Novo endereço

Este blog mora em outro endereço. Acesse +Cartas e Reflexões Proféticas e divulgue, por gentileza!

Pesquisar este blog

quarta-feira

Humanização da cidade (I)



Dou assessoria ao Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Goiás – SINJUFEGO. Nessa condição tive a alegria participar de recepção e debate com o Vereador Fábio Tokarski, que, a convite da entidade, nos visitou ontem. Na visita tratamos alguns temas: Plano de Segurança Municipal; Participação do sindicato no Movimento Goiânia mais humana, principalmente do seminário sobre desigualdade social, com o Prof. Márcio Pochmann, especialista em desigualdades sociais; Discussão sobre a criminalização dos movimentos sociais.

Sabe-se que Goiânia é uma cidade bonita, com ares modernos. Mas é a cidade com maior concentração de renda do País. Portanto, a desigualdade social aqui é escandalosa. A riqueza é posse de poucos. A consciência da prestação de serviço por parte de alguns profissionais é baixa. No lugar de servir, servem-se do povo, fruto de visão social mesquinha e orientada pela elite dominante. Há setores dos poderes públicos ocupados por serventuários que odeiam o povo, que desprezam os pobres. Ontem ainda alguém brincou, dizendo: “há setores da classe média que odeiam os pobres porque aspiram ser ricos e só pensam nisso.” Esses servidores prestam serviço de baixa qualidade em virtude de seu interesse de classe, e classe dominante. Olham para seus próprios trabalhadores domésticos com desdém, sempre encontrando neles defeitos e tal. Quando, por acaso entram em suas casas o fazem torcendo o nariz, de modo descortês e grosseiro. No trânsito se comportam mal, dizem palavrões ofensivos e desprezam os carros mais usados. Infestam o ar com sua ideologia pestilenta e desumana. São infiéis em suas relações e sem compromisso ético social. A confiabilidade deles é quase nula. São seres humanos cujo olhar não ultrapassa a periferia de seu círculo “umbiguístico”.

Portanto, embora o eixo da humanização da cidade não seja esse, na verdade esse comportamento desrespeitoso e opressor de setores sociais revelam a desumanidade com que a cidade é organizada. Os desafios são enormes e atingíveis. Desde grandes instituições do ensino público construídos para atender a voracidade de setores burgueses tacanhos, até os “haparteides” que separam os pobres dos ricos, passando por um trânsito caótico, priorizando os automóveis de luxo contra os verdadeiros boiadeiros de empresas mafiosas que arrancam a pele do povo usuário do transporte coletivo, superlotando os chamados currais, os tais terminais de ônibus.
Dom Orvandil- Bispo Farrapo, Quilombola e Cabano.

As 10 postagens mais acessadas

Postagens antigas

Seguidores deste blog

Curta e compartilhe

 
Desenvolvido por MeteoraDesign.Blogspot.com | Contato