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terça-feira

Tempos de ódios, de desafios e de esperança, apesar dos profissionais da desgraça



Queridíssima amiga Elisabete Prado Oppliger

Por gentileza, minha amiga, não me toma como desidioso e desatento ao demorar em responder teu grande gesto de gentileza ao meu escrever longa e linda carta. Ocorre que fui abatido desde há uns 20 dias de problemas de saúde que me desanimaram muito fisicamente. Busquei atendimentos médicos, sendo maltratado por uma coxinha e, depois, muito bem abordado por um competente jovem médico, que parece acertar em cheio o meu problema ao me pedir exames rapidamente e me diagnosticar adequadamente. No sábado, depois de uma manhã inteira de trabalho em sala de aula, quase desmaiei na sala da direção. No domingo também, depois de um encontro com a direção da Ibrapaz, me senti muito fraco. Só me recuperei na segunda-feira à noite. Sentia-me tão mal que baixei minha produção aqui no blog, onde vivo a grande paixão de escrever, denunciar e apontar soluções para as grandes injustiças que abalam a humanidade e o planeta. Agora me sinto novamente ótimo. 

Tua carta, Bete (que reproduzo abaixo), causou-me profunda emoção e até acho que ajudou a me derrubar na saúde, porque eu me sentia frágil e não pelo impacto do que me disseste. 

Nela identifico a grande mulher que sempre vi em ti. Ao acompanhares teu marido nos longínquos pastorados pelos interiores quase abandonados do Rio Grande do Sul, sempre o fazias não como uma “esposa” de pastor apenas, mas na condição de uma mulher sensível e inteligente em relação aos problemas sociais. Em Alegrete fizeste contato com uma cidade espremida entre fazendeiros reacionários, proprietários egoístas de grandes extensões de terras, tanto que a minha terra natal era o maior território agrário do País, com toda a concentração de terras em poucas mãos, e uma população pobre e sem perspectiva de crescimento pela falta de empregos e de educação. Lembro-me de um trabalho de vocês com os pobres lá no fundo da Vila Nova. Depois reecontrei-te em Ijuí, quando chegamos a esboçar um projeto de atuação social. Infelizmente não prosseguimos em virtude das perseguições que sofri pela ditadura e seus capachos. Durante umas 5 vezes fui perseguido quando ia à colônias agrícolas no interior de Cruz Alta, em atendimento pastoral. Militares em trajes civis misturavam-se às comunidades para me espionar. Outras vezes fui metralhado quando dirigia de volta à cidade, passando por muitas dificuldades para escapar de atentados. Numa dessas atropelei um galinheiro e matei muitas galinhas passando de carro sobre elas, em fuga. Parecia filme de ação. No outro ano fui transferido para Santa Maria para ser preso lá e condenado a dois anos e seis meses de cadeia, com base na lei de segurança nacional, aquela que protegia os interesses das multinacionais, por um tribunal militar espúrio. Com isso muitas pessoas se afastaram de mim, temendo que eu fosse o que a ditadura pintou de mim ao me caluniar pela mídia, desde aquele tempo já muito safada. 


Comentas em tua carta das decepções sofridas com a igreja. Identificas o bispo que cometeu a “cachorrada” de pressionar teu marido a assinar um documento abrindo mão do ministério.  Concordo com tuas críticas à igreja, minha amiga. O que aquele bispo fez é típico da conduta de igrejas que se afastaram do projeto de Jesus para se tornarem instituições em si mesmas. Esse mesmo bispo foi absurdamente oportunista quando fui preso. Ao ser interrogado na polícia federal, totalmente transformada em apêndice da ditadura, a mídia divulgou muito nacionalmente o caso. O tal procurou tirar a máxima vantagem para mostra-se, de modo a cometer o escândalo de aparecer fazendo festa com o delegado que me mandara prender. Invés de me defender de modo digno e indignado, apareceu na televisão rindo e festejando com o inimigo. Incrível.


As igrejas de modo geral não guardam nenhuma relação com o que Jesus propôs. De um lado, bispos vendem a alma ao diabo ao lado dos poderosos e neoliberais, como aqui em Goiás, por exemplo. Muitos religiosos optaram pelo caminho moralista e da direita. Sua presença social é escárnio ao progresso e democracia sociais. Apegam-se a questiúnculas do sexismo como bandeiras mesquinhas sem sentido, enquanto milhões de pessoas sofrem escravidões e injustiças.  De outro, assaltam o povo com pesados dízimos em favor de negócios volumosos na compra de TVs, aviões, fazendas e até propriedades no exterior. Poucos são cristãos em meio às igrejas. Talvez por isso cresça o número de cristãos sem igrejas. Portanto, tua revolta nesse sentido tem significado e merece respeito. 


