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segunda-feira

Gritos, fofocas e não cumprimento da palavra dada

 

Prezado Prof. Alexandre


Foi muito bem te conhecer aí em Quirinópolis. És realmente um vencedor. As barbaridades que sofreste na infância e que te levaram a profunda depressão, com graves conseqüências, são muito sérias. Porém, venceste tudo, meu amigo. És um grande professor, dignificado por enorme riqueza humana e por fé libertadora. Contar contigo na disciplina que leciono nos cursos de pós graduações foi uma honra e uma alegria. Nossa conversa sábado durante o almoço me mostrou um jovem aguerrido, inteligente, incessante em suas buscas e na solidariedade para com os outros, apesar do trauma que sofreste, enchendo-te de medo das pessoas.


Penso intensamente no que me disseste. Há coisas, Prof. Alexandre, que eu também não aturo e com as quais me desequilibro. Uma delas é o fato de pessoas que lidam com pessoas em quaisquer áreas gritar com outras pessoas, como se fossem pequenos hitleres em crise histérica.  Não admito gritos, principalmente por parte de lideranças políticas, principalmente as que atuam em agremiações partidárias que dizem lutar pelo povo. Não admito que pessoas gritem com outras pessoas em ambientes religiosos onde se deveria criar a harmonia e o respeito pelo o outro. É inadmissível que se grite em espaços onde se constrói e educação. Gritar autoritariamente com os outros é contracenso repudiável. Quando isso acontece luto para mudar, se não puder me afasto.


Outra negatividade que me demole é a palavra dada e não cumprida, ainda mais quando agravada pela idéia prévia por quem a deu com o objetivo de despistar e livrar-se de quem contava com o compromisso falado. Palavra dada e não cumprida equivale a traição e desonestidade. Prefiro as pessoas francas, honestas, mesmo que demonstrem sofrer quando se sentem impossibilitadas de ajudar a resolver determinado problema de quem pediu apoio e ajuda na solução. Nesse sentido procurei certa vez o odontólogo e miltante Deo Gomes de Caxias do Sul. Senti que ele se comoveu com o problema que lhe levei. Porém não tinha condições de ajudar no momento. Falou-me que tentaria mas que não se comprometia em ajudar porque não dispunha dos meios para tal. Confesso que no momento senti certa dor com a franqueza do Deo. Mas admiro-o por sua honestidade e verdade no trato com um amigo, sem procurar elidir-me e criar falsas esperanças.  Penso que militantes de esquerda, religiosos comprometidos com o povo e educadores agarrados a um processo libertador jamais deveriam mentir para as pessoas e ainda engambelá-las com tapinhas nas costas e melosidades falsas.  


Contraditoriamente a tudo isso, querido Alexandre, vemos gritos, estupidez, falta de respeito praticados em São Paulo pelo governador Alckimin, pela “justiça”, pela polícia militar e pelo prefeito Eduardo Cury de São José dos Campos. Todos os dias aparecem novas demonstrações do que eles fizeram contra os pobres moradores de Pinheirinho, com o objetivo de favorecer o marginal Naji Nahas. Aqui em Goiás assiste-se atrocidades, violências e mentiras do governador Marconi Perrillo e suas malandragens com relação aos professores da rede estadual que, cansados de golpes e mentiras por parte de quem deveria fortalecer a educação pública, entraram em greve. Esse governador de Goiás é da mesma origem política do de São Paulo e de Minas Gerais, onde também acontecem descaso e falta de respeito com a educação e onde as lideranças sindicais são enfrentadas com polícia, por mafiosos e mercenários .


Essas “autoridades” seguem a mesma linha ideológica adotada pelos Estados Unidos e bem representadas por seus militares e mercenários que invadem o mundo despejando terror sobre os povos. Os atos praticados por oficiais e soldados dos exércitos americanos não são punidos em virtude de o núcleo ideológico que vertebra suas colunas armadas ser nazista, como a imprensa mais comprometida com a verdade mostra desde há algum tempo. O presidente Barack Obama vendeu-se a agenda nazista e ao desrespeito aos direitos humanos, além de trair sua origem negra.


