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segunda-feira

O fanatismo nos humildes é ensinado pelo sectarismo desonroso dos poderosos




Meu querido pastor Marcelo Montanha Haygertt

Lembro muito bem de ti na tua tenra infância. Teus cabelos loiros de piá que corria no interior do templo chamavam a atenção e despertavam o carinho de todos. 

No Facebook vejo um pouco de teu trabalho aí em Osório, cidade quase praiana e histórica de nosso Rio Grane do Sul. Pelo que vejo avalio que és uma pensador e teólogo. Orgulho-me de ti e gostaria muito de te encontrar em minha próxima viagem ao RS. 

Pois bem, ao ler essa triste notícia abaixo sobre fanatismo e sectarismos, nascido do dogmatismo estreito e pobre, lembrei-me mais uma vez de ti. Recordo que me contaste de um familiar que se fanatizou e se fechou ao integrar outra igreja evangélica, advogando que somente a sua última igreja é a mais certa do mundo, negando verdade e possibilidades de acerto em todas as outras.  

Lê-se abaixo a crua notícia sobre a briga “religiosa” entre os irmãos Marlisson e Ivomar. Na verdade no litígio esconde-se o sectarismo desrespeitoso entre duas pessoas da mesma classe oprimida e da mesma família. Padres e pastores, que vivem à custa dos pobres e do povo, ensinam o ódio e incitam à divisão entre os que deveriam se unir na luta contra a opressão. No ambiente agressivo de competitividade dita religiosa aninham-se a alienação e o divisionismo promovidos pela classe dominante, sempre pronta a usar todos os meios e aparelhos para dividir o povo, inclusive e acentuadamente a religião. Lamentavelmente a “indústria” religiosa das grandes corporações, notadamente as que usam a mídia televisiva, são antiecumênicas e antissociais. Esses grupos não se interessam pelo bem social e pelos direitos humanos da maioria do povo. Pelo contrário, incentivam incendiariamente os falsos conflitos em torno de questões morais e dogmas bobos, tanto nos campos católicos quanto evangélicos. Em 2010 assisti um padre medíocre aqui em Goiânia através de um canal de TV pedir que católicos não namorem nem casem com evangélicos por considerar que esses não pertencem à verdadeira igreja de Cristo.

O ecumenismo já prestou enorme apoio à luta contra os diversos tipos de opressão. No após Segunda Guerra Mundial o ecumenismo se fortaleceu muito no mundo em solidariedade às vítimas do nazismo. Depois espalhou-se pela África e América Latina no reforço na luta contra as ditaduras sanguinárias e no acolhimento dos heróis dos direitos humanos.  Naquele ambiente não havia espaço para o desprezo e o desrespeito do outro. Pelo contrário, a união com os diferentes era alavanca que erguia a dignidade e o ânimo dos lutadores, fazendo-nos todos irmãos. Participar de espiritualidades e cultos ecumênicos era de prazer sem limites. Desgraçadamente o imperialismo cooptou papas e figuras poderosas das instituições cristãs e rompeu a cumplicidade ecumênica construída em torno das grandes questões humanas. Tanto que há muitas autoridades hoje que consideram ecumenismo certos atos ecumênicos em catedrais, universidades ou jantares regados a bebidas e comunidas caras, sem nenhuma preocupação com as injustiças que atormentam o povo e os pobres. Outros promovem encontros entre pessoas de diferentes confissões religiosas, onde cada uma encontra espaço para fazer propaganda de suas instituições e nada em torno das grandes lutas. 

O problema vivenciado pela briga dos dois irmãos num cemitério de Santarém  contem por trás o ódio ensinado por “líderes” religiosos antiecumênicos e preconceituosos. No ato violento e desrespeitoso deles há enormes problemas sociais e de conflitos incentivados por pessoas do tipo de Silas Malafaia e de Marcelo Rossi, imbuídas de dogmatismos fanáticos e rançosos de moralismo. A barbárie é robustecida nas esferas dos que defendem os interesses mesquinhos da burguesia atrasada e cega. Tanto que Malafaia (que alguns apelidaram de Malafóbico) e Marcelo Rossi colocaram-se politicamente no mesmo campo conservador e retrógrado gravitando em torno de José Serra, tanto em 2010 como em 2012. Nada mais apropriado: a classe dominante no seu espectro mais direitista, como é ocaso da mídia e do demotucanatopps, é antiecumênica. Sua gente odeia a unidade em favor do povo. A religião para esse tipo de liderança é fantástico meio de negócios (sacronegócio). Até pregam que Jesus é o caminho, mas não abrem mão de serem pedágios. E pedágios caros, para pagar seus luxos. 

Cabe-nos, querido Marcelo, que cremos na unidade do povo e de que Jesus não é propriedade de ninguém continuar a luta sem dogmatismos e sem sectarismos idiotas. Na unidade encontramos a maioria.

Forte abraço crítico e saudosamente fraterno.




Jovem tenta matar o irmão com cruz da sepultura da mãe

A vítima de 35 anos recebeu um golpe na cabeça e foi encaminhada ao Pronto Socorro Municipal (PSM) em estado grave.
Jovem tenta matar o irmão com cruz da sepultura da mãe

O acusado, Marlisson e a cruz usada na agressão Santarém - Um jovem de 26 anos foi preso no final da tarde de ontem, 2, dia dos finados, após tentar matar o irmão com a cruz da sepultura da mãe. O caso aconteceu no cemitério da comunidade Bom Jardim, por volta das 18h30.

A vítima de 35 anos recebeu um golpe na cabeça e foi encaminhada ao Pronto Socorro Municipal (PSM) em estado grave.

Segundo a polícia, a situação aconteceu por intolerância religiosa. O acusado, Marlisson Guimarães é católico e teria agredido o irmão, Ivomar Guimarães, que é evangélico, porque o mesmo não permitiu que Marlisson acendesse velas em homenagem a mãe falecida.

“Ele [Ivomar] jogou a cruz para o mato, chutou as velas e jogou areia nas velas. Ele [Marlisson] pediu para ele não fazer isso que ele tava acendendo a sepultura da mãe dele. E aí ele falou que Ivomar chutou ele (...) e para se defender pegou aquela cruz e bateu ele”, conta o pai Manoel Oliveira.

Segundo o pai dos dois irmãos, a tentativa de homicídio ocorreu não apenas pela divergência religiosa, mas porque o acusado tinha desavença com o irmão por causa da mãe: “esse que foi cacetado pegou uma foiça e errou a mãe deles com uma foiçada e aí Marlisson não ficou gostando muito dele por causa disso”.
O acusado foi abordado ainda no cemitério e não reagiu a prisão. Quando a polícia chegou ao local o agressor estava sentado ao lado da vítima. “Eu dei a voz de prisão ele não esboçou nenhuma reação e até deu os braços para que eu pudesse algemá-lo”, completa o cabo Elson da PM.
O acusado foi apresentado na delegacia de Polícia Civil e vai responder por tentativa de homicídio em flagrante.

Redação Notapajos com informações de Roberta Freitas

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