Certamente me perguntarias: mas tu não és bispo de uma igreja? Sim, sou. Mas procuro não concentrar a ação em volta da igreja, mas do projeto de Jesus. Aí as perspectivas são imensas e ilimitadas. Aí o caminho da cruz é certo como também o é o da ressurreição que dignifica as pessoas na luta pela libertação das injustiças. É aí que procuro trilhar. Quem se aproxima de mim procurando ser igreja tradicional, voltada para “celebrismos” egoístas e preguiçosos de quem vai à missa e pensa que a missão é concluída, perde seu tempo, como alguns já perderam e se mandaram ao encontro da acomodação e da preguiça alienadas. 


Escreveste tua decepção com os partidos e colocas todos na vala comum da corrupção. É preciso fazer críticas sérias aos partidos. Tens razão. Mas é preciso cuidado com essa questão da corrupção. Esse discurso tem muito da direita. Os assaltantes de direita e neoliberais é que historicamente usaram e usam partidos e os aparelhos de Estado para interesses privados. Eles são essencialmente produtivos de corrupção. Esses desgraçaram o Brasil desde a invasão promovida desde a Europa Colonial através de Pedro Álvares Cabral (eta sobrenome triste!). Quanto a esquerda penso que merece críticas por não desempenhar o papel de mobilização do povo para avançar no desenvolvimento e nas conquistas de bandeiras históricas que o Brasil precisa. Confundir partidos com governo e confundir apoio ao projeto federal com o não pressionar e mobilizar o povo criticamente por mais avanços sim, isto sim, pode significar a corrupção da estagnação, que trai os sonhos e necessidades de justiça social. Mas quanto ao discurso feito pela Globo, pela Veja e outros órgãos da mídia que pressionam o STF a punir líderes por crimes que não são provados nem cometidos, isto sim é corrupção. Ser ingênuo quanto a isso é beber da mesma corrupção. Portanto, desanimar da luta política através dos partidos e das organizações populares só ajuda a direita a corromper mais e mais. Agora mesmo os Estados Unidos ameaçam concretamente bombardear a Síria, com puro interesse imperialista em destruir as conquistas democráticas lá levantadas e fortalecidas. As calúnias vergonhosas contra o Presidente Bashar Al-Assad se constituem no mesmo método sujo usado contra o Panamá,  o Iraque, a Líbia e outros, de desmoralização internacional das lideranças do povo para enfraquecê-las com o objetivo de invadir militarmente seus países. Ninguém aqui no Brasil se movimentou para puxar o povo para as ruas em protesto contra mais essa barbaridade. Alguém, Bete, duvida que isso um dia será feito contra o Brasil do petróleo, do pré sal e da Amazônia? Nossos partidos de esquerda estão aí acomodados à espera que de que o traidor Barack Obama se converta e seja bonzinho. 


Agora mesmo os maus médicos, os vergonhosos e mal educados médicos brasileiros, dão vexame mundial contra a contratação de médicos estrangeiros, principalmente cubanos, que os coxinhas burgueses odeiam. Os playboys e coxinhas querem vida boa para enriquecer-se em cima das doenças e mortes das pessoas nas grandes cidades. Não querem trabalhar onde o povo mais precisa. Sabes por que isso, Bete? Porque são vazios de consciência política, que se adquire na militância, na luta através dos partidos engajados na construção democrática pela soberania nacional e pelo desenvolvimento. Os vagabundos e preguiçosos não querem isso, porque teriam que trabalhar. 


Aqui há um ponto que me desperta interrogação: além da alienação política, que outros fatores endurecem tanto os estudantes de medicina? Penso que uma das razões é a própria academia, o mau exemplo de seus professores. Que gente fria e insensível esse pessoal da academia, principalmente das universidades públicas, as sustentadas pelo Estado com o dinheiro do povo. Os professores se doutoram no exterior e aqui mesmo e logo estampam seus títulos de doutores com a maior vaidade e arrogância, em nome da razão e da ciência. Daí a primeira mudança anatômica que providenciam é nos seus narizes: empinam-nos de tal forma que sua visão é atrapalhada pelos obstáculos criados por seus narizes e queixos voltados para cima e por sobre tudo e todos. Aprovados em bancas examinadoras correm a providenciar placas de DOUTORES para pregar nas portas de suas salas nas universidades. Ao darem aulas esnobam conhecimentos embolorados por serem distantes ou alheios à realidade.


