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quarta-feira

HP denuncia: “Gang da mandioca roxa diz que zera pena de Valério se ele incriminar Lula”




Golpistas chantageiam Valério para atacar o ex-presidente Lula

Após condená-lo por mais de 40 anos, agora sinalizam zerar a pena e dar proteção se ele caluniar o ex-presidente.  

Depois de condenar Marcos Valério a mais de 40 anos de prisão no julgamento da Ação Penal 470, alguns integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) junto com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ofereceram ao réu zerar sua pena se ele envolver o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na farsa do "mensalão" e em outras sandices.


Gurgel chegou a dizer abertamente que Valério só será atendido em seu pleito [de delação premiada] "se falar mais". Ou melhor, se aceitar fazer o jogo sujo que a mídia golpista e demais escória querem. Pretendem levar o circo do "mensalão" a outros caminhos obscuros e perigosos. 

Antes de fazer uma viagem estratégica à Alemanha, Joaquim Barbosa insinuou que Valério estaria "blefando". Ou seja, ele deu o recado: quer que o ex-publicitário arme "provas" contra Lula para poder "zerar sua pena". Assiste-se, portanto, a uma chantagem feita em plena luz do dia. O grupo está praticamente obrigando Valério a atacar o ex-presidente Lula, sinalizando para Valério que ele pode se safar da pena de 40 anos se ele concordar com tal manobra. A mídia golpista tangeu o STF durante todo o julgamento da AP 470, impondo a vergonhosa condenação de José Dirceu e José Genoino, e agora repete a mesma coisa tentando atingir a figura do popular ex-presidente. 

A revista Veja foi a primeira a divulgar os supostos "detalhes" do "depoimento" que Marcos Valério teria dado ao procurador. Depoimento esse, é bom lembrar, que deveria, pela lei, ser sigiloso. Marcos Valério e seu advogado teriam se comunicado com o procurador-geral, Roberto Gurgel, em setembro deste ano. A conversa "sigilosa" de Valério foi com o mesmo Gurgel que acobertou cuidadosamente - por mais de um ano - as investigações feitas pela Polícia Federal que apontaram o envolvimento do ex-senador Demóstenes Torres com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Na época, Gurgel disse que não tinha visto indícios de crime do então senador e sentou em cima do inquérito. Depois, quando tudo veio à tona, graças à PF, ele acabou desmoralizado.

Uma materinha no estilo caviloso de Veja publicada no último fim de semana diz que Valério teria declarado em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) que Lula e Gilberto Carvalho foram extorquidos por um empresário que ameaçava relacioná-los à morte do então prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), em 2002. Valério teria sido acionado para levantar recursos para calar a boca do empresário. O ex-publicitário diz que respondeu que "neste caso eu não participo". Ele teria dito também que "sabe" quem levantou os recursos para "calar o empresário".

Ayres Brito, presidente do STF, disse agora que quem vai decidir sobre a delação premiada de Marcos Valério é o procurador-geral. "Com o que temos ainda não dá para decidir", acrescentou. Ayres Britto é o mesmo ilustríssimo que declarou, há dias, que as condenações [dos réus do "mensalão"] lhe deixavam com um "gosto amargo na boca. Gosto de jiló, mandioca roxa, berinjela crua".

Veja, Ayres, Barbosa e Gurgel agem abertamente para que Marcos Valério vá para cima de Lula. Na edição passada chegamos a indagar onde tinha ido parar aquela pressa toda de Joaquim Barbosa & Cia em julgar a AP 470. Tinha que ser antes das eleições. É claro que o "circo do mensalão" foi montado às pressas para interferir no resultado das eleições. Só que não deu certo. De repente, depois que os candidatos afinados com o golpismo e o retrocesso se ferraram nas urnas, os membros do STF já não estavam mais com tanta pressa para seguir com o julgamento.
Apesar disso, não demorou muito a aparecer de novo a ação espúria . Até a viagem de Barbosa, que seria para "tratamento da coluna", agora passou a ser suspeita. O apressado relator "saiu de cena" enquanto outro circo estava sendo armado. Nesse circo, chegaram ao cúmulo de insinuar que o presidente Lula teria participação na morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. É muita insanidade. 

Para dar veracidade à farsa e poder achacar o ex-presidente, o bando fez circular rumores, amplamente repercutidos pela imprensa golpista, de que Marcos Valério estaria sendo ameaçado de morte. Ora. Se ele pode "falar o que sabe" contra Lula, como querem Joaquim Barbosa, Ayres Brito e Roberto Gurgel, quem estaria ameaçando sua vida? Está tudo nas entrelinhas, e também na capa da Veja. Querem atingir Lula de qualquer jeito. Chegam até ao ridículo de oferecer a Marcos Valério a inclusão no "Programa de Proteção às Testemunhas". Valério colaboraria com o plano golpista para incriminar Lula e poderia até sair livre da prisão, recebendo, inclusive, proteção da polícia. Nada mau para quem estava fadado a mofar por 40 anos na cadeia.

SÉRGIO CRUZ

 

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