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quarta-feira

Evangélicos fanáticos, míopes e violentos



Amigo Pai de Santo Saul

Tenho enorme honra de ser teu amigo. Desde que recebi aquele prêmio da Associação de Umbanda de Caxias do Sul, da qual és presidente, tornei-me teu amigo e teu admirador. És uma pessoa culta como psicólogo, estudante de direito e de filosofia. Cada vez que vou a Caxias me acolhes com afeto e alegria em teu ouvidíssimo programa de rádio. Teu gesto em me acolher como bispo de uma igreja tradicionalmente cristã é eloqüente exemplo de ecumenismo e de respeito ao outro. Aliás, esse exemplo, Saul, não é pequeno. Durante os intervalos do programa nossas conversas alegres e piadas são fortes testemunhos de uma amizade sem preconceitos. Tuas lutas e pensamentos ao lado do povo nos colocam no mesmo campo de consciência social, sem tergiversações.

Recordo, como se fosse hoje, da vez em que te convidei para participar de um painel sobre o ensino religioso. Falaste sobre a história de tua religião no Brasil. Como presidente do Conselho Municipal do Ensino Religioso submeti a idéia de te convidar para participares do painel e do próprio conselho. Minha proposição foi aceita. Porém, no evento em que falaste com sinceridade e humildade sobre tua experiência de fé e no próprio conselho, muitos rostos fanáticos e obtusos de católicos romanos fechados e de luteranos da paróquia discidente da IECLB aí de Caxias viraram-se contra ti e contra mim, em demonstração de fingimento ecumênico e pobreza de espírito. Alguns enviaram queixa contra mim à minha ex-diocese por incluir-te como experiência religiosa e presença estatística siginificativa no Brasil. Não me arrependo pelo ecumenismo sincero e amplo. Deste testemunho maravilhoso de paciência e tolerância com os intolerantes, mesmo enfentando hostilidades. 

Pois bem, meu querido amigo, exponho aqui abaixo dois exemplos contrários ao nosso testemunho. Um trata-se de um sargento pastor que expõe todo o seu preconceito e ódio a um umbandista, indicando disparar uma pistola de 9 milímetros contra a cabeça de outro sargento, esse umbandista, literalmente ameaçando-o de morte em nome de sua fé mediócre, dogmática, fanática e discriminatória. Esse estreitismo religioso, dominante em muitos meios é de um risco enorme das malfadadas guerras santas, que se gestam em muitas denominações evangélicas. Vimos a quantidade de ódio e de preconceitos demonstrados na campanha eleitoral a presidente no ano passado. É assustador. Esse problema realmente deve ser enfrentado pela lei vigente. Não há alternativa. Como um sujeito pede que o outro aceite Jesus atracando-lhe na cabeça uma pistola usada contra bandidos e de uso do Estado, num recinto republicano? 

Outro triste mau exemplo é o dado pelo pastor neoliberal e gritão Silas Malafaia. Ele protesta contra a lei aprovada na Câmara Federal, que elimina a violência na educação das crianças. Até  o protesto tudo bem. Ele e qualquer brasileiro tem direito de discordar. O que espanta é a linguagem desrespeitosa do vocacionado a ditador e a dono da verdade. Em desrespeito  a quem pensa diferente dele, deputados/as, educadores/as, psicólogos/as etc, chama o projeto de “palhaçada”, desrespeitando também os palhaços. Como sempre faz, o gritão, rico, poderoso e vendedor de livros teológicos neoliberais, pastor Silas Malafaia, usa a Bíblia para justificar seu desrespeito e vedetismo.   E, como sempre, sem a mínima formação hermenêutica e teológica, arranca textos de seus contextos históricos, lingüísticos e litarários para gritar suas asneiras apregoando a violência contra as crianças. Isso que ele é formado em psicologia, hein? Esse é mais um psicólogo dos muitos que andam por aí que se quer leram as Obras Completas de Sigmund Freud e batem no peito ao afirmar que entendem a alma humana. Esse Silas ainda é pior, porque além de se meter a entendido do psiquismo humano ainda se diz entendido de Deus e seu profeta, levantado por Ele para converter o Brasil. Aí é demais. Somente José Serra, seu ídolo político e neoliberal entreguista para acreditar nele.

Aqui abaixo colo as notícias de que te falei acima. Abraços, meu amigo Saul.


Pastor aponta arma para adepto de candomblé: 'Você tem corpo fechado?


O pastor é sargento do Exército, e o 
condomblecista, seu subordinado

O soldado do Exército Dhiego Cardoso Fernandes dos Santos vivia dizendo ter “o corpo fechado” por ser adepto do candomblé. 

O terceiro-sargento José Ricardo Mitidieri ficou irritado com essa conversa de alardear vantagem. Ele também é pastor da igreja evangélica Comunidade Cristã Ministério da Salvação.

No dia 8 de abril de 2010, Mitidieri resolveu questionar a fé de seu subordinado de uma maneira contundente. Apontou uma pistola 9 milímetros para a cabeça dele:  “Você tem mesmo corpo fechado?”.

Cardoso respondeu que sim. Mitidieri fez a pergunta mais duas vezes e obteve a mesma resposta.

O sargento-pastor pediu então para que o subordinado contasse até três, dando a entender que ia puxar o gatilho. “Um, dois...”

Antes de o soldado terminar a contagem, Mitidieri baixou a arma e comentou: “Não é para você brincar com coisa séria. Você tem de aceitar Jesus.”

Uma semana depois, o sargento pediu desculpas, mas Santos já tinha decidido levar o caso à Justiça. O  MPM (Ministério Público Militar), em defesa do soldado, apresentou à Justiça Militar pedido de condenação de Santos por intimidação e intolerância religiosa.
Sargento evangélico
vai recorrer em liberdade
No começo de novembro deste ano, o STM (Superior Tribunal Militar) manteve a condenação de primeira instância de prisão de Mitidieri por dois meses.

Mas nos próximos dois anos, o sargento-pastor não pode ser preso porque ele conseguiu suspender a execução da pena durante esse período. Enquanto isso, ele vai recorrer em liberdade da condenação.

Com informação de Extra.



 "Lei da Palmada é uma palhaçada"

O pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus Vitória em Cristo, disse estar combatendo a lei que pune pais que batem nos filhos porque ele recomenda os castigos físicos descritos na Bíblia.

A polêmica "Lei da Palmada" foi aprovada na quarta-feira (14) pela Câmara dos Deputados e agora terá de ser votada pelo Senado.

No dia seguinte à aprovação, Malafaia, disse que a lei "é mais uma palhaçada”. Afirmou no Twitter que prefere Provérbios 23:13,14: “Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno”.

Ou seja, para Malafaia, que é formado em psicologia, os pais podem bater nos filhos sempre que julgarem necessário, desde que não os matem.

“Quando o assunto entrar em pauta no Senado, faremos uma campanha para impedir a aprovação dessa lei”, escreveu.


Agradeço ao meu amigo Jornalista Sérgio Barbosa pelo envio dessas matérias.



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