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Luis Nassif: as saídas para a crise

4 DE FEVEREIRO DE 2009 - 15h11
Em setembro e outubro, quando disse que a economia tinha parado, quase fui trucidado por alguns comentaristas. Os dados estão aí, mostrando uma parada inédita nas séries históricas do setor. Agora, mesmo com essa queda monumental da atividade industrial em dezembro, estou menos pessimista. Ao contrário do buraco sem fundo, os números podem estar antecipando o fim do ciclo de queda.

Por Luis Nassif, em seu blog
Veja bem, a economia vinha rodando a 200 por hora, não apenas pelo aumento da demanda via crédito, como dos estoques especulativos — estimulados pela ciranda financeira global. No plano global, a parada de outubro foi brutal. A velocidade com que a crise se aprofundou nos Estados Unidos, Europa e Ásia é inédita. Obviamente, o Brasil seria afetado.

As empresas se viram ante dois dilemas. O primeiro, “adivinhar” qual o novo ritmo da economia. O segundo, adequar o nível de estoques a esse nível. Nesse período, o comércio deixa de comprar da indústria e a indústria deixa de comprar dos fornecedores. Todos tratam de queimar estoques para se adequar ao novo quadro. Foi o que ocorreu em novembro e, especialmente, em dezembro.

Agora, o que se observa é que em muitos setores os estoques já voltaram a níveis baixos. No setor automobilístico, por exemplo, a redução do IPI funcionou na veia: as vendas em dezembro foram melhores do que em novembro e em janeiro melhores do que em dezembro. Os estoques voltam a patamares razoáveis.

Alguns setores chegarão a esse novo patamar no primeiro trimestre, muitos chegaram em dezembro. Batendo no fundo do poço e no limite mínimo de estoques, a máquina volta a girar, ainda que em velocidade menor.

Esse mesmo fenômeno vai ocorrer no mercado de commodities, assim que se completar o ciclo de enxugamento dos estoques. Mais que isso, há muita empresa com o dedo no gatilho aguardando o início da recuperação para correr. Quando há essa inflexão, quem demora perde mercado.

Foi sintomática essa decisão da General Motors de aplicar US$ 1 bi do pacote de ajuda do governo americano para substituir produção atualmente importada pelo Brasil. Assim como a convicção de muitos bancos de investimentos, de que o Brasil deverá ser o primeiro país a sair da crise.

Se o PAC melhorar o ritmo, se decisões como essa de encomendar 500 mil casas populares forem de implementação rápida, principalmente se o Copom derrubar a Selic em vários pontos e o governo atuar fortemente sobre os spreads bancários, a saída da crise será muito mais rápida do que se pensa.
Fonte: Reproduzido pelo Veremleho

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