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quarta-feira

Sinais dos tempos. Nada é por acaso nem inocente

Envergonhado, Papa fala pela 1ª vez sobre Vatileaks

Envergonhado, Papa fala pela 1ª vez sobre Vatileaks Foto: ALESSANDRO BIANCHI/REUTERS

Escândalo de vazamento de informações sobre corrupção no Banco do Vaticano, desavenças entre cardeais e quebra de confiança na equipe do sumo pontífice abalam igreja mundialmente; "provocaram tristeza em meu coração", disse Bento 16; mordomo Paolo Gabrile e banqueiro Ettore Gotti já estão fora; faxina vai prosseguir?

30 de Maio de 2012 
247 – A presidente Dilma Rousseff, com sua experiência em faxina sobre colaboradores corruptos, bem que poderia ser procurada pelo Papa Bento 16. Neste momento, ele está envolvido em mais um dos históricos escândalos de corrupção e intrigas que, de tempos em tempos, abalam o Vaticano - e o atual é o maior do seu papado, cujas dimensões ainda não se todo conhecidas.

Após a demissão, pela unanimidade dos conselheiros, do até então presidente do Banco do Vaticano, Ettora Gotti Tedeschi, na semana passada, seguida pela defenestração do mordomo pessoal do próprio Papa, Paolo Gabriele, só nesta quarta 30 Bento 16 se pronunciou sobre o assunto. Disse que os acontecimentos "provocaram profunda tristeza em meu coração". Isso, no entanto, pode ser pouco. Não há a menor garantia de que, em razão da renhida luta interna entre cardeais em curso no primeiríssimo escalão da corte papal, cessem os vazamentos de informações sobre corrupção interna, no escândalo que já vai sendo chamado de Vatileaks pela imprensa internacional, numa referência ao site Wikileaks, de Julien Assange.

O presidente do Banco do Vaticano caiu em razão de uma operação  mal explicada de 20 milhões de euros com o banco J.P.Morgan, enquanto o mordomo Gabriele foi demitido sob acusação de ter levado informações secretas a jornalistas. Acredita-se, porém, que ele apenas agia a mando dos cardeais que cercam Bento 16.

Abaixo, noticiário da imprensa internacional sobre o pronunciamento do Papa e a queda de seus colaboradores:

O Papa Bento XVI reafirmou a confiança em seus "colaboradores mais próximos" e destacou que as "hipóteses" que se multiplicam na imprensa italiana após o escândalo do vazamento de documentos secretos "dão uma imagem do Vaticano que não corresponde à realidade".

O Papa, que fez as declarações após a audiência na praça de São Pedro, se referiu pela primeira vez a este assunto que abala o Vaticano e que provocou a detenção na semana passada de seu mordomo, Paolo Gabriele.

"Intensificaram as hipóteses totalmente gratuitas, amplificadas por alguns meios de comunicação, além dos próprios fatos, dando uma imagem da Santa Sé que não corresponde à realidade", completou.

"Quero renovar minha confiança e meu alento a meus colaboradores mais próximos, que diariamente me ajudam com silenciosa fidelidade a cumprir com meu ministério".

Os acontecimentos, disse o papa, "provocaram tristeza em meu coração", mas "a Igreja está guiada pelo Espírito Santo" e o "Senhor jamais a privará de sua ajuda para apoiá-la".

O escândalo batizado de "Vatileaks", com o vazamento para a imprensa de documentos confidenciais, gerou uma crise na Santa Sé. Paolo Gabriele, mordomo di Papa, é suspeito de ter divulgado os documentos.
Vaticano nega

O Vaticano negou na segunda-feira, em meio à maior crise no pontificado de Bento 16, notícias de que cardeais seriam suspeitos em uma investigação sobre o vazamento de documentos, num caso que já levou à prisão do mordomo do papa.

De acordo com a imprensa italiana, o mordomo Paolo Gabriele era apenas um leva-e-traz numa disputa de poderes na Santa Sé. O escândalo estourou na semana passada, quando, em questão de dias, o chefe do banco do Vaticano foi repentinamente demitido, o mordomo foi detido por acusações de furto de documentos, e foi publicado um livro apontando conspirações entre os cardeais.

