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quarta-feira

Agressões inaceitáveis e repudiáveis. Pedido de Perdão!






Querida estudante de medicina Ana

Há tempo não te vejo. Há tempo ingressaste numa faculdade de medicina. Há tempo me excluíste do Orkut e do Facebook, assim como outras tuas amigas e parentes, uma, inclusive, médica marcadamente maníaca e cheia de nove horas. 

Como gostaria de contar com tua amizade e não com tua rompância burguesa e com teu nariz empinado, como se fosses rainha da cocada. 

Gostaria muito de conhecer teu pensamento a respeito de teus colegas estudantes de medicina e também dos médicos, de quem serás colega em breve, caso ainda não concluíste teu curso. 

Gostaria muito que olhasses atentamente para a foto do médico negro cubano, Juan Delgado, que ilustra esta matéria. Eu vejo um olhar triste de alguém que chega para prestar solidariedade e que é maltratado hostilmente por um bando de safados e mal educados de tua categoria profissional. Esses teus colegas são desumanos e antissociais. Muitos deles colocarão suas mãos sujas de dinheiro, de estupidez e de ódio sobre vidas humanas, a quem desprezam. Muitos deles brigarão para ganhar mais dinheiro a serviço das multinacionais dos remédios e das clínicas de cor nazistas, que enriquecem em cima da desgraça dos doentes. 
 
Mas vejo também no médico cubano Juan Delgado um olhar e uma pele do negro que não se deixa escravizar, como os arruaceiros médicos que o ofenderam gostariam. Certamente a grandeza desse irmão cubano o coloca acima do lixo rasteiro desses que negam a medicina para os pobres, que aprenderam com suas famílias burguesas e com seus professores arrogantes nas universidades públicas que medicina é para enriquecer e não para amar o próximo em suas extremidades do desespero da vida. Certamente seu olhar é de solidariedade e de disposição para servir ao povo pobre e explorado, bem ao contrário dos coxinhas, seus colegas brasileiros. 

Felizmente, Ana, outros médicos e outras médicas, tomara que tu também entre eles, pois sempre te demonstraste simples e humilde, sentirão vergonha e perceberão que uma coisa é lutar pelos direitos e dignidade de médicos/as e outra é ser desumano, coxinha, alienado e disputar doentes como se disputa mercadoria, como o fazem os mercenários, sempre abjetos e nauseantes e suas atitudes burguesas desprezíveis. Muitos médicos, iludidos pela formação burguesa mercantilista, acordarão do sono triste da alienação dos tais profissionais que estudam para serem mecânicos robotizados do dinheiro e não para ser mais humanos e serventuários de um povo pobre num País que precisa despertar. 

Abaixo, Aninha, posto dois textos fortes que demonstram justa indignação com as atitudes podres e diabólicas de teus colegas do Ceará e de todo o País. Um, da militância de esquerda, pede perdão ao médico hostilizado e chamado de escravo, por ser negro e por ser cidadão socialista. E o outro texto é do site Maria Frô. Vale a pena ler e conferir a beleza moral de gente que não chafurda na lama burguesa e asquerosa dos que desejam a morte para os pobres.  

Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz, custe o que custar.
Dom Orvandil: bispo cabano, farrapo e republicano. 
  
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Perdão! É a única coisa que podemos pedir diante de ato tão covarde e preconceituoso.

Já havíamos falado do preconceito por aqui. Está aí mais uma prova de que grande parte das manifestações contra o programa Mais Médicos e, principalmente, contra os médicos de origem cubana são motivadas por preconceito e não por preocupações de outra ordem.

Ainda bem que se trata de uma minoria preconceituosa e perversa. Ela não representa nem a classe médica inteira, muito menos o povo brasileiro.

Perdão amigos(as) médico(as) cubanos(as). Temos vergonha de quem age assim contra vocês (Militância de Esquerda).


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Médicos cubanos, desculpem-nos as agressões da elite escravagista brasileira representada pelos jalecos de coxinha cearenses

agosto 27th, 2013 by mariafro

Não posso sentir vergonha maior destes médicos cearenses fazendo este papelão, agredindo de modo xenofóbico, racista, escroto,  médicos cubanos que já prestaram ajuda humanitária em vários lugares do mundo. Atitude humanitária que aqueles infelizes não sabem o que é, porque como  disse neste post: 24 de agosto: Mais Médicos, Mais Ética, Mais Informação, Mais humanização na medicina brasileira não se nasce Natasha, se torna um ser humano como Natasha. É preciso valores humanistas pra forjarem seres humanos como Natasha, caso contrário tornam-se esses seres patéticos, agressivos, que só sabem enxergar o próprio umbigo.

Curioso é que no Sudeste esses mesmos médicos preconceituosos e sem educação são tratado por sujeitos de sua mesma cepa como ‘cabeça chata’ e nem o preconceito ignóbil dos ignorantes sudestinos contra o povo nordestino e seus sotaques são capazes de fazê-los entender que preconceitos são medonhos, agridem,  diminuem, envenenam.

Já me declarei publicamente inimiga número um dos jalecos de coxinha. Porque pelo que podemos perceber com esses médicos cearenses ogros, agressivos, o governo brasileiro deve oferecer proteção extra já que alguns parecem ter a memória atávica de senhores escravos na alma.

Mas em relação ao povo brasileiro os médicos cubanos não devem se preocupar, o povo brasileiro sabe exatamente como senhores escravocratas que não aceitam à cidadania tentam ainda tratar um povo soberano: o povo brasileiro teve de enfrentar esta elite escravocrata escrota nos embates pela aprovação da política de cotas, do prouni, do bolsa família e a enfrentará agora na aprovação da PEC das domésticas e no combate do PL da Terceirização. 

