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quarta-feira

Os afortunados só “contribuem” na marra!


Caríssima Pastora Telma

Foi uma honra contá-la como minha aluna nesse final de semana passado, em Rio Verde – Go. O teu entusiasmo com a educação infantil é esperançoso. Chamas a atenção também por tua simplicidade e humildade apesar de toda a tua formação acadêmica, tanto nas áreas jurídica,  educacional, pedagógica, e na  eclesiástica enquanto teóloga.   No ministério da Assembléia de Deus fazes a diferença por te vestires sobriamente mas com elegância, destacando a beleza feminina e seus encantos.

Pelo que me contaste, na igreja te relacionas com muitas pessoas e congregações, mas não te furtaste em passar muitas horas humildemente estudando com teus/tuas colegas, buscando crescer e contribuir com o processo educacional.  Isso, para mim, é fantástico testemunho de engajamento no humano e na educação. É excelente vivência da teologia joanina: “fez-se carne (gente, pessoa, homem) e habitou entre nós”. Percebo, querida colega Telma, que os evangélicos que se envolvem no trabalho educacional são mais sensíveis às questões sociais do que os que vivem na redoma de vidro de suas igrejas. Conheço evangélicos que se alinham na luta mais profunda pelas transformações sociais e políticas nos movimentos sociais, tanto no Brasil como na América Latina e África. Outra noite fui a uma reunião de evangélicos do Movimento dos Sem Terra, aqui em Goiânia. Impressionei-me com o nível de consciência e compreensão da realidade de seus discursos, sem pieguices. Um deles, ministro evangélico, disse que nada cairá do céu se não lutarmos por justiça, por distribuição justa e legal de terras e, ainda,  defendeu a reforma agrária, dando, inclusive, receita de como deveria acontecer o processo e não apenas doação de terras aos que não as têm. 

Obrigado, Profª e Pastora Telma, por tua participação no curso de pós-graduação e pelo testemunho lindo. Parabéns.

Outrossim, certamente acompanhas o drama do Presidente Obama dos Estados Unidos, em franca decadência nas pesquisas de opinião pública, que apela aos mais ricos que contribuam através dos impostos para tirar o país da crise na qual os poderosos banqueiros e afortunados o colocaram. Disse que enviará projeto de lei ao Congresso Nacional solicitando que as fortunas sejam mais taxadas com impostos visando gerar recursos para fazer caixa no governo e ajudar os pobres que sofrem com o desemprego e até com a fome, graças à incalculável crise que vive os Estados Unidos. Como os direitistas seguidores de Busch reagiram? Ora, como sempre respondem os que vivem à custa do trabalho alheio,: que não aprovarão nenhuma lei que redunde em mais impostos. Obama disse que os ricos de lá pagam menos impostos do que suas secretárias. É verdade lá e em toda a parte. Eles sonegam, subornam, desviam, mentem em suas declarações de renda e depois vêm com a choradeira de que as empresas não agüentam mais pagar impostos. Para eles não importa se não houver condições dignas de atendimento à saúde do povo e dos trabalhadores nem se incomodam com a falta de emprego, de alimentação e de dignidade para seus próprios trabalhadores. O que lhes interesse é acumular lucros e mais lucros, para atendimento de suas vaidades, luxúrias, extravagâncias, desperdícios e superficialidades. 

O fenômeno da choradeira pela carga de impostos é agenda dos ricaços e da mídia golpista aqui no Brasil, também. Os direitistas representantes dos banqueiros, industriários poderosos, multinacionais e proprietários rurais golpearam o Presidente Lula, derrubando o CPMF, que carreava recursos para a saúde, não colocando nada em seu lugar. Resultado: nossa saúde está na situação que conhecemos, de crescente derrota e conseqüências desastrosas para nosso povo. Ainda não têm caráter de fazer campanha deslavada contra os impostos e de aconselhar o governo a gastar menos. Para eles, gastar menos é não investir em desenvolvimento nacional, em não tirar os pobres da miséria e da pobreza, em não fazer reformas que o país precisa para se desenvolver, em não usar esses afortunados recursos roubados pelos bancos para investimentos sociais. Não, para os afortunados não interesse o país, para eles o que importa é a concentração de riquezas. Aliás, amiga Telma, nossa capital de Goiás é exemplo maior de concentração de renda e de propriedade, segundo pesquisa da ONU.   

Apelar à boa vontade deles é inútil. Eles são despidos de consciência e de compaixão. Temos que eleger mais governantes comprometidos com o povo e mais parlamentares nacionalistas compromissados com os interesses públicos da maioria da população.  Há que se apoiar as grandes mobilizações dos/as trabalhadores/as, das mulheres, dos/as agricultores/as e de todos/as os/as que se levantam em forma de pressão na realização das necessidades consagradas pelos direitos humanos. Mas há que lutar destemidamente. 

Penso que temos que depurar nossas polícias civis, militares, federais e forças armadas para disponibilizá-las a defender os interesses da maioria de nosso povo na execução de leis justas que carreiem recursos para os interesses sociais. Há que se lidar pela força com os ricos. Eles não entendem outra linguagem.  Só religiosos que vivem à sombra dos ricos, recebendo suas migalhas para igrejas e luxúrias pessoais, é que acreditam em  boa vontade dos afortunados. Pelo contrário, a política dos nababescos  exploradores do sangue do povo e da nação é a do boicote, a da traição da soberania nacional, a do suborno e da sonegação. Nos Estados Unidos e no Brasil rico não investe, sempre explora e massacra. Basta que se leia a história das riquezas para que se saiba disso. 

Acabei de assistir a Presidenta Dilma defender na ONU o direito da Palestina em se constituir como Estado.  Logo a seguir Obama disse que não apóia esse direito. Ele é  porta voz do conservadorismo e dos poderosos. Estes nunca reconheceram os direitos dos pobres. A Presidente Dilma também afirmou que os países desenvolvidos não estão em crise por falta de dinheiro, mas por falta de política e de idéias de desenvolvimento. É verdade, os países centrais estão em crise porque os ricos roubam e não permitem investimento no desenvolvimento democrático e social. 

Tolos são os que acreditam em mercado, em generosidade dos afortunados, em compaixão de banqueiros. Somente os falsos profetas e os pastores assaltantes dos pelegos de suas ovelhas é que acreditam nisso. 

Abraços, querida Pastora-Professora Telma. Ad Astra!

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