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quarta-feira

João Paulo I Albino Luciani (Veneza, Itália, 17/10/1912 - Vaticano, 28/09/1978)




Albino Luciani, o Papa Sorriso, nasceu em Forno de Canale, em Veneza, na Itália, no dia 17 de outubro de 1912.
Era filho de Giovanni Luciani, um modesto operário de uma fábrica de vidros e de Bortola Tancon, uma boa católica como era conhecida.
Como temiam pela sua vida, ele foi batizado no mesmo dia, pela própria parteira, em sua casa.
Seu pai era um militante socialista e sua mãe uma simples doméstica.
Foi Dona Bortola que com muito esforço conseguiu encaminhar os primeiros passos escolares do filho.

Em outubro de 1928 Albino entrou no seminário gregoriano em Belluno e tornou-se sub-diácono em 1934.
Foi ordenado para o sacerdócio, na Igreja de São Pedro de Belluno em 7 de julho do ano seguinte, assumindo dois dias depois a paróquia de Canale d 'Agordo.
Porém, não ficou muito tempo ocupando esta posição, logo em 18 de dezembro foi chamado para ser instrutor de religião no Instituto Técnico para Mineiros. Falam os comentaristas que sua popularidade começou aí.
Dono de um sorriso ímpar, ele falava as coisas mais sérias e contundente sempre com um sorriso amoroso nos lábios. Característica que o acompanhou por toda a vida e que fazia com que suas palavras inspirassem e animassem todas as pessoas que dele se aproximavam.
Em 1937, foi convidado para ser vice-reitor do Seminário gregoriano em Belluno, cargo que ocupou até 1947.
Na data de 27 de fevereiro de 1947 graduou-se, pela Universidade gregoriana em Roma, como doutor em Teologia Sagrada, defendendo a tese: "A origem da alma humana de acordo com o Antonio Rosmini".
A partir dai sua vida tomou rumos jamais pensados pelo pequeno menino das ruas de Veneza. Ele que se preocupava com a alma simples do povo, que se preocupava com a salvação de seus irmãos em humanidade se viu diante sérias responsabilidades, de árduas tarefas... Nunca perdeu a pureza de sua alma, a convicção de sua fé e a visão de seus ideais mais sagrados.
Nos anos seguintes trabalhou arduamente a serviço de sua igreja: Foi nomeado secretário da Diocese Synod, nomeado Pro Vicar-General da diocese de Belluno, nomeado Diretor de Catechetics Office da Diocese, Publicou o livro "Catechetica in briciole" e a sua tese doutoral.
No dia 6 de fevereiro de1954 foi indicado como Vigário General da Diocese de Belluno.
Tornou-se Bispo de Vittorio Veneto, em 15 de dezembro de 1958, pelas mãos do saudoso Papa João XXIII.
De 1959 a 1965 assumiu uma puramente função pastoral, procurando manter-se afastado da política intestina do Vaticano.
Porém, no dia 15 de dezembro de 1969, o Papa Paulo VI, o chamou para assumir o posto de Patriarca de Veneza.
Entre 12-17 de junho 1972, foi eleito Vice-presidente da Conferência de Bispos italianos, posição que ocupou até 2 de junho de 1975.
No dia 5 de março de 1973 tornou-se Cardeal da Igreja católica romana. De 27 de setembro a 26 de outubro do mesmo ano participou da III Assembléia Geral Ordinária em Roma do Sínodo de Bispos relativo a "Evangelização no Mundo Moderno".
Em 1975, em missão pastoral, foi até a Alemanha numa Visita Pastoral e ao Brasil, onde ele recebeu o título "honoris causa" da Universidade de S. Maria do Rio Grande do Sul.
Entre os anos de 1976 e 1977 fez inúmeras viagens a pedido do Papa Paulo VI e publicou o livro "Illustrissimi"
Nunca deixou que nos debates públicos suas características de temperamento - a serenidade e a humildade, fossem alteradas. Sempre procurou resolver todo e qualquer problema através do diálogo, revelando-se uma pessoa conciliadora.
