noticiário eletrônico nesta manhã cedo de segunda-feira e percebermos a feliz coincidência destas preocupações que vivemos na Ibrapaz expressas por um grande ser humano e pensador respeitado brasileiro. Este sim é um dos nossos grandes intelectuais, que faz a diferença. Trata-se do economista, que não é do tipo de "economistoide" desses neoliberais de direita, que apoiam o FMI e as políticas de arrocho fiscal do amordaçado Banco Centra do Brasil nem pertence ao bando que anda por aí, que faz cursos superiores, mestrados e doutorados para ser guiados pela idiotização reacionária, sem nada contribuir em favor da justiça e da paz. Para nossa honra brasileira, o prof. Marcio Pochamann é um patriota verdadeiramente comprometido com o Brasil e com seu desenvolvimento. Posto abaixo resenha sobre palestra que esse grande e preocupado intelectual brasileiro fez. Perceberás impressionante coincidência de suas preocupações com as nossas na Ibrapaz.


Desejo-te boa leitura, minha amiga e irmã ibrapaziana.


Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz.

Dom Orvandil: bispo cabano, farrapo e republicano. 


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27 de Outubro de 2013

Pochmann defende redução da jornada de trabalho 


Em evento recente realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, o economista e professor Marcio Pochmann discutiu a mudança do sistema produtivo, industrial e de serviços para compensar a desigualdade na distribuição dos lucros obtidos com o trabalho – a maior parte deles concentrada nas mãos das empresas. 


“Para chegar ao tipo de produção do trabalho imaterial – desempenhado pelo trabalhador da área de tecnologia e qualquer profissional da área de serviços, com os avanços tecnológicos e as mudanças estruturais que estão ocorrendo no mundo -, o profissional trabalha em torno de 18 a 19 horas por dia para o benefício apenas da empresa”, explicou.

O economista argumenta que esse avanço tecnológico e a nova cultura de organização social e econômica da sociedade provocam uma expropriação cada vez maior do tempo de trabalho do cidadão, que não está mais restrito aos limites da empresa na qual ele trabalha.

Pochmann destacou também que as empresas exigem cada vez mais capacitação de seus profissionais, mas esta qualificação excede seu tempo de trabalho, destruindo o momento destinado ao descanso e ao lazer.

“O trabalhador está produzindo muito além do que a jornada e o seu trabalho físico proporcionavam antigamente pela empresa. Por isso, é justo que se reduza a jornada de trabalho para 12 horas semanais, que seriam adequadas para contrapor esse acúmulo de capital que vem ocorrendo devido ao trabalho imaterial”, argumentou.

A análise do palestrante evidencia, portanto, que o trabalhador concentra uma sobrecarga de trabalho, uma vez que ele está produzindo riqueza e recursos que serão destinados para as empresas sem a justa distribuição para os trabalhadores.

Papel dos sindicatos

A redução da jornada de trabalho, segundo Pochmann, está ligada ao processo de formação do trabalhador. “É preciso diminuir o tempo de trabalho para ele ter como estudar e se qualificar, ter acesso à diversão e cultura”, pontuou.

Para Pochmann, o movimento sindical precisa entender que a questão da capacitação do trabalhador é ponto fundamental para o seu fortalecimento. “Os sindicatos devem incentivá-la para que o aperfeiçoamento não fique nas mãos dos empresários ou do Estado. A educação do trabalhador deve e precisa ser um espaço de atuação sindical também”, defendeu.

O palestrante argumenta que a qualificação e a capacitação são um trunfo importante para os sindicatos negociarem mais e melhores direitos para os trabalhadores. Além disso, propõe a retomada do papel social, de discussão política, como instituição-base para o trabalhador.

Investimentos em educação

Na análise de Marcio Pochmann, o jovem só deve entrar para o mercado de trabalho após sua formação no ensino superior, que o prepara melhor para enfrentar a realidade de sua carreira.

Para o economista, o Brasil tem um importante desafio na educação: fazer o conhecimento ter papel fundamental na vida dos trabalhadores e de toda a sociedade. Na análise do especialista, conhecimento é sistematização e análise de informações, não apenas a obtenção da informação pura, simples e em grande quantidade. O Brasil gasta, hoje, 5% de seu Produto Interno Bruto (PIB) com educação. Marcio Pochmann fez uma comparação entre os gastos com capacitação da Petrobras e do governo brasileiro. A primeira investiu R$ 400 milhões no aperfeiçoamento de seus 60 mil profissionais, enquanto o Ministério do Trabalho gastou R$ 127 milhões para capacitar todos os seus trabalhadores.

“Se não houver pressão da sociedade, este cenário não vai mudar. É um momento estratégico, no qual podemos fazer a história com nossas mãos. Nada nos impede de fazer essa mudança. Talvez apenas o medo, mas eventos como este seminário nos dão força para exigir a garantia de igualdades de condições sociais e educacionais para os brasileiros”, argumentou.

Realidade do capitalismo 

Sob o panorama da trajetória do capitalismo ‑ que, segundo Pochmann, até 1914 se organizava na forma de impérios, não como estados nacionais -, o economista ressaltou que há um processo de concentração do capital e enfraquecimento das instituições, o que ele considera a mais grave crise do sistema.

Para tentar conter este cenário, o professor explica que o Brasil precisa voltar a ter a capacidade de criar políticas nacionais. “Nós não sabemos mais criar uma política monetária autônoma, por exemplo. O Brasil representa entre a sexta e a sétima economia do mundo, mas as políticas nacionais estão ameaçadas porque as empresas se organizam na forma de cadeias produtivas”, enfatizou sobre o poder de interferência das grandes corporações na economia e na política.

Sobre a realidade do trabalho no Brasil, Marcio Pochmann estabelece grandes desafios com os quais o movimento sindical precisa estar atento. Em 2030, a previsão é de que a população brasileira chegue a 207 milhões de habitantes, com a perspectiva de mais mortes do que nascimentos a partir daquele ano.

Um outro aspecto está relacionado ao perfil etário nacional. Segundo o economista, o Brasil terá uma população idosa para a qual não estará preparado – há atualmente três milhões de idosos com 80 anos; em 2030, serão 20 milhões.

“Há uma agenda a ser construída para essa realidade. E também é necessário ampliar os ganhos, a participação nos lucros e a rentabilidade do trabalhador”, concluiu Marcio Pochmann.

Fonte: Sindpd

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