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segunda-feira

Por quê Jesse Jackson chorou?





Querido amigo teólogo Dilmo Luis Vieira

Lembro, como se fosse hoje, da eleição de Barack Obama como Presidente dos Estados Unidos. Ao final da apuração ele discursou para uma multidão emocionada. Próximo ao palanque participava do  comício o Pastor Batista Jesse Jackson. Jesse Jackson pretendeu suceder seu colega Marthin Luther King na luta em defesa dos direitos civis dos negros estadunidenses. Avalio que Jackson não conseguiu se igualar ao carisma e sabedoria de Luther King. Em todo o caso é inegável o seu prestígio mundial. Apresentou-se à convenção do Partido Democrático como candidato a Presidente dos Estados Unidos, vencido por Bill Clinton. 

Pois bem, Dilmo, na noite do discurso de Obama Jesse Jackson deixou cair sobre seu ombro esquerdo a bandeira dos Estados Unidos e entregou-se às lágrimas. Será que ele chorou por participar da eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, um dos Países mais racistas?  Será que ele chorou porque se assentaria no trono da Casa Branca um ex-guri pobre, cuja mãe teve que lutar muito para que ele estudasse, inclusive passando pela Universidade de Harvard? Ou será que as lágrimas de Jacson eram pura ilusão na pressuposição de que Obama representaria o novo e o justo na luta pela emancipação dos povos e dos oprimidos?

Pois é Dilmo, creio que como negro sentes vergonha de Barack Obama. Considero-o um traidor manipulado pelo núcleo direitista do imperialismo terrorista e belicista estadunidense. Sua política externa para o mundo, particularmente para os países árabes, é a mesma do alcoólatra e direitista Buch. Digo melhor, a política de Obama é pior e mais desonesta. Quando Georg Buch discursava via-se ódio em seus olhos e baba a escorrer de sua vampírica boca. Obama discursa sorrindo enquanto nos bastidores do poder dá ordens para matar no Iraque, Afeganistão e agora na Líbia. Ordenou às suas forças armadas e à cabeça da guerra, a Otan, a bombardear a Líbia, buscando satisfazer a insaciável fome que o império tem de petróleo, do sangue dos povos explorados e de suas riquezas. Para isso o imperialismo usa do poderio armado ultra poderoso para agredir crianças, velhos, mulheres, o povo em geral e até um hospital lotado de doentes, causando mais de cem mortes.  Conta com forte aparato da mídia submissa e venal para espalhar mentiras e calúnias a respeito de Kadaffi e do povo, na tentativa de derrubar seu líder para impor novo governo de oposição, submisso aos interesses e apetites do império. É triste ler e assistir os lacaios da imprensa brasileira a mentir e a dizer asneiras carregadas de ódio contra Kadaffi, como o fizeram com Sadan Hussein, presidente do Iraque, assassinado pela “justiça” espúria, em processo engendrado por Buch.

Nesse final de semana Obama veio ao Brasil. A mídia vanguardeada pela Globo protagonizou ridículo espetáculo de tietagem ao traidor do norte. Enquanto lideranças políticas comprometidas com o povo e representações dos movimentos sociais protestavam no Rio de Janeiro, pedindo que o chefe do império pare a carnificina e invasão da Líbia, retire o bloqueio de Cuba, que ele prometeu retirar quando em campanha à presidência dos Estados Unidos, que feche a terrorista prisão de Guántamo, onde torturam e matam cidadãos palestinos e árabes, que liberte cinco cidadãos cubanos presos nos Estados Unidos, a assessoria do presidente, que traiu a esperança dos negros e pobres de todo o mundo, o fechou no teatro municipal do Rio e distribuiu poderoso aparato militar americano para intimidar nossas lideranças. Mais vergonhoso ainda foi ver que nossa elite brasileira não muda, não se converte ao Brasil mesmo. Lá estava ela a cheirar o  chefe do império.  Levaram alguns ignorantes e alienados do povo para falar frente às câmeras e microfones da Globo, dizendo do quanto se sentiram felizes pelos acenos e abanos do boneco negro  manipulado pelo Pentágono. Um casal de negros “globais”, empregado de fazer novela, referiu-se a alegria de ver o presidente Obama de perto e exaltar a importância de sua visita ao Brasil. Barbaridade!

Obama é boneco negro fácil de manobrar, pois recheia seus discursos de retórica demagógica e mentirosa. Nada melhor para os opressores de que a sedução de quem poderia ser aliado dos povos se constituir e marketeiro das mentiras deles. Barak é bom nisso, infelizmente. Enquanto ensaiou algumas palavras mal pronunciadas em português para engambelar e emocionar a massa informe seus asseclas negociavam interesses mesquinhos de seu decadente império. Um deles é o de tentar explorar nosso pré-sal, de vender seus aviões ao nosso governo, de explorar nossa Amazônia, que os gringos já consideram sua ou, no mínimo, área de interesse internacional, principalmente do interesse deles. E nossa mídia daqui ajoelha-se fácil em adoração ao ídolo de pés de barro.

Nesse final de semana, enaqunto Obama seduzia os vendidos,  trabalhei dando aula em cursos de pós graduação em Rio Verde-Go. Apesar de enorme tristeza que magoou dolorosamente meu coração, senti muita alegria quando vi uma aluna negra se manifestar com muita raiva contra a “visita” do boneco inflável Obama. Minha aluna se indignou com a mídia capacho, com o governo que maquiou  o Rio para mostrá-lo bonito ao imperialista, usando uma favela,  crianças e jovens favelados como palco e protagonistas para divertir o opressor e sua família, como no antigo império romano e com a direção nacional do PT que baixou orientação para que o partido não se manifestasse contra Obama. 

Graças a Deus, querido Dilmo, que nosso povo não se submete à humilhação e ao puxa-saquismo da classe dominante, pró-imperialista. 

Sugiro, Dilmo,  que verifiques os vários órgãos da imprensa mundial online para sentires  o quanto a política externa dos Estados Unidos continua terrorista como sempre e que Barack Obama é pura enganação e mentira. A invasão da Líbia assemelha-se ao que houve ao Iraque por Georg Buch. O que Obama diz para justificar a matança de pessoas no afã de derrubar Kadaffi, ao declarar que os “anjinhos” generais assassinos da Otan, fazem intervenção militar com caráter cirúrgico para defender os direitos dos civis, sem a intenção de matar Kadaffi. Engodo de Obama. Seu propósito é o de derrubar e expulsar Kadaffi  com o objetivo de  apropriar-se do petróleo do povo Líbio. 

A mídia covarde e a ajoelhada ONU unem-se contra os povos árabes, principalmente os que não se submetem aos apetites vorazes dos Estados Unidos. Nosso mundo cobre-se de nuvens de chumbo e de pólvora. Espero que o Pastor Jesse Jackson chore agora decepcionado com a traição de seu presidente.

Com angústia, tristeza e decepção, mas com esperança no nosso povo, abraços, meu amigo.


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