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quinta-feira

Análises e posições políticas (II)

Senadora e candidata Marina Silva
No dia 11 de maio deste ano redigi o primeiro texto com o objetivo de analisar as propostas e projetos políticos, econômicos e ideológicos, em debate e em disputa eleitoral no Brasil, principalmente à Presidência da República. Como se percebe, a questão é muito séria e complexa, transcendendo em muito a noção de mera competição entre simpatizantes e antipatizantes desse/a ou daquele/a candidato/a. A luta ultrapassa os limites imprecisos de filiação e afetos partidários. A razão nos pede reflexão madura, serena e inteligente, para além das borrascas emocionais. Mais do que nada e do que nunca o que está em jogo é o Brasil. Indiscutivelmente, as eleições aqui nesse ano incidirão sobre o mundo. Para essa modesta análise convido-te a pensarmos um bocadinho sobre a Senadora Marina Silva e seu papel como candidata à Presidência da República do Brasil. Seu partido a lança oficialmente hoje.
1. Do ponto de vista pessoal
A Senadora Marina é excelente pessoa, sem dúvidas. Sua história pessoal indica que ela é vencedora. Alfabetizou-se aos 16 anos e não parou mais de estudar, desembocando em curso superior. É mulher exemplarmente brasileira. É excelente esposa e mãe afetivamente educativa. É Senadora da República e foi Ministra do Meio Ambiente do Governo Lula, demonstrando sua inspiração amazonense de carinho pelo sistema ecológico. É membro e missionária de uma das Igrejas Assembléias de Deus. Dá bom testemunho de fé como missionária e pregadora. Sua Igreja é uma das maiores denominações pentecostais brasileiras, gozando de enorme respeitabilidade moral e social. Pessoalmente admiro muito sua igreja. Conheço alguns de seus ministros, tenho alguns como colegas de docência e outros tantos como alunos. São pessoas honradas, honestas e trabalhadoras. Contudo, na condição de prestadora de serviço pública  e militante política, Ministra de Estado, Senadora e candidata a Presidente ela ultrapassa as esferas pessoais para se jogar no universo político e social, onde estão em jogo o poder e os projetos nacionais. Nesse vasto campo ela não pode fugir da análise num terreno minado de riscos e perigos de erros.
2. Do ponto de vista partidário
Marina foi petista desde sempre e como tal fazia parte da base do Governo Lula. Nessa condição tornou-se ministra de Estado. Seu partido fazia parte da base com outro ministro, além dela. No interior do governo há muitas lutas internas provindas do poderoso jogo de interesses atuantes na sociedade e das tensões nacionais. Como ministra do Meio Ambiente defendia determinado projeto ambiental para o Brasil. No fragor da luta ela perdeu espaço, foi derrotada e se demitiu do governo. Há sinais de imaturidade e ingenuidade política da ex-ministra, que foi incapaz de negociar tática e estrategicamente os interesses da Nação naquele momento, sucumbindo em questiúnculas menores. Tomou-se de mágoas, desfiliou-se do PT e filiou-se ao Partido Verde, de Fernando Gabeira. Fica a marca da traição.
Ao filiar-se ao PV Marina alia-se a um campo impreciso, sem projetos claros e nacionais, com um discurso romântico e diluído sobre meio ambiente. Sua gelatinosa proposta de desenvolvimento sustentável é imprecisa, como se o Brasil fosse somente matas, rios, mares e campos. Além disso, pesam sobre Marina o juízo de que preferiu fugir de um projeto maior e mais amplo, com perspectivas de mais desenvolvimento com distribuição de renda e empregos, para se aliar a grupos altamente suspeitos, que previligiam ONGs etc e de marcas diabólicas de destruição de nossa soberania em passado recente. Sinais indicam que sua ida para aquele partido se deu por inspiração e articulação do ex-governador de São Paulo, José Serra. A engenharia desse era a de fazer com que Marina se tornasse contra-ponto de Dilma e arrebanhasse votos populares, forçando o segundo turno em favor de Serra, dividindo a base de apoio da outra candidata. Ora, sabemos que o tucano representa outro projeto totalmente contrário ao que Dilma e Lula significam. No Rio e em outros lugares do País o partido atual de Marina se aliancia com o Partido de Serra e com os Democratas, também do campo político e apoiador de do ex-governador de São Paulo. Não tem nenhuma experiência de governo, mantendo muito mal apenas um prefeito em Rio Grande do Norte. Fernando Gabeira será candidato de Marina no Rio em aliança com o PSDM de Serra. Como disse Jesus, “pelos seus frutos os conhecereis”. A quem servirá Marina como candidata a Presidente?
3. Papel de Marina nessas eleições
O tabuleiro lógico aponta Marina como colaboracionista de Serra e da direita no Brasil. Talvez em seu santo coração ela ore e sinta que é chamada a construir a terceira via entre Dilma e Serra, plena de boas intenções. Contudo, estudos de ciências políticas provam que na América Latina a chamada terceira via, percorrida inclusive por cristãos, sempre desembocou na direita e nas traições patrióticas, nacionais, democráticas e populares. Isso foi tão grave que alguns transeuntes da terceira via chegaram a apoiar pessoal e politicamente as ditaduras criminosas e cruéis que infestaram nossa América Latina. Muitos patriotas foram torturados e mortos em virtude da oscilação da terceira via.
Ora, pelas leis da física e social não há como existir terceira via. Como diz Juan Luis Segundo, a terceira via segue a lei da inércia.  Não tem vida própria. Sempre o peso, o volume e a velocidade do maior atraem o menor. Quando houve o massacre nacional e democrático pelo imperialismo americano, que usou as ditaduras para se impor, a social democracia – a chamada terceira via - aliou-se ao “vencedor” ditador. No caso eleitoral, se Serra fosse o preferido Marina se aliaria a ele. Ela jamais apoiaria Dilma, pois se o quisesse não sairia de sua base de apoio. Portanto, não há ilusões a respeito de Marina. Votar em Marina é votar em Serra.
4. Conclusão
Sinceramente penso não demonstrar má vontade com a candidata Marina, mas analisar sua participação nessas eleições e o papel que se propõe a exercer. Nesse caso não há como considerar suas boas intenções ou ingênua boa fé nem de seus apoiadores. Objetivamente Marina compromete-se a praticar missão má e atentatória aos interesses e necessidades de nosso País e de nosso povo. Ela é quinta coluna na tentativa de recuperação do neoliberalismo que desastrou nossa economia e política nacionais. A direção de seu partido é comandada por infelizes neoliberais.  Sua tarefa é permissiva e triste. É certo que enganará a muitos, mas para os que analisam a realidade objetivamente dói ver uma mulher brasileira trilhando um caminho traiçoeira, eivado de lágrimas e sangue.
Que triste, irmã Marina. Que triste!

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