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quinta-feira

Jovem israelita é corajoso e determinado contra o exército assassino



Nathan Blanc, 19 anos.  Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Antes de tudo cumprimento-a pelo belo trabalho que faz nas redes sociais em defesa da justiça social e da dignidade dos injustiçados. Certamente a amiga é exemplo para milhares de mulheres no Brasil e do mundo. 

Na madrugada desta quarta-feira me deitava para descansar e, como faço regularmente, já na cama olhei meus e-mails pelo celular antes de dormir, pois num movimento de cerca de 20 minutos que faço antes de cair inclinar a cabeça sobre o travesseiro recebo milhares de mensagens de todo o mundo. Para minha alegria eis que caiu a mensagem de sua página com a notícia referente ao jovem israelita que se recusa a ser escravo militar inconsequente do exército assassino de Israel.

Nathan Blanc (seu nome já é revelador. Lembra o profeta Natan da Bíblia, que enfrentou criticamente os crimes de Davi, o idolatrado personagem bíblico considerado messias pelo sionismo israelita), um guri de 19 anos, é uma lâmpada poderosa que ilumina as trevas feitas do sangue derramado dos inocentes por Israel e no Oriente Médio. Nathan se nega a vestir a farda militar e a fazer os juramentos de fidelidade a uma corporação que mata irmãos palestinos. Blanc alega que servir àquela corporação significa afronta aos seus princípios morais, já que a região não vive em democracia. Corajosamente afirmou logo após ser pela oitava vez condenado a 14 dias de prisão em virtude de sua desobediência por razões de consciência: "na nossa região existem dois povos, o israelense e o palestino, mas só nós temos um Estado e um Exército, e nosso Exército serve para subjugar o outro povo".

A atitude profética de Nathan Blanc revela que desde décadas há um forte movimento de recusa a servir à matança praticada por Israel em sua política de terrorismo de Estado, em gritante desrespeito aos direitos humanos reconhecidos pela mesma ONU que o criou.Esse movimento se fortaleceu durante a Primeira Guerra do Líbano, em 1982, quando centenas de soldados, principalmente da reserva, se recusaram a prestar serviço militar no Líbano. Naquela época foi criado o movimento Yesh Gvul (existe limite/fronteira, em tradução livre) que atua até hoje”, informa Guila Flint direto de Tel Aviv. Chama também a atenção o apoio à postura do jovem dado por sua família. Quase adivinho que sua família exerce forte influência na formação consciencial de Blanc, a começar pelo nome do profeta rebelde que deu a seu filho. 

Reitero, amiga Marilza, o enorme significado da coragem ética do jovem israelita. Tal atitude reflete formação, consciência do que é justo e do que é injusto, liberta de racismo e de preconceitos assassinos. 

Sempre reclamei que jovens militares e policiais aqui no Brasil, por exemplo, muitos deles procedentes dos pobres mais injustiçados socialmente, que são tão emburrecidos pela ideologia dominante, que perpassa os treinamentos mosntruosos que recebem nos quartéis e academias militares, que negam suas origens e depois passam a maltratar seu povo e até a perseguir seus membros com enorme autoritarismo e falta de respeito aos seus direitos. 

Falta nesses jovens a coragem e lucidez de Nathan Blanc. Falta-lhes conhecimento e sabedoria sociais. São néscios e paupérrimos no que seja disciplina diferenciada do uso das forças militares para massacrar indefesos em favor dos exploradores.  Disciplina militar é uma coisa, obediência ao terror e ao massacre dos injustiçados é outra. É falta de sensibilidade e de inteligência confundir displina com enxerto fascista e mosntruoso. Nathan será eternamente lembrado por sua ousadia enquanto os dóceis e traidores omissos nunca serão conhecidos nem por seus compatriotas. Estes são comuns e obscurecidos em suas consciências dominadas pela ideologia bandida.

Assim é em tudo. Nas salas de aulas aqui no BRasil contamos com milhares de jovens cegos, surdos e embrutecidos pelo mercado, a quem insensivelmente esperam servir sem conhecimento crítico da realidade. São soldados emburrecidos pela ideologia,  pela intolerância e pelos imperativos do mercado acima dos direitos humanos. Sem consciência consideram a pobreza como doença incurável, como coisa normal e os ricos como lei natural. Para esses soldados do mercado é certo existirem pessoas e povos superiores e pessoas e povos inferiores. Pensam (pensam?) seguir a ordem natural das coisas, sem protestar, sem recusar fazer parte dos crimes contra as garantias da justiça social. Neste ano eleitoral muitos, diante das urnas, elegerão pessoas comprometidas com as políticas brancas, com os interesses centrados no acúmulos de riquezas e nada questionarão, porque não são nem jamais saberão de pessoas tão nobres e belas que gritam, que desafiam a opressão, que expõem o ridículo dos assassinos que matam sem saber e sem nada pensar, como parte dos gatilhos dos que fazem crianças, mulheres, trabalhadores e velhos alvos de suas bombas “normais”.

Obrigado, amiga Marilza, porque através de seu trabalho tive a oportunidade de ser confortado e de me sentir apoiado por alguém tão jovem, mas de gigantesca e  maturidade autoridade moral como Nathan Blanc. Seu testemunho é material de divulgação e sua luminosidade inspira a luta pela desconstrução do paradigma de violência que destrói direitos e dignidades (leia mais aqui). 

Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz.
Dom Orvandil: bispo cabano, farrapo e republicano.

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