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quinta-feira

MST começa Abril Vermelho com invasões em quatro Estados

Não obstante a linguagem preconceituosa da classe dominante e atrasada, a matéria desse jornal, abaixo, mostra a cores os movimentos que os/as trabalhadores/as promovem em favor de avanços nas questões sérias da reforma agrária. Sabemos que o universo rural brasileiro encontra-se nas mãos de uma minoria anti-patriótica, atrasada, insensível, desumana, egoísta e perversa. Portanto, o MST não age invadindo terras dos outros, mas ocupa e pressiona a favor de transformações que se fundem na justiça quanto a distribuição de terras, de financiamento, de educação, infra-estrutura etc, no trabalho rural, na produção planejada de alimentos e no respeito ecológico..

Devemos apoiar o MST e não crermos nas mentiras de setores dominantes que ideologicamente falseiam informações e buscam criminalizar esse movimento. É necessário que se atente para as mentiras veiculadas diariamente pela mídia conservadora, tanto por tv, jornais e revistas, que incentivam a criminalização dos movimentos sociais, reclamando ações policiais ao invés de atitudes políticas justas a favor das pressões que o povo faz. Vide o mau exemplo da governadora Yeda Crucyus no meu RS. Ela pratica política policialesca e genocida contra os movimentos sociais.
Dom Orvandil: Bispo cabano, farrapo e quilombola.

Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária marca os 13 anos do massacre de Eldorado dos Carajás
Carlos Mendes, Angela Lacerda, José Maria Tomazela e João Naves, de O Estado de S. Paulo
BELÉM, RECIFE e SOROCABA - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começou seu "Abril Vermelho" nesta quarta-feira, 15, com invasões e protestos em três Estados. A Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária marca o aniversário de 13 anos do Massacre de Eldorado de Carajás, no Pará, quando 19 trabalhadores foram mortos por policiais militares no dia 17 de abril de 1996.

No Pará, uma marcha reuniu 500 agricultores sem-terra em Belém e outros 900 protestaram em Eldorado dos Carajás para lembrar o massacre. Em Pernambuco, o MST realizou mais duas ocupações de terra, somando três no Estado esta semana. Em São Paulo, cerca de 200 integrantes do movimento invadiram, na noite da última terça-feira, a fazenda São José, em Marabá Paulista, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado de São Paulo.

Cerca de 300 sem-terra protestaram contra a morosidade da reforma agrária em Mato Grosso do Sul na frente do prédio do Incra em Campo Grande

Pará

A invasão de fazendas, prevista na pauta do MST, começou na madrugada da última terça em uma das áreas pertencentes à Agropecuária Santa Bárbara, empresa do grupo do banqueiro Daniel Dantas. Segundo nota da empresa, um grupo de invasores expulsou das casas do retiro Jandaia, localizado dentro da fazenda Maria Bonita, dezenas de funcionários e suas famílias, ameaçando de morte quem se atrever a voltar.

A invasão, segundo o MST, foi um protesto contra decisão da Justiça de manter presos doze integrantes do movimento por porte de armas de fogo e formação de quadrilha. Eles são acusados de assaltar, dez dias atrás, motoristas que trafegavam pela rodovia PA-150. "O que está havendo é uma criminalização dos movimentos sociais que lutam pela realização da reforma agrária", argumenta o coordenador estadual do MST, Ulisses Manaças. Para ele, a impunidade dos matadores de sem terra também contribui para o aumento da violência no campo.

Com números levantados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) nas mãos, Manaças observa que 1.493 lavradores foram mortos entre 1985 e 2007, mas somente 71 pistoleiros foram condenados e 49 absolvidos. Outros 19 mandantes de crimes foram condenados, embora nenhum deles esteja na cadeia. De acordo com o líder do MST, isso representa a "consagração da impunidade".

Sobre a morte de 19 sem terra, que nesta sexta-feira completa 13 anos, ele lamenta que ninguém esteja preso. O MST diz ainda que a reforma agrária do presidente Lula é um fracasso. O plano do governo federal, segundo ele, estabeleceu o assentamento de 550 mil famílias, porém só conseguiu dar terra para 163 mil. O governo diz que os números do MST estão "equivocados", mas não informou quantas famílias foram até agora assentadas.

Pernambuco

O MST realizou mais duas ocupações de terra em Pernambuco - totalizando três nesta semana - dentro da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Uma das novas áreas ocupadas, a Fazenda Santa Cristina, de 180 hectares, pertence à prefeitura do município metropolitano de Vitória de Santo Antão. A propriedade, de acordo com o secretário municipal de Agricultura, Roberto Bezerra, estava sendo reservada para negociações com indústrias que tenham interesse em se instalar no município - a exemplo da Sadia, que inaugurou fábrica no dia 23 de março com a presença do presidente Lula. Ele não descartou, porém, a possibilidade de negociação com o MST e o com o Incra em reuniões que começam a ser realizadas ainda nesta semana.

A gestão anterior de Vitória de Santo Antão havia doado 20 hectares de uma área próxima, pertencente ao engenho Bento Velho, também da prefeitura, a 20 famílias ligadas ao MST que viviam acampadas nas margens da BR-232. As famílias foram beneficiadas individualmente. Com a ocupação da Santa Cristina, o MST visa a pressionar a desapropriação da área para reforma agrária.

A outra área ocupada foi a Fazenda Pernambuco, no município de Inajá, no sertão, a 295 quilômetros do Recife. Na segunda-feira a jornada teve início com a invasão do engenho de cana-de-açúcar General, que pertence à Usina São José, em São Lourenço da Mata, na região metropolitana. De acordo com o MST, cerca de 400 famílias participaram das três ocupações. A jornada vai até esta sexta-feira. O movimento abriga cerca de 140 acampamentos e 187 assentamentos no Estado, de acordo com a assessoria de comunicação do MST-PE.

São Paulo

Cerca de 200 integrantes do MST invadiram, na noite de terça-feira, a fazenda São José, em Marabá Paulista, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado de São Paulo. De acordo com o coordenador regional Valmir Rodrigues Chaves, a ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas.

A Polícia Militar confirmou a invasão e informou que o proprietário, José Teixeira dos Santos, entrou com pedido de reintegração de posse no fórum de Presidente Venceslau, sede da Comarca.

Mato Grosso do Sul

Além de protesto em Campo Grande, os sem-terra protestam em Dourados, ao sul do Estado e a 220 quilômetros da capital. "Faltam moradias dignas, estradas, água potável em muitos assentamentos. Temos ainda centenas de famílias vivendo em barracas de lona plástica, aguardando ordens para serem assentadas em terras já adquiridas pelo Incra", afirmou coordenador do MST, Márcio Bissoli.
Fonte: Jornal o Estado de São Paulo

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