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sexta-feira

HUMANIZAÇÃO DA CIDADE (IV)


Um olhar crítico nos apresenta um setor habitante e sujeito da cidade que é significativamente participante e injusto. Trata-se do setor médio da sociedade, rotulado de classe média.

Certas sociologias conceituam que há uma classe média. Esta é formada pelos chamados profissionais intelectuais e liberais formados por universidades, mas sobretudo sua mensuração se dá por determinado poder de ganhos e de consumo.

Contudo, esse setor social é falacioso enquanto classe. Na verdade existem somente duas classes: a dos burgueses, proprietários dos meios de produção e a dos trabalhadores, que produzem e de quem é roubada a riqueza. A fantasiosa “classe média” é apenas serventuária da burguesia e nisso se basta e se justifica.

Aí estão os problemas. A visibilidade objetiva da aludida classe média se dá nas pessoas com quem convivemos na cidade. Os indivíduos que compõem esse setor geralmente são egoístas, preguiçosos, autoritários, violentos e alienados.

O egoísmo se manifesta não somente no gosto que têm pelo uso do pronome pessoal “eu”, mas por pensar e agir como centros do universo. Pensam que a mídia fala a verdade quando os chama de formadores de opinião; quando pensam que seus salários podem comprar tudo e a todos; pelo uso que fazem dos chamados confortos oferecidos pelo comércio; quando usam os serviços públicos e instituições pensando que todos são seus empregados; quando usam as ruas da cidade nos seus leitos e calçadas como se fossem suas propriedades particulares; quando, em virtude de sua pobreza de vida social e pensamento coletivo, pensam que são donos da quadra onde moram e da própria cidade; quando seus veículos de transporte estampam sons e escapes em volumes tais que mostram sua estupidez e desrespeito para com os outros. Há coisa mais estúpida do que esses sons em alto volume em carrões de burguês falido e essas motos poderosas dando arrancadas altas horas da noite? Há? Enfim, esse setor social é egoísta e promíscuo moral e socialmente.

Esses indivíduos são preguiçosos e assim o demonstram pela sua falta de leitura, de estudos, de pesquisa, de profundidade etc. Essa doença os leva à vulgaridade no falar: seus discursos são puro lugar comum, sem criatividade e pobres. Mas eles se acham dons da verdade. Claro, verdades deles/as, coitados. Na participam de nada que aprofunde a consciência e melhore o pensamento. Batem no peito e dizem que não gostam de política. Contudo praticam a pior das políticas, aquela dos alienados utilizáveis pela direita e pelos safados da elite dominante. Com essa preguiça monumental esse setor social mais atrapalha do que ajuda. Que a história do Brasil o confirme.

São autoritários em virtude de seu egoísmo e de sua preguiça. Como não são coletivos, não participam de nada que eduque democraticamente, são autoritários e violentos. Suas falas são prenhes de agressões, de violências e desrespeito. Os palavrões que usam no trânsito expressam corpos rígidos, neuróticos e doentes. Usualmente seus palavrões são agressivos, e falam sem olhar quem está por perto, são de conteúdos machistas, racistas e opressivos. Quando alguém reclama explicam que todo o mundo diz isso, que é normal. Bem coisa de quem não estuda, não lê e não participa de nada. Outro exemplo da violência desses perdidos sociais é o modo como estacionam suas drogas de automóveis, geralmente esnobes e luxuosos, mesmo que se afundem em dívidas. Aqui em Goiânia a brutalidade do estacionamento sobre as calçadas chega a ser endêmico, em total desrespeito aos pedestres, geralmente trabalhadores e pobres, de quem esses medianos não gostam e odeiam. Quando alguém reclama esboçam surpresa e não vacilam e derramar seus palavrões, preconceitos e ódios.

São alienados porque se distanciam de tudo o que é da base da sociedade. Seus meios de informação são essa mídia aí, chamada de PIG (Partido da Imprensa Golpista). Também adoram a internet. É triste constatar nas próprias salas de aula (sei bem, sou professor) que os/as alunos/as não passam da “cultura” CTRL +CTRV, pura cópia e cola do Google. Não pesquisam, não lêem, não estudam, acreditam em tudo o que suas rodinhas de alienados lhe dizem. Nos períodos eleitorais não votam, copiam o que a mídia golpista lhes indica. Por isso votaram nos Collor, nos FHC e nos Alkmim da vida. Tratam mal os/as trabalhadores/as e os odeiam. Seus trabalhadores domésticos são mal-pagos e mal-tratados. Os membros dessa dita “classe” crêem piamente que são formadores de opinião. Deus nos livre de suas opiniões. Em 1964 marcharam pelas ruas do Brasil pedindo o golpe militar, o primeiro presidente eleito depois da derrubada da ditadura foi eleito por ela, um corrupto e entreguista, Collor, cuja campanha eleitoral foi encabeçada pela Globo e os comitês eleitorais foram os salões de beleza das dondocas. Não contentes elegeram o maior vendilhão, corrupto e autoritário que o Brasil já teve, esse de triste memória, o FHC. A alienação da tal classe média é triste e sem memória. Ela está por detrás do que de pior aconteceu ao Brasil nesses quinhentos e 9 anos de dominação. A alienação e tão grande que a leva a ser lacaia da burguesia dominante e do imperialismo. Seus indivíduos sofrem da neurose de sonhar diuturnamente em subir para a categoria de elite dominante e do medo de cair para os porões da classe dominada. Sofrem de pesadelos constantes em seus sonhos.

Portanto, a cidade desumana que aí temos é o retrato dessa tal classe média, louca de desejos de ser rica e do medo de ser pobre. Suas moradias são verdadeiros “apartheides” sociais. Tudo tem a marca dos preconceitos, do ódio e do medo dos pobres.

Humanizar a cidade significa educar essa média burguesia. Isso acontecerá, inexoravelmente, apesar de seu espanto e de sua alienação. Evangelização séria e que se preze tem que levar esse fato em conta.

Dom Orvandil: Bispo Cabano, Farrapo e Quilombola.

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