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terça-feira

5 ministros do Supremo Tribunal Federal são golpistas e ameaçam a democracia, deliberadamente!




Dom Orvandil: bispo cabano, farrapo e republicano


Amigo advogado Paulo


Sei de tua sensibilidade com a justiça. Conheço tua disposição de defender os injustiçados, oprimidos e tua dor em não conseguir justiça plena para teus defendidos. Contaste-me de tua decepção pela condenação impetrada por um juiz a um teu cliente, totalmente inocente, mas condenado por ser pobre, desempregado e negro. Com amargura me disseste que não conheces nada mais injusto do que o judiciário brasileiro. 

Pois é, nosso Karl Marx já dizia que a sociedade burguesa jamais acabará com a criminalidade. Nela há infindável exército de reservas composto de miseráveis, entregues ao abandono. Dele se sevem madames de caridade e instituições de caridade, incluindo as religiosas, que os usam para acalmar as consciências de quem vive à custa do trabalho alheio, oferecendo-lhes ajuda feita de migalhas.  Sobre o exército de reserva, composto de desempregados, abandonados, pobres, doentes, velhos de vidas sem significado, jovens entregues às drogas e à criminalidade e sem perspectiva de futuro produtivo, erige-se verdadeira parafernália complexa de instituições interligadas, sem cujos miseráveis jamais existiriam. Da criminalidade e miséria humana, que moldam o exército de reserva, vivem policiais, carcereiros, advogados, juízes, fábricas de armamentos, religiosos, traficantes, a mídia venal, que reforça audiência e vendas de jornais em cima do sangue derramdo pelo crime etc. Portanto, na lógica capitalista, não há sentido acabar com o crime semeado e cultivado no exército de reserva da sociedade burguesa. 

Até mesmo organizações mais saudáveis de defesa dos direitos humanos carecem da criminalidade para, enfim, defender suas bandeiras de defesa dos direitos mais essenciais da pessoa humana. Porém, nessa luta há causas sérias e mais coerentes com os propósitos de mudanças estruturais e eliminação das causas dos crimes e da desconstrução do exército de reserva. Há pessoas e grupos que lutam desgastantemente para resolver os problemas de fundo da desumanização capitalista.

Então, nós, brasileiros/as, estamos estupefatos com o andamento do julgamento do alardeado e safado “mensalão do PT”. Tudo começou com a prostituição e perversão da justiça através do Procurador Geral da República, o malfadado Roberto Gurgel e sua esposa. O PGR engavetou denúncias contra Demóstenes, Cachoeira, Marconi Perillo e outros mequetrefes do capitalismo atrasado.  Mas foram muito rápidos em denunciar sem provas uma série de cidadãos inocentes, não que não tenham errado, inclusive politicamente, mas sem cometer os crimes a eles atribuídos. Foram humilhados publicamente ao serem chamados de réus, marginais do poder e outros adjetivos aplicados a bandidos, muito mais apropriados ao Procurador e aos juízes que os condenaram, por serem injustos, mentirosos e subservientes fracos da mídia burguesa. Isto é, o procurador e os juízes golpistas criaram crimes para alimentar a mídia sedenta de sangue e de audiência, com o objetivo de golpear os democratas e a democracia. Fantasiaram crimes inexistentes para atender a lógica dos que precisam de crimes para obter altos salários, como é o caso de Gurgel e dos juízes do Supremo Tribunal, que são funcionários públicos e auferem altíssimos ganhos de nossos impostos e do nosso trabalho. Em cima da invencionice criminosa engordam a mídia, jornalistas sem vergonhas, revistas e TVs vagabundas, advogados de rapina, malfeitores e outros sangues sungas. É revoltante a desfaçatez dessa casta apodrecida. 

O que assistimos relativamente às injustiças praticadas por ministrinhos desqualificados do STF, cujos maus exemplos são estampados em pessoas nojentas como Luiz Fux, Marco Aurélio (que não sabe da existência da letra “l” ao final das palavras, como tribunal, por exemplo, que ele pronuncia tribunar), o afetado da gripe covarde Celso de Mello, Gilmar Mendes, o “jagunçado” e o traidor da causa negra e feminina, Joaquim Barbosa, é demonstrativo de quem a fabrica injustiças de manutenção do exército de reserva. Isso deve ter um fim. Eles saturaram nossa paciência. Felizmente a canalice deles trás à tona os debates que precisamos fazer em torno da justiça e das instituições judiciárias.  Estas que aí estão não servem ao Brasil que se levanta. Estes juízes, esta justiça e este judiciário serviam muito bem a casa grande e a manutenção do exército de miseráveis. Não servem ao novo projeto de Brasil e de sociedade, mais democrático e, no mínimo, menos injusto. Não é possível contarmos com juízes que se deixam emocionar e definir por uma mídia tão antidemocrática e canalha como a nossa, marcada pelo cinismo e pela mentira manipuladoras. 

Desde ontem a indignação dos brasileiros cresce e corajosamente se manifesta pela internet. Muitos pedem o impeachment dos canalhas que votaram ameaçando o Congresso Nacional e o Presidente da Câmara dos Deputados. Muitos pedem que o Senado Federal casse aqueles falsários. Do debate começam a se desenhar novas formas de composição do Supremo Tribunal Federal. Uma delas defende que os ministros devam ser eleitos pelo voto direto. A forma que os leva atualmente aos tapetes do Supremo não serve mais. Contem o vício do puxa saquismo, das articulações espúrias e alianças suspeitas de sujeiras, como algumas entrevistas de alguns de seus imbecis mostram, como é o caso do ministro cabelo rabo de peixe, o pernóstico Luiz Fux. Ele declarou abertamente em recente entrevista que teve a Acra de pau de dar, que chegou ao STF graças aperta mãos de figuras do poder, até do ex-ministro José Dirceu, a quem ele ajudou a apunhalar pelas costas enquanto o fala mansa Roberto Gurgel o segurava. 

De qualquer forma três coisas são importantes considera: a forma de composição do STF e de outras instâncias da justiça tem que mudar; o julgamento do alardeado e golpista mensalão tem que ser revisto e os ministros que ameaçam a democracia por interesses mesquinhos, como é o caso de traidor Joaquim Barbosa, necessariamente devem ser substituídos. Não é aceitável que um sujeito tão agressivo, mal educado, julgador sem base nos fatos ainda seja premiado com a Presidência da mais alta corte de justiça do País. Penso que o STF deve ser composto por leigos em direito como trabalhadores/as, estudantes, empresários, integrantes de entidades dos movimentos sociais e outros que devam integrar a corte. 

Mas sinceramente penso que só escrevendo aqui não resolve. Li ontem que as centrais sindicais organizam agenda unida de lutas para 2013. A sociedade organizada tem que agendar igualmente a luta por um judiciário mais justo e por juízes mais identificados com a marcha social por justiça para todos. Basta de judiciário que “salva” os ricos da casa grande e sacrifica os pobres da senzala. 

Abraços críticos e fraternos.

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