Sugiro-te, meu querido amigo Alexandre, que leias a matéria abaixo. Ela mostra as crueldades praticadas pelos militares invasores americanos, cuja cartilha é seguida aqui no Brasil pelos personagens que menciono acima.


Abraços.


Impunidade é regra nas guerras imperialistas


As forças armadas dos EUA retiraram, sexta-feira (3), todas as acusações contra o quinto soldado acusado de assassinar civis afegãos e guardar os restos mortais como troféus. Para o Pentágono a absolvição de Michael Wagnon foi "do interesse da justiça".


O caso tornado público em Maio de 2010 já levou à condenação de quatro dos cinco envolvidos na morte e profanação dos cadáveres de três civis afegãos, entre 2009 e 2010, na província de Kandahar, no Sul do território, incluindo o sargento Calvin Gibbs, de 26 anos, sentenciado a prisão perpétua por ser o alegado líder do grupo.

O conclusão deste caso ocorre dias depois do sargento Frank Wuterich, chefe de um pelotão de infantaria, se ter declarado culpado da morte de 24 iraquianos desarmados em novembro de 2005, na cidade de Haditha.

O massacre onde terão morrido mulheres e crianças (e no qual um número indeterminado de pessoas ficou ferido), ocorreu depois de a explosão de uma mina antipessoal ter morto um soldado norte-americano e ferido outros dois.

A assunção da culpa por parte de Wuterich valeu-lhe um acordo com as autoridades militares, mediante o qual lhe foram retiradas as acusações de homicídio.

Assim, e por “negligência no cumprimento do dever”, o agora ex-sargento do exército só cumprirá três meses de prisão, será rebaixado ao posto de soldado, e terá o seu salário reduzido em dois terços durante os 90 dias de detenção. Os restantes sete implicados nos acontecimentos foram absolvidos.

Em Hadita, a decisão do tribunal militar dos EUA foi recebida com comoção e asco, relataram meios de informação locais citados pela Telesurtv. Já a AFP deu voz ao advogado dos familiares das vítimas, para quem “matar 24 civis e ser castigado com três meses de prisão representa um crime contra a humanidade”.

A agência noticiosa ouviu ainda um médico do hospital de Haditha, Ayad Ghazi, Musleh que considerou “que o sangue dos iraquianos e dos habitantes do [chamado] terceiro mundo é o mais barato”.

Glorificação da desumanidade

Antes da última sentença sobre o caso de Haditha ser conhecida, um franco atirador de um pelotão das tropas especiais, Chris Kyle, afirmou publicamente ter morto 255 iraquianos, fato do qual não só não se arrepende como, pelo contrário, se orgulha.

Oficialmente, o Pentágono reconhece-lhe cerca de 150 vítimas, mas Kyle garante que a cifra é muito maior, vangloriando-se com a sua participação no assalto a Fallujah, onde, exemplifica, matou pelo menos 40 iraquianos.

Pelos feitos que intitula de históricos, relatados no livro American Sniper, Kyle aceita a denominação de “demônio de Ramadi”, “lenda” ou “o exterminador”. Faria tudo de novo, assegura o agora instrutor de tiro no Estado do Texas.

Segundo o grupo de defesa dos direitos humanos Iraq Body Count, em 2011 morreram no país 4059 civis, mais 83 que em 2010.

Em sentido contrário ao juízo dos casos de massacres perpetrados por tropas norte-americanas no Iraque e Afeganistão – em que a regra é a impunidade para executantes e decisores políticos –, a justiça militar de Washington decidiu, no passado dia 4 de fevereiro, levar por diante o processo contra o soldado Bradley Manning, acusado de fornecer ao Wikileaks documentos militares sobre as guerras no Médio Oriente e Ásia Central, e aproximadamente 260 mil mensagens trocadas entre representações diplomáticas da Casa Branca e o Departamento de Estado.

Manning pode ser condenado a prisão perpétua por “conluio com o inimigo”.


Fonte: Avante!

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