Outro fator que move a formação de médicos arrogantes e alienados é a falsa visão de profissional. Os coxinhas aprendem que os médicos devem ser profissionais. Isto é, antes de tudo o que importa é ser profissionais da saúde. Ora, profissionais não são militantes da saúde, mas servidores das indústrias farmacêuticas, dos hospitais e dos laboratórios. Sua postura é a dos engomadinhos sem alma. Afirmam que não entendem nem gostam de política. Claro, isso implicaria comprometer-se com os direitos humanos, com os problemas sociais das comunidades. E isso profissional não faz, para não atrapalhar os lucros que busca para enriquecer com as doenças. 


Quanto aos meus amigos ou ex-amigos que se afastaram de mim, que me negam audiência e até mentem que viajam para não encontrar comigo é fato, minha amiga. Jamais me referi a ti. Nem poderia. Não fazes parte dessa laia de covardes, que só quer vida boa e tem medo enorme de ser vista ao lado de um lutador. Pelo contrário, se fosses composta do material de tão baixa qualidade que compõe a covardia desses almofadinhas jamais me escreverias através do Facebook. Os covardes não fazem isso. Eles, aliás, nem e-mails não enviam de tão medrosos que são. Lembro-me de um que cessou de me enviar e-mails alegando que não sabia onde isso poderia parar. O sujeito só não era mais pusilânime por que era obrigado a encontra-se comigo em público nas visitas episcopais e nas reuniões do clero. 


Finalmente, tenho-te como uma heroína. Meu Deus, quanto sofrimento minha amiga. Mas soubeste aproveitar a viagem para a Suíça e estudar. Tuas sensibilidades social e humana não desmaiaram com o sofrimento, pelo contrário. Gostaria muito de contar contigo na Ibrapaz no sentido de que abrisses um capítulo aí no Paraná. Tenho convicção de que tocarias seriamente esse projeto. 


Obrigado pelo diálogo que abriste ao me escreveres publicamente. Não desanima. Não tens esse direito. Ainda bem que não caíste nas águas traiçoeiras dos que traíram a história de tua igreja metodista e se bandearam para um pentecostalismo alienado e uma teologia rasa chamada de prosperidade. 


Escreve sempre que quiseres. Este blog é teu, também.


Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz.
Dom Orvandil: bispo cabano, farrapo e republicano.



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18 minutos próximo a Maringá, Paraná

Meu Amigo Querido,

Deixe-me justificar em meu silencio e anonimato; sei q. não é necessário, mas gostaria de dizer-lhe, pois nos desertos da vida existem tb. riquezas e ai de mim se não as tivesse encontrado e mtas vezes me satisfeito c/ elas.

Qdo leio seus textos (e os faço diariamente) me encanto maravilhada, da mesma forma q. me encanta um novo botão de rosa q. se abre em meu pequeno jardim (hábito q. sempre trouxe comigo - transformar em jardim qualquer pedacinho de terra q. esteja dentro dos "limites de minha casa" - não me importam as pedras q. tenho q. retirar, as ervas daninhas existentes, a aridez do solo... c/ minhas próprias mãos e c/ os recursos mais simples q. disponho, tenho transformado mtos pedacinhos em jardins.)

Estou colando aqui, trecho de sua ultima postagem em minha página - "Conto com amigos/as maravilhosos/as na lista do Facebook. Uns são tímidos e morrem de medo de se declarar a amizade para não serem identificados com alguém que se posiciona tão fortemente ao lado da justiça e contra o sistema injusto que desgraça o povo e os povos. Outros de tão frouxos me excluíram de suas listas, embora batam nas minhas costas quando me encontram. Estes comentam com outras pessoas que sou radical e que não seria bom para seus negócios que o público saiba que são meus amigos. Outros fazem parte de outra lista de amigos de longa caminhada em trechos da estrada da luta quando tivemos que nos dar as mãos, inclusive para nos protegermos dos inimigos daninhos da liberdade. Estes nem sempre gostam de responder as mensagens que lhes envio. Acham-se autossuficientes e acham que não precisam tanto desse amigo. Pensam que em seus canteirinhos, onde semeiam sozinhos em suas instituições e em seus cargos, poderão produzir frutos que saciem o mundo inteiro. Fazem viagens internacionais, ocupam cargos de governo, sobem em degraus poderosos na academia, integram comissões de repercussão mediática... Por que precisariam alimentar comunhão com esse militante da plebe e do vale, onde também sorrimos sorrisos largos e felizes na luta?"