Esta é uma elite tão cínica, mas tão cínica que chama médicos com 24 anos de experiência em saúde da família de ‘escravo’, mas que não deve pagar salário mínimo e registrar a empregada doméstica que tem em casa. É isso. Alguém vai se importar com esses idiotas recém saídos do túmulo do século XIX?

Vou encontrar recursos pra acompanhar o trabalho desses médicos cubanos, meus leitores já sugeriram, eu estou morrendo de vontade de fazer isso, EU ACHO NECESSÁRIO FAZER ISSO, eu acho que sairá um material espetacular desta experiência que quero narrar em livro e registrar em vídeo. 

Como disse Gerson Carneiro fácil destratar médicos cubano no aeroporto ou na aula inaugural de Fortaleza, difícil é ir para os rincões cuidar da saúde do povo brasileiro, difícil é cumprir horário no SUS, difícil é não usar dedo de silicone e tratar as pessoas como devem ser tratadas: com dignidade, com atenção básica que os médicos cubanos são pós-doc. 

Coxinhas de jaleco, vão aprender a ser gente que nós, o povo brasileiro e os médicos cubanos, temos muito a fazer.


PS2. No Ceará, em Fortaleza, os coxinhas de jaleco são tão minoria como são na rede, mas como são grotescos chamam mais atenção. O Ceará tem médicos decentes e críticos como o Maria Frô já publicou:  “Dizer-se preocupados com a saúde da população é falácia, pois pior que ser atendido por um médico sem revalida é não ter médicos.”

Médicos cubanos são hostilizados em aula inaugural em Fortaleza

Por: Germano Ribeiro, Diário do Nordeste
26/08/2013

Os 95 médicos estrangeiros que iniciaram nesta segunda-feira (26) o treinamento do programa Mais Médicos em Fortaleza foram hostilizados por cerca de 50 profissionais cearenses da área que faziam uma manifestação na entrada da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), no Meireles. O alvo do protesto era o grupo de 79 médicos de Cuba que farão o curso. Na saída, os estrangeiros e as autoridades foram vaiadas, xingadas e provocadas pelos manifestantes.

Com início do protesto, as portas da ESP-CE foram fechadas. Apenas os participantes do evento e a imprensa puderam entrar. A atitude revoltou os médicos cearenses, que batiam nos vidros da entrada do local. “Estão nos tratando como marginais”, disse o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec), José Maria Pontes. Com palavras de ordem, o grupo exigia que os estrangeiros fizessem o Revalida, exame destinado aos médicos que obtiveram diploma no exterior e querem atuar no Brasil.

Após a solenidade de abertura do treinamento, todas as saídas da escola foram cercadas, impedindo a saída dos participantes por cerca de uma hora. A Polícia Militar solicitou que os médicos cearenses liberassem a saída. O presidente do sindicato pediu para os colegas formarem um corredor para vaiar os cubanos e as autoridades. “Os médicos não são violentos. Vaia não é violência e eles vão receber a maior vaia da vida deles”, disse José Maria Pontes.
 
Quando as portas abriram, além da gritaria houve insultos aos estrangeiros, acusados de virem ao Brasil para fazer um trabalho escravo. O secretário de Gestão Estratégica e Participativa doMinistério da SaúdeOdorico Monteiro, foi o mais vaiado e recebeu ofensas pessoais de alguns médicos cearenses.

Veja o vídeo do momento da saída dos médicos cubanos (no site)

Outras 15 pessoas foram ao local com bandeiras de Cuba e do Movimento dos Sem Terra (MST) em apoio aos cubanos. Quando questionados sobre qual movimento representavam, um deles disse: “somos de todos os movimentos. Somos a favor de Cuba. Podem falar mal de todo mundo, menos de Cuba”. Houve um momento de tensão entre eles e alguns médicos. Após a troca de insultos, os dois grupos se separaram.

Presidente do Simec diz que governo oficializa o trabalho escravo; médico cubano nega

Segundo José Maria Pontes, os médicos cubanos não estão preparados para atender os brasileiros porque aquele país realiza uma “produção industrial” de profissionais. Pontes disse ainda que os colegas de Cuba não podem trabalhar no país de origem. “Todas as pessoas formadas na ELAM, Escola Latino-americana de Medicina, não podem exercer a medicina em Cuba”, afirmou. Entretanto, durante a solenidade de acolhimento, a superintendente da ESP-CE, Ivana Barreto, afirmou que todos os médicos do programa possuem mais de 10 anos de experiência.

O presidente do Simec acusou o governo federal de estar oficializando o trabalho escravo, pois “a pessoa vem com uma bolsa, não tem direito trabalhista, não tem direito a Fundo de Garantia, férias, hora extra, nada”. Durante a saída, os manifestantes também chamaram os cubanos de escravos aos gritos. José Maria Pontes chegou a afirmar que os profissionais de Cuba não poderiam dar entrevista.

O médico cubano Juan Hernandez negou a acusação de estar realizando um trabalho escravo. Com 24 anos de experiência, o especialista em medicina familiar disse que não estava no país para ganhar muito dinheiro. “Estamos aqui para fazer solidariedade, melhorar as condições de vida da população e melhorar os indicadores de saúde do povo brasileiro”, disse.

Leia também: 

- Médicos coxinhas não chegam nem perto dessa negra: ela é movida a vocação


- A hipocrisia dos coxinhas é safadeza mascarada e, como a mentira, tem pernas curtas

-  Cubanos chegam e já diagnosticam a doença do Brasil


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