Sua atividade eclesiástica distinguiu-o como "Pastor de Almas", nunca teve cargo na Cúria Vaticana e jamais desempenhou serviços diplomáticos, não foi Núncio Apostólico e nem trabalhou em Roma. Sua atividade sempre foi pastoral na verdadeira acepção da palavra.
Mas as coisas começaram a se precipitar em agosto de 1978, quando morreu o Papa Paulo VI.
Com pesar recebeu a notícia do falecimento. Como de hábito, sem atropelos, foi para Roma no dia 10 de agosto e no dia 26, para sua surpresa, durante o segundo dia do conclave que buascava eleger o novo papa, foi eleito pontífice Supremo Eleito da Igreja Católica Romana, escolhendo para si o nome João Paulo I.
Foi o primeiro Papa da história a escolher um nome duplo.
Ficou conhecido como o Papa Sorriso.
Logo de saída, escandalizou seus pares quando recusou a cerimônia de coroação. Quis que fosse tudo reduzido a uma missa ao ar livre em plena praça. Não aceitou em sua cabeça de camponês o contacto da tríplice tiara "Símbolo dos três poderes sobre tudo e sobre todos, tiara que lhe dava o título de "pai dos príncipes e dos reis". Dispensou o trono baldaquino e a cadeira-gestatória. Em síntese, Albino Luciano aceitou apenas o poder espiritual.
Luciani, que se descrevera com franqueza durante os seus dias em Veneza, "Sou apenas um homem pobre, acostumado às coisas pequenas e ao silêncio", descobria-se agora obrigado a se confrontar com a, grandeza do Vaticano e as intrigas da Cúria. O filho de um pedreiro era agora o Chefe Supremo de uma religião cujo fundador fora o filho de um carpinteiro.
'Muitos dos especialistas em Vaticano, que nem sequer levaram em consideração a possibilidade da eleição de Luciani, aclamaram-no como "O Papa Desconhecido". Ele era bastante conhecido por 99 cardeais para que lhe confiassem o futuro da Igreja, a um homem sem qualquer treinamento diplomático ou experiência curial. O número considerável de cardeais da Cúria fora rejeitado. Em suma, toda a Cúria fora rejeitada, em favor de um homem quieto e humilde, que prontamente anunciou que preferia ser chamado de Pastor ao invés de Pontífice. As aspirações de Luciani logo se tomaram claras: uma revolução total. Estava determinado a levar a Igreja de volta a suas origens, de volta à simplicidade, honestidade, ideais e aspirações de Jesus Cristo. Outros antes dele tiveram o mesmo sonho, apenas para que a realidade do mundo, conforme impingida por seus conselheiros, acabasse prevalecendo. Como poderia aquele homem pequeno e modesto realizar sequer os primórdios da transformação material e espiritual que seria necessária?' (palavras de David Yallop)
Durante seu breve pontificado, o Papa João Paulo I descobriu a existência de corrupção em enorme escala dentro do Banco Vaticano (coisa que pouco tempo depois de sua morte veio a público), e começou a fazer uma série de mudanças, tanto na estrutura de poder do Vaticano quanto na política da Igreja. Algumas destas mudanças eram tão profundas e de tão extrema importância que o termo apropriado para elas seria 'revolucionárias'. Segundo diz George Andrews "ele iria inaugurar sua reforma da Igreja pela revelação ao mundo da verdade sobre a mensagem de Fátima" (seria a prova da existência de extra-terrestres entre nós?).
Porém, não teve tempo, seu pontificado foi curto, no dia 28 de setembro ele morreu (nos informam que de um ataque cardíaco) durante o sono. O interessante é que os medicamentos que estavam à sua cabeceira desapareceram, a Freira que o acompanhava foi obrigada ao voto de silêncio e ele foi embalsamado às pressas apenas 12 horas após a sua morte.
Tudo muito estranho... muito estranho...


Fonte: NOSSA TURMA

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