1. Não gosto de rótulos, pois representam uma forma de aprisionamento e são usados igualmente por todos, não importando o lado em q. se posicionem.

2. Não gosto e não uso suposições e julgamentos pois me dá margem de errar mto interpretando falsamente os motivos da ação de alguém.

3.Não me encontro sob estes rótulos todos!

Talvez em alguns momentos, este - " Outros fazem parte de outra lista de amigos de longa caminhada em trechos da estrada da luta quando tivemos que nos dar as mãos, inclusive para nos protegermos dos inimigos daninhos da liberdade" , mas o q. segue não descreve o meu perfil - " Acham-se autossuficientes e acham que não precisam tanto desse amigo. Pensam que em seus canteirinhos, onde semeiam sozinhos em suas instituições e em seus cargos, poderão produzir frutos que saciem o mundo inteiro."

Em minha cabecinha e coração, houve o tempo em q. acreditei q. a Igreja era a solução p/ o mundo- até o dia em q. o Sr. Bispo Metodista - S.M.(q. importância tem seu nome?) chegou em minha casa, abordando meu marido doente e o fez assinar um pedido de demissão do Ministério. Depois achei q. a política poderia ajudar... qdo a oposição conseguiu chegar ao Poder e agiu igualzinho aos corruptos anteriores... vi tb. q. estava na busca errada.

Continuei a procurar... e agora, pense um pouco comigo -

Já parou p/ pensar na possibilidade de se ter uma visão tomográfica de um cancer, mas se optar por somente desinfectar os bisturis e cânulas q. serão necessários p/ a próxima cirurgia? e não é por achar q. com esta ação todos os demais casos deixariam de existir - aquele era somente o mais próximo! ... Uma vez um professor na FIDENE me acusou em sala de aula dizendo q. por atuar em um programa social -CSU - eu estava tampando a boca dos pobres c/ pedaços de pão, qdo o necessário seria deixar o povo se mobilizar pela dor de seu estômago vazio. Eu lhe respondi dizendo q. qdo ele e eu tivéssemos a coragem de deixar vazio o nosso estômago e os de nossos filhos p/ engrossar as fileiras da dor social, eu mudaria minha ação. (Nesta época eu tinha um marido em tratamento psiquiátrico fora de casa, e 4 filhos q. me esperavam acordados para terem a certeza q. na volta da Faculdade sua mãe não fora levada pelos militares q. nos rondavam dia e noite - pois eles sabiam q. mesmo tendo ficha assinada no antigo ARENA, fins de semana e feriados estávamos envolvidos com as minorias - índios, sem terra, mulheres, negros...em atividades "clandestinas" . Acho q. eles nunca descobriram é q. eu tinha um alcóolatra "consciente" como presidente do grupo de idosos e q. Sr. Mariano e eu estudávamos juntos, de madrugada, Paulo Freire - feito de tal forma q. ele pudesse levar as ideias para serem estudadas no grupo, sem nem citar nomes e autores).

Pois é, querido amigo, aprendi cedo e meio sozinha q. contra toda doença temos q. agir de forma preventiva, sem deixar de lado a terapêutica - Jesus trabalhava as mentes, ampliando a visão do todo, enquanto. matava a fome do q. estava próximo.

Talvez por ser mulher, por ser cristã, por ser mãe, tive q. encontrar meu caminho e equilíbrio nesta luta durante os tempos difíceis do militarismo - Encontrei no AMOR a minha forma de agir e ser - nos finais de semana, me escondia entre outros da FIDENE, nas carrocerias de caminhões q. nos levavam para as bibocas do RS onde nos encontrávamos escondidos em paióis, em meio a plantações e trabalhávamos as mentes; durante a semana a ação terapêutica - ao meu ver, não menos importante.

