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sexta-feira

União com os diferentes? É isso possível?



Caros Padres Carlos e Sérgio

Diria a vocês que o encontro do “Grupo Vivência Ecumênica” nesta segunda-feira, noite de 28 de fevereiro de 2011,  no "Centro Cultural  Cara Vídeo", aqui em Goiânia, foi emocionante. Se todos sentiram o que senti então a experiência foi profundamente comovente. Irmãos/ãs  de várias organizações religiosas participaram intensamente do encontro: assembleianos, batistas, luteranos, videiros, anglicanos, católicos romanos, ortodoxos, espíritas e muitos outros. Quando cheguei as pessoas se apresentavam contando suas experiências de fé e suas expectativas ecumênicas. Fui calorosamente recebido por vocês dois e por muitos que conheço desde 2008. Certamente todos se sentiram muito bem acolhidos mais do que em suas próprias casas. Sentirmo-nos bem é marca fundamental para a participação que gera crescimento no relacionamento com os diferentes. 

A palestra da Teóloga-biblista Mercedes sobre a “A dimensão mística do diálogo inter-religioso, acompanhando a situação atual dos países árabes” foi, além de oportuna, muito boa e profunda. Ela tratou do diálogo despojado entre as diferentes religiões. No cochicho que fizemos sentimos as dificuldades e as potencialidades para o diálogo com as diferentes religiões. O desafio da Teóloga foi no sentido de enfrentarmos na prática a questão do relacionamento entre as diferenças, buscando os pontos que nos unem. Embora esse desafio seja grande, até mesmo nas  comunhões  pessoais, devemos construir relações respeitosas e enriquecedoras. Nosso mundo é desfigurado pela violência e pela intolerância e uma das razões das fraturas é a incpacidade de vivenciarmos a compaixão com o diferente.

No encerramento, Pe. Carlos, foste brilhante na exemplificação com tua experiência familiar. Quando estudavas no seminário, contaste, viste, numa volta para casa, o teu pai muito triste e lhe perguntaste da razão da tristeza estampada em seu rosto. Ele te falou que teus irmãos brigaram e não se falavam mais. Que romperam a unidade. Contaste que naquele natal propuseste que “lavassem a roupa suja” e assim o fizeram. Houve choro, mas os dois se abraçaram em sinal de perdão e de retomada da comunhão familiar. Olhaste para o rosto de teu pai e o viste sorrindo. Perguntaste por que ele sorria,  ao que respondeu: “como não sorrir, filho, quando meus filhos e  teus irmãos voltam a se relacionar e a se amar? Concluíste dizendo que nessa noite Deus sorri, que Deus está feliz com nossa união e nos desafiaste a nos abraçarmos como irmãos/ãs, embora com experiências religiosas diferentes.

Pois bem, hoje os árabes lutam para derrubar experiências dolorosas com ditaduras sanguinárias e empobrecedoras de seus povos. Mas é preciso cuidado com os boatos sobre a Líbia e seu líder Moabar Kadaffi. As notícias do PIG (Partido da Imprensa Golpista) no Brasil repercutem e reproduzem cinicamente o que impõe o imperialismo americano. Há uma onda avassaladora de mentiras e  calúnias contra aquele líder do povo libiano. O Estados Unidos confundem a opinião pública misturando Egito e Líbia, como se fosse o mesmo problema. Não é. O ex-presidente egípcio era apoiado pela política de rapina americana contra os povos árabes.  Kadaffi não governa sob os interesses e submissão americanos. Governa para seu povo, buscando desenvolvimento com alto índice de atendimento da saúde pública, educação e de emprego. Há problemas internos na Líbia, é verdade, mas que devem ser resolvidos por seu povo, sem a intervenção bárbara e criminosa dos Estados Unidos, como clama a nossa ajoelhada e traidora mídia brasileira e mundial.

Os árabes sabem muito bem o que os Estados Unidos fizeram intervindo no Afeganistão e no Iraque. Destruíram o que o governo e o povo iraquianos conquistaram em desenvolvimento e justiça social sob o pretexto de levar a democracia para aquele povo. A “democracia” americana quando inervem nas outras nações sempre foi e é o roubo de petróleo e de riquezas. As pessoas bem informadas sabem que os USA estão em decadência há alguns anos. Suas refinarias petrolíferas fecham à razão de mais de 12 por ano. Então eles promovem guerras violentas nos países ricos em petróleos com o objetivo de surrupiar  os bens, empobrecendo seus povos. Obama, infelizmente, amarrado pela direita golpista que o derrotou no Congresso de lá, é grande decepção e leva intacta a política terrorista americana dos governos Buch. Infelizmente seu objetivo é invadir a Líbia, matar muitos do povo e assaltar seu petróleo.  Não nos enganemos.

Por isso, Pes. Carlos e Sérgio, o encontro de segunda-feira, com o conteúdo trabalhado, é um enorme sinal para que aceitemos o desafio da unidade em torno de mais libertação e desenvolvimento cultural, social e econômico para nossos povos, sem a tutela venenosa e diabólica do imperialismo, baseando-nos em análises e informações justas e corretas. 

Creio que no Brasil enfrentamos enorme desafio na construção de nossa soberania e de nossa democracia nas suas múltiplas manifestações. A Presidenta Dilma erra no momento em que sobe os juros e corta 50 bilhões de reais do orçamento nacional para pagar os bancos e diminuir os investimentos sociais em favor de nosso povo.  Os recursos desviados dos investimentos sociais e libertadores da miséria e da pobreza são vultuosos e ameaçam nossa paz. O economista Márcio Pochmann informa que  apenas 20 mil famílias de super-ricos se beneficiam com 70% dos juros da dívida pagos pelo governo com os impostos arrecadados dos trabalhadores e da produção. No ano passado, estes juros chegaram a R$ 200,5 bilhões, dos quais R$ 140 bilhões foram embolsados por esta minoria, que certamente festeja e faz carnaval no exterior, agradecida pela nova resolução do Copom.  Esta política nefasta tira dos pobres para dar aos ricos do pior seguimento da classe dominante, os donos dos bancos e de outros setores especulativos,  segundo a cartilha neoliberal que o povo derrotou nas últimas eleições. Não é a toa que a mídia golpista elogia tanto Dilma, Mantega e Palocci. É de desconfiar quando a raposa elogia o galo: seu objetivo é o de contar com seu apoio para assaltar o galinheiro. 

Forte abraço para vocês e a todos/as os/as participantes do encontro de segunda-feira, Dom Orvandil.

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