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terça-feira

Dilma no Massacre do JN


Por Cléber Sérgio de Seixas

Acabo de assistir à entrevista de Dilma Rousseff no Jornal Nacional. A conclusão a que cheguei foi que o "Casal 20" global tentou a exaustão colar a pecha de autoritária e de títere de Lula na candidata do PT.

Logo na primeira pergunta a tentativa de desqualificar Dilma: "Candidata, o seu nome como candidata do PT à Presidência foi indicado diretamente pelo presidente Lula, ele não esconde isso de ninguém. Algumas pessoas criticaram, disseram que foi uma medida autoritária, por não ter ouvido as bases do PT. Por outro lado, a senhora não tem experiência eleitoral nenhuma até este momento. A senhora se considera preparada para governar o Brasil longe do presidente Lula?". Notem não se dá nome aos bois, apenas se diz "algumas pessoas...".

Em seguida, fizeram com Dilma o inverso que fizeram com Lula até 2002, ou seja, acusaram-na de não ter experiência eleitoral (com Lula o problema era a ausência de experiência no executivo). Em resposta, Dilma apresentou seu extenso currículo.

Na sequência, Bonner insiste na tese da tutoria de Lula sobre Dilma, como se isso aos olhos dos eleitores fosse algo negativo, sobretudo se forem considerados os altíssimos índices de aprovação do governo. Em resposta, Dilma reafirma seu orgulho em ter atuado no governo: "Eu quero te dizer o seguinte: a minha relação política com o presidente Lula, eu tenho imenso orgulho dela. Eu participei diretamente com o presidente, fui braço direito e esquerdo dele nesse processo de transformar o Brasil num país diferente, num país que cresce, distribui renda, em que as pessoas têm primeira vez, depois de muitos anos, a possibilidade de subir na vida. Então, não vejo problema nenhum na minha relação com o presidente Lula. Pelo contrário, eu vejo que até é um fator muito positivo, porque ele é um grande líder, e é reconhecido isso no mundo inteiro."

Posteriormente, Bonner - sempre ele - requenta a tese de Dilma como uma mulher dura e inflexível. O curioso é que após vários atropelos por parte do mauricinho global, a coisa se inverte e o partido ao qual Dilma pertence é acusado de fazer alianças heterodoxas com personagens políticos polêmicos com a família Sarney e Fernando Collor. O telespectador não deve ter entendido nada. Afinal de contas ter jogo de cintura é algo positivo, como se intuia das primeiras perguntas, ou é algo ruim e inescrupuloso, como pretendiam as últimas?

Dilma foi sempre firme nas respostas e, no meu julgamento, saiu-se bem no massacre promovido pelo JN

Ridículo foi ver Fátima Bernardes pedindo para Bonner "dar um tempo" nas interrupções. Na verdade quem saiu massacrado foi o casal global.

Acho que estou sendo otimista demais, mas espero que amanhã com Marina, e com os demais entrevistados nos dias seguintes, haja o mesmo rigor, ou o mesmo massacre, com queiram.
Fonte: Observadores Sociais

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