Os anos se passaram, vivi momentos de extrema dificuldade financeira qdo por opção priorizei a família e principalmente um convívio maior com os filhos adolescentes. Neste ponto de minha história, fazendo pães a noite toda (para serem vendidos no dia seguinte por Paulo e filhos) e dormindo durante o dia, não tinha ninguém nem p/ conversar a não ser Deus - grande Escola - fui quebrada, moída e modelada - abandonei padrões, instituições,...... restando ainda e apenas o AMOR. Nos reerguemos até montarmos uma padaria de pão caseiro, com venda diária de mais de 250 unidades. Então... me sobreveio uma embolia pulmonar... separação do Paulo por 5 anos (pois minha família estava pronta p/ para ajudar somente a mim e aos filhos) mudança p/ Curitiba, filhos já estudando, casando, trabalhando... eu estava atuando como coordenadora pedagógica em uma escola de bairro, de novo em plena luta!

Aí, 06.04.1995, o falecimento de meu filho mais velho. A morte, meu amigo não nos deixa escolha - ela não avisa, não pede licença, ela chega e pronto - se aprende a conviver com a dor deixada ou se enlouquece!


Ao lado daquele caixão metálico lacrado, qdo não me foi permitido nem ver meu filho, tal o estado de seu corpo estraçalhado, o grito de minha alma era - O q. eu fiz durante os 25 anos q. este filho esteve comigo, q. hoje ele pode levar consigo? - Esta resposta veio logo - era o AMOR - o amor que era vivido, correspondido, demonstrado, intenso, falado, curtido. Nada mais se leva... nem material, nem intelectual, nem emocional... Ficava tudo fora daquele terrível invólucro!

Usei os 2 anos seguintes peneirando minha ação, minha fé, minhas crenças e ideologias ... e decidi - opção de vida mesmo - investir meus dias, meu saber, minhas energias e qdo existiram - até minhas finanças, na única coisa desta vida que tem VALOR DE ETERNIDADE - o AMOR. Comecei de novo com a família - a chegada do 1º neto me levou p/ a Suíça - (poderia ser os confins do mundo - não era o lugar q. me chamava - era o neto - presente de Deus q. me mostrou q. eu ainda podia sorrir e sonhar).

Lá descobri o significado de ser cidadão suíço - nossos direitos e deveres - me capacitei estudando a língua e até poder me reintegrar profissionalmente - com salário do seguro desemprego (1 dos direitos q. tínhamos), reorganizei minha casa, juntei dinheiro e levei o restante da família q. tinha ficado no Br. (Paulo e 2 filhos).


Conheci um outro mundo - de um lado o q. se chama de 1º mundo e de outro, o negro - ilegal, marginalizado, miserável, terrível! Composto por estrangeiros q. em sua maioria vendem por baixos preços seus trabalhos e, ou seus corpos para sobreviver e p/ ajudar na sobrevivência da família distante - Elaborei um projeto para atuar voluntariamente nesta área - não poderia conseguir nada em órgãos oficiais, pois era destinado a uma população ilegalmente ali instalada - procurei igrejas - estas, tiveram medo de se envolver - é mais fácil ficar expulsando demônios teimosos e ficar dando ordens a um Deus surdo do q. atuar em alguma realidade cruel. Meu projeto morreu na casca.

Então percebi em meu caminho, lá cercados pelos lindos Alpes Suíços, aqueles q. não suportaram os açoites da vida e permaneciam caídos á espera de alguém q. os ajudasse - não q. eu pense q. ser o "bom samaritano" na vida de alguém modifique o todo da situação! - eu sei q. minha ação é nada diante da necessidade maior, mas aprendi q. se puder investir em "um" somente - o todo deste "um" poderá ser modificado.

Depois de 13 anos lá, volto ao Br. priorizando cuidar de minha mãe doente. Nas horas vagas, decidi me envolver como voluntária, com o programa oficial - Famílias acolhedoras e durante os últimos 2 anos cuidamos, em nossa casa, de 12 pequeninos q. não podiam conviver c/ suas famílias (a grande maioria, pelo fato de suas mães serem usuárias de drogas e consequentemente colocaram em risco a integridade dos pequenos.)


E, agora q. vc. sabe e conhece trechos de minha caminhada, quero dizer-lhe que o admiro e leio com mto carinho, respeito, gratidão e sedenta em continuar aprendendo (apesar dos 70 aninhos) cada uma de suas postagens e já li bastante de seu Blog. Siga em frente! Existe lugar para todos se engajarem! A luta tem que continuar, mas no que me toca, continuo optando por estar estar nas colunas de frente curando feridas...

Viu porque não consegui me encaixar em seus rótulos? Não nos vejo como marionetes nas mãos de um Deus tirano, mas aprendi a me submeter à Sua SOBERANIA. 

Beijão. Amo vc.

PS. usei desta página por não saber usar a possibilidade de resposta em Blog.

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