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sexta-feira

RESPOSPOSTA ÀS PROVOCAÇÕES DE DOM VITÓRIO

RESPOSTA A DOM VITÓRIO PAVANELLO


1. Tomei conhecimento, muito surpreso e estupefato, da comunicação oficial aos católicos romanos da Arquidiocese de Campo Grande, publicada no dia 25 de julho, pela imprensa local.de imposição do arcebispo.

2. De acordo com o temperamento e estilo do Arcebispo, o texto exala agressividade típica de quem se julga dono absoluto da verdade. Estribado nessa arrogância, Dom Vitório condena a instalação da Igreja Católica Carismática em Campo Grande e assim vilipendia, acremente, a pessoa de seu novo bispo, responsável pela mesma nesta cidade, no Centro Oeste e no Sul.

3. A esse quadro de peleja queremos opor uma reflexão serena e benevolente.

3.1. Antes de mais nada, seja destacado que a Igreja Católica Romana não é, tal como assegura Dom Vitório, “a verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Para isso ela ainda necessita de muita purificação.

3.2. Por quê não é a única verdadeira? Antes do mais porque ela se distanciou bastante do projeto original de Jesus que afirma: “O meu reino não é deste mundo”(Jo 18,36).

3.3. De fato, a Igreja Católica Romana de hoje é produto de uma defecção histórica. Ela assimilou e reproduz, em sua estrutura organizacional, a monarquia medieval. Ela fez do papa um príncipe mundano. Ele é o rei do Estado do Vaticano. Possui representação diplomática no mundo todo. Por sua vez, o Bispo é um barão que desfruta de um feudo ou diocese, sendo os sacerdotes seus vassalos.

3.4. Pois bem, onde fica o projeto original de Jesus Cristo que nasceu, viveu e morreu na pobreza, dizendo que era rei mas não deste mundo e por isso não revestido dessa pompa da monarquia? Eis porque a Igreja não pode conflitar com a original.

3.5. Apenas, de leve, passo a demonstrar outra dimensão da atual Igreja Católica Romana que fere frontalmente o projeto original de Cristo que fez da “Unidade interna” a característica essencial de sua Igreja. A atual Igreja Romana é composta de grupos ou instituições autônomas. Assim os Salesianos, os Franciscanos, os Capuchinhos, os Redentoristas etc. Tais organizações, que a integram, gozam do privilégio de serem independentes financeiramente. O patrimônio dos Salesianos nada tem a ver com o dos Franciscanos. Assim, grupo rico convive ao lado do grupo pobre, sem ajudá-lo. Isso resulta, historicamente, da Idade Média, quando os feudos eram independentes dentro do mesmo conjunto político.

3.6. Ora, que “unidade" é essa? Pelo visto, falar que a Igreja Católica Romana é “verdadeira” equivale a um prurido verbal. Só quem ignora a história eclesiástica afirma o que Dom Vitório ensina.

4. Não admira então que dentro da Igreja Católica Romana surgem pessoas lúcidas que discordam, com fundamento, dessa insolente agressividade de Dom Vitório, que condena quem discorda das corrupções estruturais infiltradas na Igreja Católica Romana.

5. Ao invés, a Igreja Católica Carismática busca retorno ao projeto original de Jesus Cristo, que era marcado pela unidade interna e pela anti-monarquia mundana, opressora, desumana e injusta.

6. Eis quanto, no momento, julgamos oportuno esclarecer. Quando os fatos e manifestações exigirem voltaremos a novas reflexões.

+ Dom Orvandil M. Barbosa
Bispo Diocesano da ICC do Centro Oeste e do Sul.

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