Os documentos vazados para os jornalistas denunciam corrupção no vasto relacionamento financeiro entre a Igreja e empresas italianas.

Embora negando a veracidade dos relatos, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse numa entrevista coletiva que "isso é naturalmente algo que pode afetar a Igreja, e testar a confiança nela e na Santa Sé".

Uma fonte anônima e responsável pelo vazamento de alguns documentos disse que o mordomo está sendo usado como bode expiatório, porque a Igreja não ousa implicar os cardeais responsáveis pelos vazamentos.
"Há vazadores entre os cardeais, mas o Secretariado de Estado não podia dizer isso, então prenderam o servidor, Paolo, que estava só entregando as cartas em nome de outros", disse uma fonte ao La Repubblica.
Ao La Stampa, o responsável por um dos vazamentos afirmou que o objetivo das denúncias é ajudar o papa a erradicar a corrupção.

O Secretariado de Estado, órgão administrativo do Vaticano, é comandado pelo cardeal Tarcisio Bertone, poderoso braço-direito do papa, e o escândalo parece envolver uma disputa de poder entre seus aliados e inimigos, evocando as conspirações renascentistas na Santa Sé.

Lombardi negou que "qualquer cardeal, italiano ou não, seja suspeito". Ele acrescentou que o papa está sendo informado do assunto, e que "continua no seu caminho de serenidade, na sua posição de fé e moral que está acima da refrega".

Carlo Fusco, advogado do mordomo, disse que ele está "muito sereno e tranquilo", e que pretende colaborar com as investigações.

Presidente do Banco do Vaticano é destituído, confirma Santa Sé

Cidade do Vaticano, 24 mai (EFE).- O presidente do Instituto para as Obras de Religião (IOR) - conhecido como Banco do Vaticano -, Ettore Gotti Tedeschi, foi destituído nesta quinta-feira pelo Conselho de Supervisão da entidade, confirmou o escritório de imprensa da Santa Sé em comunicado.

A destituição do dirigente italiano, de 67 anos, foi decidida por unanimidade pelos membros do Conselho de Supervisão, "por não ter desenvolvido várias funções de primeira importância para seu cargo", acrescenta o comunicado.

"Durante uma sessão ordinária deste Conselho de Supervisão do IOR, realizada em 24 de maio de 2012 às 14h, este conselho adotou uma moção de censura contra o presidente Gotti Tedeschi e pediu o fim de seu mandato como titular e membro do conselho", assinalou o IOR em comunicado divulgado pelo escritório de imprensa.

Os membros do conselho de supervisão do IOR - prossegue o comunicado - "estão entristecidos com os eventos que levaram ao voto de censura, mas consideram que esta ação é importante para manter a vitalidade do instituto".

O IOR, ressalta a nota, "olha para frente" e já busca um novo "e excelente presidente que ajude a recuperar eficazes e amplas relações entre o IOR e a comunidade financeira baseadas no mútuo respeito dos padrões bancários internacionalmente aceitos".

Nesta sexta-feira haverá uma reunião da comissão cardinalícia que controla o IOR para analisar a decisão do conselho e decidir os passos a seguir.

Gotti Tedeschi está sendo investigado pela procuradoria de Roma desde setembro do ano passado por suposta violação das normas sobre a prevenção da lavagem de dinheiro. Junto a ele também é alvo de investigações o diretor-geral do IOR, Paolo Cipriani.

A procuradoria indaga duas operações bancárias que previam a transferência de 20 milhões de euros à JP Morgan de Frankfurt e de outras três entidades à Banca del Fucino.

Segundo os investigadores, os dois dirigentes do IOR não forneceram as informações necessárias impostas pela normativa contra a lavagem de capitais.

O IOR, com sede na Cidade do Vaticano, foi fundado pelo papa Pio XII em 1942 e tem personalidade jurídica própria. No início dos anos 1980, o banco vaticano se viu envolvido no escândalo da quebra do Ambrosiano, de Roberto Calvi, que se enforcou debaixo de uma ponte de Londres em 1982. O IOR foi reformado em 1989 pelo papa João Paulo II.

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