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sexta-feira

TRAGÉDIA OU INJUSTIÇA?



As notícias sobre o que acontece no Rio de Janeiro chocam realmente. Casas e pessoas são empurradas morros abaixo pelas violentas enxurradas. As sobreviventes perdem tudo: documentos, bens, patrimônios e esperanças.
Solidariedade chega de todo o País e do mundo, transportando remédios, roupas e alimentos. É bom que seja assim. O conforto com a ajuda de todos é necessário e bem recebido numa terrível circunstância como essa. Até mesmo profissionais repórteres se comovem profundamente com o quadro de desespero vivenciado pelos brutalmente atingidos pela chuvarada e pela destruição.
Chama a atenção o papel da grande mídia. A partir de certo momento sente-se verdadeira concorrência na cobertura: cada emissora de TV se esforça para pintar com cores chocantes suas transmissões. Choca o nome que deram ao problema. Chamam-no de “tragédia”. Cinicamente atribuem o problema à meteorologia, como se nunca chovesse antes assim ou mais naquela região, como se no planeta não ocorresse cataclismos, tempestades ou coisas piores.   Farisaicamente não analisam nem se autocriticam sobre as verdadeiras causas da violência que os pobres e trabalhadores sofrem com as chuvas e tempestades. Desavergonhadamente se quer reconhecem que a maioria dos atingidos é pobre e sofrida. Os ricos e a elite que a todos exploram não são prejudicados em nada, pois suas mansões e negócios são muito bem protegidos em lugares seguros e de destaque.
O que acontece no Rio de Janeiro, desalojando e matando impiedosamente milhares de pobres e trabalhadores é de responsabilidade da elite nacional e internacional que arranca tudo o que pode do planeta e do “coro” dos trabalhadores e, de modo impiedoso e cruel, não lhe dá nada em troca. Dá em troca do que o povo produz, enchendo as burras da classe dominante de dinheiro e de riquezas, transporte de péssima qualidade, alimentos caros e poluídos, saúde de baixa qualidade e moradia nos píncaros dos morros, sem infra-estrutura, com habitações inseguras e de difícil acesso. Essa elite impiedosa, desumana, egoísta e cruel é a maior tempestade causadora das desgraças do Rio de Janeiro, de Salvador, de Aracajú, das favelas incendiadas em São Paulo e da miséria em todo o País. Ela impede a reforma agrária, que desenvolveria a agricultura planejada e as pequenas cidades aos arredores das empresas produtoras de alimentos; obstaculiza a reforma urbana, que engenharia territórios urbanos com habitações, transportes, segurança, educação e saúde sem exploração imobiliária e de materiais de construção; impede há séculos o desenvolvimento nacional e compartilhado do País, qualificando as vidas dos trabalhadores e eliminando a miséria e a pobreza em todos os sentidos. A única lei que vale para essa elite caolha é a da concentração de renda e de patrimônio. O povo que a serve e que a enriquece que se “lasque”. Ela é a responsável pelo que acontece no Rio e em toda a parte. 
Portanto, não há tragédia no Rio nem um tempo mau que odeie os pobres que rolam dos morros empobrecidos, mas profunda injustiça econômica e social. Os injustos responsáveis por ela sempre estiveram nos poderes da República, dos estados, municípios e das empresas e os usaram para enriquecer em cima da desgraça do povo. Quando o povo os coloca para fora pelo voto saem chorosos e dispostos a voltar de qualquer maneira, usando mentiras e corrupções.
Nosso País tem que avançar mais, muito mais nos caminhos do desenvolvimento com profunda distribuição de renda. O desenvolvimento  tem que se transformar em salário, em habitação digna e barata, em transporte coletivo barato e de qualidade respeitosa, em educação gratuita para todos, em acesso fácil e justo à saúde. Quanto mais desenvolvimento menos “catástrofes” ou “tragédias”, como gosta de dizer a burguesia, e menos medo de chuvas e de temporais, fenômenos plenamente naturais e abençoados.
Nossa Pátria precisa de mais independência e de liberdade. Independência, inclusive dessa elite cruel, porque egoísta, burguesa e impatriótica.

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